Esclerodermia, a rara doença de Chi Chi Devayne

Saiba mais sobre Esclerodermia, a doença rara e sem cura de Chi Chi Devayne que pode impedi-la de continuar fazendo drag.

Modo Noturno

Há mais de um ano, Chi Chi Devayne, a participante da oitava temporada de RuPaul’s Drag Race e do All Stars 3, foi diagnosticada com uma doença rara: Esclerodermia. Desde então a rainha tem lutado contra essa doença e sido bem vocal em suas redes sociais sobre sua condição. Esclerodermia não tem cura, mas fazendo o tratamento adequado é até possível viver de forma tranquila.

A DESCOBERTA

Em 17 de setembro de 2018, Chi Chi postou pela primeira vez sobre seu estado de saúde, expondo no Instagram sobre a razão de estar tão magra, o que tinha preocupado muitos fãs.

Muitas pessoas não sabem, mas eu fui recentemente diagnosticada com esclerodermia. Eu tenho lidado com isso nos últimos oito ou nove meses, mas tive medo de expor isso ao público com medo de perder empregos e enfrentar críticas de amigos e fãs… mas eu sinto que finalmente é hora de deixar o mundo saber o que realmente está acontecendo com Chi Chi… esconder isso me deixou em um estado de depressão… isso me fez odiar minha aparência … e também fez eu me afastar do grande público, mas não estou mais me escondendo e vivendo em um estado de medo. Eu só peço a todos que me mantenham em suas orações enquanto eu combato esta doença que está mudando minha vida.

Desde que assumiu publicamente sua condição de saúde, Chi Chi tem usado suas redes sociais para informar as pessoas sobre a Esclerodermia e como isso tem afetado sua vida.

 

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FOTOS

Essas fotos recentes de Chi Chi mostram o quanto a rainha emagreceu nos últimos tempos em decorrência da Esclerodermia.

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O QUE É A ESCLERODERMIA?

A esclerodermia (skleros:duro e derma:pele) é uma doença que se caracteriza por fibrose (endurecimento) da pele e dos órgãos internos, comprometimento dos pequenos vasos sanguíneos e formação de anticorpos contra estruturas do próprio organismo (auto-anticorpos). Em outras palavras, a esclerodermia é uma doença autoimune que causa rigidez na pele, dedos e articulações, causando assim dificuldades para engolir, falta de ar, sensibilidade ao frio e tosse crônica. A doença afeta pessoas de todas as partes do mundo e sua causa não é conhecida.

TIPOS

  • A enfermidade é mais frequente nas mulheres e pode ser classificada em esclerodermia localizada, ou em placas, e esclerodermia sistêmica.
  • A localizada é mais comum em crianças. As lesões aparecem em pequenas áreas da epiderme e nos tecidos abaixo delas. De acordo com o aspecto, é chamada de morféa (manchas) ou linear (em faixas). Raramente evolui para a esclerose sistêmica.
  • Na forma sistêmica, a doença agride não só a pele, mas também os pulmões, rins, esôfago, vasos sanguíneos, articulações, estruturas nas quais pode provocar fibrose.

CAUSAS

Não se conhece a causa dessa doença considerada reumatológica, que não é contagiosa nem hereditária, apesar de terem sido registrados casos em pessoas da mesma família. Existem hipóteses sem confirmação de que alguns fatores, como temperatura baixa, estresse, exposição a produtos químicos e a toxinas resultantes de infecção por vírus e bactérias possam desencadear o processo.

SINTOMAS

  • Geralmente, as primeiras alterações se manifestam pelas alterações de temperatura (fenômeno de Raynaud). As mãos e os pés ficam muito frios, os dedos inchados, pálidos e arroxeados, porque os vasos sanguíneos se contraem. Quando a circulação é restabelecida, eles ficam bem vermelhos antes de voltar à cor normal.

  • Dor e rigidez nas articulações, aranhas vasculares, feridas nas pontas dos dedos e depósitos de cálcio na pele podem ser outros sintomas iniciais da doença.
  • Na esclerodermia sistêmica, a formação de tecido fibroso e cicatricial nos vasos, coração, rins, esôfago e pulmões, por exemplo, acarreta perturbações gástricas, respiratórias, cardiovasculares e hipertensão.

DIAGNÓSTICO

Como os sintomas são comuns a várias doenças do tecido conjuntivo, é importante estabelecer o diagnóstico diferencial, que se baseia no levantamento da história do paciente, na avaliação clínica e no exame de sangue para detectar a presença dos auto-anticorpos típicos da doença.

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TRATAMENTO

O tratamento varia segundo as características específicas do tipo de esclerodermia. Via de regra, está voltado para o controle da inflamação, alívio dos sintomas e para retardar a evolução da doença. Em alguns casos, são indicados os seguintes medicamentos: anti-inflamatórios não esteroides (AINES), penicilamina, corticosteroides e imunossupressores como o metotrexate. Entretanto há casos em que a medicação conhecida não demonstra eficácia e não é usada.

Fisioterapia e uso tópico de produtos para a pele são recursos terapêuticos importantes.

RECOMENDAÇÕES

  • Procure assistência médica para diagnóstico, se notar alterações na pele que possam ser atribuídos à esclerodermia;
  • Portadores de esclerodermia devem passar por avaliações periódicas, a fim de controlar a evolução da doença e introduzir o tratamento específico para o caso.

Torço para que Chi Chi consiga controlar essa doença e viva da melhor forma possível.


Informações médicas extraídas do site do Drauzio Varella.

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