S11 | Billboard entrevista: Honey Davenport

Honey Davenport fala do chocante lipsync, seu ativismo drag e mais coisas sobre Drag Race.

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No terceiro episódio de RuPaul’s Drag Race S11, fomos levados à igreja, pois as rainhas criaram e filmaram seus próprios talk shows pentecostais, homenageando suas divas pop favoritas. O time de Nina West criou a Igreja Britney Spears, enquanto o time de Ra’Jah O’Hara criou a Igreja de Mariah Carey.

Enquanto a Igreja de Britney se destacou no desafio, dando a Nina West sua primeira vitória na competição, a Igreja de Mariah fracassou, pois ninguém no grupo parecia saber muito sobre o Elusive Chanteuse. Em uma decisão chocante, RuPaul forçou cada uma das seis rainhas do time perdedor a dublar por suas vidas com “Waiting for Tonight” de Jennifer Lopez, remix por Hex Hector. Quando a poeira baixou, RuPaul deu sashay away em Honey Davenport.

Honey conversou com a Billboard um dia depois de sua eliminação sobre a chocante batalha de dublagem, o que deu errado em seu desafio de Mariah Carey e seu declarado ativismo drag.

Como você está se sentindo depois de assistir a sua eliminação?

Você sabe, eu pensei que ia ser a coisa mais difícil que eu já assisti. Eu estava dizendo a um amigo ontem: “Estou tão triste agora, e nada vai me tirar dessa tristeza“. Eu senti que ficaria muito magoada.

Mas, na verdade, para ser bem sincera, assistindo na noite passada, eu me senti tão orgulhosa de mim mesma. Este foi um sonho meu que eu consegui realizar. Eu realmente gostaria de ter ido mais longe, não me interpretem errado – eu gostaria de ter mais oportunidade de mostrar ao mundo quem eu sou, mas isso definitivamente me deu uma grande exposição para mostrar toda a minha arte para o resto do mundo, em uma grande plataforma para falar sobre todas as questões sociais que eu baseei minha carreira. Eu estou em um ótimo lugar.

Voltando àquele momento, qual foi a sua reação e das garotas quando Ru anunciou que todas as seis rainhas no bottom dublariam por suas vidas?

Inicialmente, foi tipo “Então… isso é real. Eu não esperava dublar tão cedo”. Mas, sinceramente, eu fiquei tipo: “Isso é o que eu faço, sou um artista”. Presta atenção, eu sou um membro da cidade de Nova York, eu definitivamente não esperava que ninguém mais pudesse me superar no lipsync. Eu fiquei tipo: “Apenas garanta que vai arrasar na música e mantenha a performance no estilo de Honey Davenport”. E assistindo o episódio, senti que fiz isso. Estou muito orgulhosa do que fiz – foi arriscado à sua maneira, e quem gostou ou não gostou, é isso aí. Mas eu fui exatamente quem eu sou. Eu fui verdadeira com quem eu sou e deixei o mundo ver quem eu sou. Eu acho que eu apresentei aquela música tão bem quanto eu teria [feito] em qualquer outro lugar.

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Ficou claro para o público que as referências de Mariah do seu desafio foi um pouco equivocado. Se você pudesse voltar, você escolheria uma diva diferente para adorar?

Bem, eu pessoalmente não gosto de receber um “não”. Então eu gostaria de dizer apenas “não” ao resto do mundo sobre voltar ao desafio e tentar fazer Mariah novamente, só porque eu sou teimosa. No entanto, eu fui definitivamente a voz da razão, dizendo que não sabíamos o suficiente sobre Mariah e que provavelmente era uma má ideia. Eu deveria ter assumido uma postura mais forte sobre isso, claramente. Porque foi uma má ideia. [Risos]

Eu achei que o visual da sua passarela foi tão poderoso, eu amei a homenagem ao “Angel Down” da Lady Gaga. No clipe que foi passado, você disse que a roupa foi inspirada por sua conexão com a violência das armas de fogo – se você não se importa de eu perguntar, à luz das notícias do atentado em Christchurch, o que é essa conexão, e que mensagem você deseja enviar com seu look?

Bem, é uma combinação – a coisa completa do que eu deveria ter dito é que foi inspirada em [ambos] “Angel Down” e “Formation” da Beyoncé. Eu tento fazer arte que fala ao mundo que eu gostaria de ver um dia. É realmente insano que vivamos em um país que vai proibir canudos de plástico para salvar os peixes, e não [proibir] armas para salvar os humanos. Eu cresci no oeste da Filadélfia, nos bairros pobres, e perdi inúmeros membros da família e amigos para a violência armada. Apontaram arma para mim mais de uma vez. É o mundo em que cresci, elas [armas] eram tão facilmente acessíveis aos meus amigos e aos meus inimigos.

Este é um problema real em nosso mundo atual. Mas por causa do estado do nosso governo, ninguém está realmente falando sobre isso. Ninguém está realmente lidando com isso. Ninguém está falando sobre como as crianças estão morrendo nas escolas, e se o fizerem, elas falam sobre isso por duas semanas e depois deixam para lá. Eu senti que, com o fenômeno social que é RuPaul’s Drag Race, eu poderia manter essa conversa em andamento.

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Você tem uma história de ativismo – quando abandonou seu show na [boate] The Monster, em Nova York, depois que algumas das práticas racistas deles foram expostas. Por que ser ativista é tão importante para você quanto ser uma artista?

Eu não acho que foi uma escolha. Como eu disse, eu sou uma daquelas pessoas que você não diz “não”. Eu olho para os outros como: “Isso não está bcerto, por que vocês estão deixando isso acontecer?” Eu sempre fui o tipo de garota que “Não, isso não vai servir para mim”. Por essa razão, sinto que é uma responsabilidade, não uma escolha. Então, com a The Monster, eu amei esse trabalho. Eu não queria deixá-lo. Eu acabei gastando mais de 20 mil dólares em looks para Drag Race que você nunca conseguirá ver no palco principal, então eu precisava desse trabalho!

Mas eu realmente senti que com a minha posição… nós nos chamamos de drag queens. Isso faz de você um exemplo. Como você deve governar ou liderar se estiver aceitando coisas que são inaceitáveis ​​para sua comunidade? É literalmente seu dever cuidar disso e falar sobre essas coisas e defender seu povo. Eu só senti que, quando se trata de questões sociais como essa, se eu não dizer alguma coisa, quem vai?

Você também tem novas músicas – seu último single foi “The Hive”, e hoje você lançou sua nova música “Warrior”. Qual foi a inspiração por trás dessas músicas, e o que você está preparando?

É isso mesmo, temos que falar sobre minha música, esta é a Billboard! Eu lançarei um EP visual completo em breve, que vai mostrar todos os meus looks de passarela que eu não consegui mostrar, junto com os looks que eu desfilei.

Lancei “The Hive” e um vídeo musical de 30 segundos. Porque, você sabe, os videoclipes podem custar entre 10 e 20 mil dólares, e eu não ganhei os 100 mil. Bem, ainda não, acho que sempre há o All Stars. [Risos] Com o que posso pagar, estou fazendo vários vídeos musicais de 30 segundos para cada um dos looks da minha passarela. Mas “The Hive” é sobre ser marginalizada, e eu senti que eu precisava ser a voz dessas pessoas que eram excluídas, porque ninguém merece se sentir assim. É uma boa introdução para eu dizer: “Bem-vindo a todos vocês que podem se sentir assim, porque estou prestes a falar sobre algumas coisas”.

E então, com “Warrior”, que é produzido por Chew Fu [que trabalhou com nomes como Lady Gaga e Madonna], eu queria lembrar a todos no mundo que tem uma plataforma que esta é a hora de começar a lutar. É quando você não sente que tem uma fatia da pizza, se levanta e luta por si mesmo. Se todos nós escolhêssemos um problema para resolver durante 5 minutos por mês, o problema seria alterado. Então, sim, esse projeto tirou muito de mim, mas eu realmente encontrei minha voz.

Leia sobre o caso de racismo da boate Monster contra Honey clicando aqui.

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