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Segredos dos 10 anos de RuPaul’s Drag Race, pt2

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DESAFIOS, DOS BONS

Desde o primeiro desafio, as rainhas concorrentes raramente deixam de surpreender. Campbell relembra:

Eu me lembro do primeiro episódio, foi ‘Design on a Dime’, e nós pensamos, ‘vamos dar a elas um monte de lixo e eles vão ter que fazer vestidos durante a noite’. E nós ficamos tipo ‘isso nunca vai funcionar’, e ficamos impressionados com a criatividade delas. E isso acontece a cada temporada. Fenton, que não está aqui, mas ele chama as drag queens de os fuzileiros navais da realidade, que eu acho que é brilhante, porque não há tarefa que elas não possam igualar.

Quanto a outros desafios favoritos ao longo dos anos, Campbell aponta para os roasts.

“O primeiro roast foi incrivelmente engraçado, apenas vimos RuPaul quase perder sua, rindo. Se você faz RuPaul rir, somos as pessoas mais felizes da terra”.

Enquanto Barbato é fã dos vários desafios musicais, “de ‘Can I Get an Amen?’ para ‘Kitty Girl’ em All Stars 3, que foi um desafio incrível”.

E quanto aos que eles podem se arrepender? “Houve um mini-desafio em que elas tiveram que cortar vegetais e ser modelo de mão, e isso não deu tão certo”, admitiu Campbell, referindo-se ao episódio “Glamazon by Colorevolution” da sexta temporada. “Eu amo todos eles, menos o mini-desafio da panqueca”, acrescentou Barbato, fazendo referência ao desafio “Resting Brunch Face” da 10ª temporada no episódio “Evil Twin”. “Você sabe, houve um vencedor, houve um perdedor”, brincou Campbell.

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O SNATCH DE TODOS

Claro, nenhuma conversa sobre desafios é completa sem mencionar o que deve reinar sob todos: Snatch Game. O evento anual, que começou na segunda temporada, segue os moldes do jogo clássico Match Game e exige que cada rainha personifique uma celebridade e represente-a bem. “Tem muitos altos e baixos, separa os garotos das garotas”, observou Campbell. Barbato completou:

“E esse desafio é um desafio realmente importante para a RuPaul, porque RuPaul, como a apresentadora do programa e a última a decidir quem fica quem vai… em muitos momentos, ela precisa manter uma distância das garotas e precisa disso para permanecer objetiva, e ela precisa observar de longe. Mas para o Snatch Game, ela está lá e ela realmente testa as garotas. E ela pode ajudá-las. Ru sabe como preparar uma piada. É engraçado ver a Ru do Snatch Game, porque você pode vê-lo testando as garotas. Ela as provoca, ela as prepara para piadas. E se elas não pegarem, Ru está tomando notas. Ru está lá como ‘eu a dei três piadas e ela não aproveitou nenhuma’. Então é realmente um desafio muito importante para a RuPaul cruzar a linha e realmente ver do que essas garotas são feitas”.

E por causa da importância do desafio para Drag Race, não espere que ele desapareça. “Nós conversamos às vezes nas temporadas regulares, ‘Talvez não devêssemos fazer o snatch game’. E ficam tipo, ‘o quê? Você está louco?'”, admitiu Campbell.

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A  EXTRAVAGANZA DE LADY GAGA

Quando o show fez a transição da Logo para a VH1 na 9ª temporada, ele o fez com uma estréia que contou com a participação de sua maior convidada: Lady Gaga. E muitos acreditavam que sua aparência só aconteceria por causa da nova rede doméstica. Mas a verdade é que não foi o caso. Nós tínhamos filmado a temporada inteira como se fosse para o Logo”, e parte disso foi por conta de Lady Gaga, que Ru fez um favor ao participar de seu especial de Ação de Graças para a ABC com os Muppets, Gaga disse: “Eu vou estar em seu show. Todo ano nós perguntamos, e então se tornou realidade naquele ano”.

Na verdade, Campbell credita a aparição de Gaga como sendo a coisa que seduziu Chris McCarthy, o atual presidente da MTV, VH1 e Logo, a fazer a mudança de rede.

E eles são rápidos em apontar que a Lady Gaga realmente foi tão incrível quanto ela parecia no set. Barbato revelou:

Ela estava tão investida. Ela estava tipo, ‘Onde eu posso ir, eu quero estar com elas.’ Ela conhecia o programa por dentro e por fora, queria conversar e passar um tempo com cada drag queen. Foi muito legal. E Gaga realmente fez anotações para todos elas.

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LENDAS QUE PARTIRAM

Enquanto o show teve mais do que seu quinhão de juízes convidados incríveis ao longo dos anos – Ariana Grande, Demi Lovato, Christina Aguilera, Ellen Pompeo e Nancy Pelosi, para citar apenas alguns poucos – Campbell foi rápido em apontar duas estrelas que não estão mais conosco que trouxeram alguma verdadeira magia para a pista quando agraciaram Drag Race com suas presenças. Campbell disse:

A falecida Natalie Cole grandiosa, estava lá, acho que na terceira temporada, assistindo a Dida Ritz, ‘This Will Be’. É mágico estar lá enquanto a rainha ganha vida na frente dos artistas. É como a nossa versão do Lincoln Center Honors.

Isso na verdade aconteceu na quarta temporada.

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Barbato acrescentou:

Se você vai fazer alguma ligação para essa história, por favor, faça uma ligação para aquela dublagem, porque ela é tão mágica em muitos níveis. Realmente foi um momento tão mágico.

Ele não está errado. Você pode verificar por si mesmo a seguir.

O outro momento que Campbell destacou aconteceu na segunda temporada, quando Debbie Reynolds passou pelo episódio “Silver Foxes”, que encarregou as rainhas de transformarem homens gays mais velhos em Golden Girls, naturalmente.

[Ela] chegou cedo e entrou na sala de controle para dizer: ‘Olá, eu sou a Debbie Reynolds. Sou a mãe de Carrie Fisher, mãe da Princesa Leia. Olá, olá, posso falar com os produtores executivos? Ou você gostaria de contar com meus 48 anos de experiência em entretenimento?’ com muito charme e amor. Ela estava tipo ‘peruca, maquiagem, dublagem; eu conheço esse ofício muito, muito bem.’

Em breve postaremos a última parte. Leia a primeira aqui.

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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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