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Resenha | O Mundo Sombrio de Sabrina segunda temporada

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Após o estrondoso sucesso da primeira temporada, a Netflix não quis nos deixar esperando por muito tempo, tivemos um especial de natal e seis meses após a primeira temporada o mundo presencia a segunda volta de Sabrina para nossas telas.

A primeira temporada, de cara, já nos mostrou o tom blasfemo e ao mesmo tempo teen da série, para a segunda temporada percebemos uma leve correção, dando mais espaço para assuntos sentimentais e seus desdobramentos, isso acontece pois conseguiram medir a audiência da primeira temporada e saber sobre o que o público quer assistir. Mas não se engane, a série continua pesada e cheia e profanação.

Um dos principais pontos fortes que a série carrega é conseguir falar sobre feminismo de uma forma natural, isso continua, mas agora muito mais atrelada as convicções e motivações que as personagens carregam. Dessa vez vemos Sabrina lidando com questões como a libido e o empoderamento em volta de seu corpo, mas tudo no mesmo tom nada panfletativo que já conhecemos. Outras questões sociais são abordadas dentro da série e reflete muito bem as reações do mundo real, um grande acerto que demonstra o conhecimento do nicho jovem que assiste a série.

A grande jogada nessa temporada foi dividir a série em duas partes, os quatro primeiros episódios são prelúdios que ambientam na realidade onde o especial de natal nos deixou, neles testemunhamos as evoluções dos personagens, a questão do relacionamento entre Sabrina e Harvey e a chegada de Nick na vida da jovem bruxa, o distanciamento do mundo mortal e as atrocidades feitas pelo Padre Blackwood. Esses episódios foram essenciais para recriar a conexão com os personagens e lembrarmos o motivo de amarmos ou odiarmos eles.

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Já na segunda parte, que começa no episódio de número cinco, temos o início de um grande arco, que nos presenteia com reviravoltas narrativas significantes e o rumo da história muda a todo momento. Com episódios chegando a quase uma hora de duração, alguns apresentam barrigas, cenas sem muita ação que servem só para preencher, porém elas são muito bem aproveitadas para dar explicações ou lidar com questões pessoais de cada personagem.

A série bebe muito da fonte simbólica das representações católicas e de significação dos seres, a própria Sabrina, por exemplo, é um ser híbrido, que em uma narrativa, por pertencer a dois mundos, representa a contestação de uma espécie e cultura. Já vimos isso diversas vezes, personagens recentes como Aquaman e Capitã Marvel, que assim como Sabrina saíram do universo dos quadrinhos, também desempenham esse papel. A protagonista questiona a Igreja das Sombras em sua misoginia e regras duras e nos questiona, em nossas casas, por ser uma protagonista feminina, decidida, petulante e bem resolvida e acima de tudo: que também pratica algumas maldades.

Nas questões técnicas temos conceitos repetidos da primeira temporada, como o embaçado em volta da tela para tornar os efeitos especiais práticos mais acreditáveis e também delimitar as cenas mágicas. Em alguns momentos a série aposta em um filtro esverdeado para as sombras e em uma cena especifica ele é muito mal usado, mas passa despercebido. A montagem da série em si é excepcional e a trilha sonora em alguns momentos parece não casar com a proposta que conhecemos, com uma pegada mais teen. E é impossível deixar de falar da base alaranjada que estão passando nos atores, notavelmente péssimo.

O elenco é muito bem aproveitado, em uma série com  tantos personagens importantes conseguir dar ação e um tempo de tela hábil para todos é uma grande missão, mesmo o primo Ambrose ficando um pouco deslocado na primeira parte da série, mais tarde ele se transforma em uma ferramenta narrativa e assume certa relevância na história. O destaque sem duvidas é o personagem de Nick, interpretado por Gavin Leatherwood, o galante e protetor namorado bruxo de Sabrina, seu personagem é usado várias vezes para fazer trabalhos sujos para a protagonista, economizando explicações, e por isso tem bastante tempo de tela.

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A série tem um desenrolar incrível, todos os personagens têm sua evolução, vivenciamos várias reviravoltas e principalmente ficamos admirados com a personalidade de Sabrina, Kiernan Shipka entrega tudo de si nos presenteando com uma atuação amável e muito fácil de se apegar. Assim como a primeira temporada, há um episódio que destoa dos outros, em um formato diferente, dessa vez entramos no mundo pessoal de cada personagem através de uma cartomante  que lê o futuro de cada um.

Chegamos ao fim da temporada com vários assuntos para serem explorados no futuro, temos a certeza de que é uma das melhores séries do nicho na atualidade, a parceria entre Warner Bross e Netflix deve ter sua terceira temporada confirmada em breve.

A Segunda temporada de O Mundo Sombrio de Sabrina conquista Cinco Coroas, nossa nata máxima!

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Resenha | John Wick, uma incrível franquia de ação

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John Wick é um filme estilo 007, mas de bandidos que matam sob encomendam e cometem uma infinidade de crimes. Há toda uma sociedade secreta de mafiosos profissionais que vivem nas sombras. John Wick , o personagem principal, é interpretado por Keanu Reeves.

A saga de filmes tem um roteiro aparentemente simples, o matador profissional John Wick recebe encomendas de morte e as executa perfeitamente. Conforme ele vai executando os alvos, vamos descobrindo todo esse universo secreto do crime organizado.

Quem controla esse submundo é a Alta Mesa, entidade máxima a que os bandidos são subordinados. Há varios locais sancionados pela Alta Mesa onde os bandidos conseguem seus materiais de trabalho, assim como suas encomendas de execuções, tratamentos médicos, etc.

Os locais mais seguros e renomados são os Hotéis CONTINENTAL, espalhados pelo planeta e que recebem todos os bandidos pertencentes a esta sociedade secreta. As regras nesse hotel são claras, ninguém pode ser morto lá dentro, mesmo que seja seu alvo de trabalho.

O que acho fascinante desse universo é como o submundo do crime é muito bem estruturado, com suas hierarquias, moedas próprias e um extenso código de conduta. Então conforme acompanhamos John Wick em suas aventuras descobrimos mais e mais desse universo cativante.

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 SPOILERS DAQUI EM DIANTE 

No final do filme 2 John Wick mata um inimigo dentro de um hotel Continental infringindo as regras. Por conta disso, ele é excomungado da sociedade de bandidos e tem a cabeça posta a prêmio. Resultado: muitos bandidos desse submundo saem atrás de John para conseguir a recompensa.

Então o plot de John Wick 3 Parabellum é a fuga desesperada de John, lutando e matando MUITO, pela própria sobrevivência. Enquanto vemos o protagonista nessa correria louca, somos apresentados a mais elementos fascinantes desse submundo do crime, novas facções e personagens poderosos.

Para quem curte luta, pancadaria, ação desenfreada, muito sangue, política e conspiração, a franquia John Wick é essencial, pois preenche todos esses requisitos. O código de conduta, as armas, as moedas, os fornecedores de serviço e equipamento… Tudo é muito bem construído e amarrado com uma identidade forte que nos faz reconhecer a grandeza do roteiro.

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Ainda vale ressaltar como Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Halle Berry e outros grandes atores e atrizes dão vida e carisma aos personagens dessa saga. Então fica aí a dica, assistam John Wick, pois são horas garantidas de bom entretenimento!

Por ser uma história rica muito bem escrita e hipnotizante essa franquia merece 5 coroas!

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Política

Resenha | Democracia em Vertigem

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Democracia em Vertigem é o novo documentário original da Netflix Brasil, distribuído ao redor do mundo, que conta sobre o golpe político que tirou Dilma Rousseff da presidência, passando pela operação Lava Jato que prendeu Lula e concluindo com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro. Para quem gostaria de entender os agentes que levaram à crise política-social que dividiu o país, assistir este documentário é essencial. Pois evidencia como a Democracia Brasileira tão precoce em sua existência mais uma vez segue ameaçada.

A sinopse nos informa:

“Um alerta em tempos de democracia em crise. Neste retrato de um dos períodos mais dramáticos da história do Brasil, o político e o pessoal estão entrelaçados. Através de relatos de seu complexo passado familiar e acesso sem precedentes a líderes do passado e do presente – incluindo os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, a cineasta Petra Costa (Elena) analisa a ascensão e queda desses governantes e a consequente polarização de uma nação”.

Petra, que é documentarias, por ser de família militante de esquerda e também neta do fundador da Andrade e Gutierrez, uma das empreiteiras envolvidas na Lava Jato, acaba tendo fácil acesso aos figurões da política brasileira, permitindo-a conseguir depoimentos íntimos e exclusivos de Lula, Dilma e até mesmo Jair Bolsonaro. E é com esse acervo pessoal riquíssimo que ela nos leva por sua narrativa emocionante e de forte impacto, que também teve contribuição de Ricardo Stuckert, que foi o fotógrafo oficial dos governos petistas, compartilhando imagens e vídeos inéditos da decadência do Ppartido dos Trabalhadores e da ascensão da extrema direita.

O documentário se dá com Petra Costa narrando momentos de sua vida que se fundem com a própria história política do Brasil, passando pela redemocratização, em 1984, até a prisão de Lula, em 2017. A cineasta liga sua trajetória pessoal com o plano de fundo de um país que tinha tudo para dar certo, e deu até certo ponto, mas que acabou sucumbindo ao velho jogo político que resultou numa imensa segregação ideológica que encontrou seu ápice nas últimas eleições.

Enquanto assistia Democracia Em Vertigem fiquei com uma imensa vontade de chorar, e li relato de vários espectadores que de fato choraram. Esse sentimento de tristeza não é apenas pelo PT, por Lula ou Dilma, mas por constatar que mesmo com tanta corrupção, vinda desde a Ditadura Militar, o Brasil estava mudando para a melhor. Mas aí a elite resolveu que já era hora de voltar ao poder e tirar a dignidade do povo mais uma vez. E como consequência muitas famílias voltaram para a extrema pobreza, o número de desempregados passou dos 14 milhões, os investimentos internacionais não chegaram, os cortes na educação se fizeram presentes e por aí vai as mazelas impostas ao brasileiro.

Petra não esconde ser de esquerda em sua obra e faz auto-crítica a cerca dos erros do PT, o que a direita tanto exige de esquerdistas, mas não tem coragem de fazer o mesmo. O teor político da obra é forte e não podia ser diferente, já que se aborda a Democracia. E por isso vemos relatos tanto de pessoas que se identificam com a esquerda e que foram contra a condenação de Lula e o golpe contra Dilma, assim como depoimentos, as vezes agressivos, de direitistas que apoiaram a “queda” do PT e de seus políticos mais poderosos.

Fala de uma senhora apoiando a suposta prisão de um petista que na verdade foi escoltado pela polícia por aparecer vestido de vermelho numa manifestação pró-impeachment de Dilma. O manifestando precisou ser escoltado, pois corria risco de vida devido a agressividade dos manifestantes.

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A lucidez do povo em Democracia Em Vertigem é apenas uma prova de que não somos ignorantes. Mas podemos ser ludibriados pelos poderosos no poder, especialmente pela mídia tradicional, que dispõe de seus grandes veículos de comunicação comandados pela grande elite financeira, que divulga o que convém conforme sua agenda liberal que prioriza o lucro individual em detrimento do bem estar popular e social.

“Hoje eu posso pagar um curso de inglês prum filho meu estudar. Na minha época, minha mãe não pôde nem dar escola para mim! Eu não sei ler nem escrever. Mas eu pago escolas pros meus filhos”.

Essa é uma das falas que mais mexeram comigo no documentário, uma mãe negra que reconhece o poder revolucionário da educação, que foi possível graças aos investimentos de um governo de esquerda que deu maior poder de compra para as famílias pobres brasileiras. Um governo que com seus programas sociais mudou para a melhor a vida de mais de 20 milhões de brasileiros.

Contudo, as manifestações de 2013 foram a faísca que a extrema direita precisava para trazer a população para o seu lado e assim pautar o novo cenário político nacional. E com a crise política desencadeada pela Laja Jato e o golpe contra Dilma as coisas só pioraram para a população.

Subestimar o povo é um dos grandes erros da elite brasileira. O povo é sábio e entende o que está em jogo: vender nossas riquezas para os estrangeiros, enquanto a elite financeira segue vivendo suas mordomias e o povo passando fome e morrendo.

“Esse governo que vai entrar aí é o governo da elite, da Globo, né? Dos empresários latifundiários, dos banqueiros, dos americanos, que vai querer a Amazônia, vai querer a Petrobras… Quer dizer… A Europa rica… O brasileiro, é o seguinte… que tinha uma oportunidade mínima… O que acontece? A Dilma, o PT, deixava as migalhas pra nós. Agora nano vai ter mais migalha”.

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O PT errou muito, mas ainda assim o povo humilde reconhece que com Lula e Dilma no poder as coisas melhoraram, com o PT fora nem o mínimo mais seria possível.

Dilma falando sobre a votação de seu impeachment que aconteceu na Câmara dos Deputados e a preocupação com a forma que o mundo veria os brasileiros após as barbaridades ditas pelos deputados para defender seus votos a favor do afastamento da presidenta.

É muito importante e ainda mais impactante que Democracia Em Vertigem tenha sido lançado após os primeiros vazamentos da #VazaJato, pois isso garante uma relevância ainda maior para o documentário, provando que Lula é um preso político, tanto quanto Dilma caiu por uma conspiração política-midiática para defender interesses da elite financeira e de estrangeiros.

Assim é possível concluir que a operação Lava Jato nunca foi sobre combater a corrupção política no Brasil, mas um projeto político-partidário que tinha o único intuito de destruir um partido popular e suas figuras notórias, Lula e Dilma. Com esse objetivo atingido, foi possível colocar de novo na presidência uma figura que representasse os interesses da elite econômica do Brasil (Temer e depois Bolsonaro), deixando o povo mais uma vez largado à própria sorte. Com PT e Lula “fora da jogada” o fascismo assumiu o poder e agora vivemos a “Nova Era” do obscurantismo dos poderes, em que o judiciário finge trabalhar, enquanto o Legislativo nada de relevante vota, e o Executivo segue fazendo a todos de reféns.

Famoso de diálogo entre Romero Jucá e Sérgio Machado vazado por Sergio Moro numa das etapas da Lava Jato.

Depois de seis horas conseguir terminar de assistir Democracia Em Vertigem, que tem duração de quase duas horas, e Issa demora rolou pois eu precisei parar muitas vezes para absorver, refletir e arrumar forças para continuar. A democracia brasileira está agonizando e não há esperança alguma que ela voltará a sua plenitude no futuro próximo. Por isso nos resta reerguer a esquerda, reconectando-a com o povo brasileiro e com pautas muito caras a nós, visando não apenas defender os interesses das minorias sociais, como mulheres, negros, LGBTs e indígenas, mas acima de tudo reaprendendo a conviver com as diferenças. Porque ficou evidente que esta polarização política em que estamos prejudica a todos, seja de direita e esquerda, enquanto a elite econômica segue no poder imbatível.

“Um escritor grego disse que a democracia só funciona quando os ricos se sentem ameaçados. Caso contrário, a oligarquia toma o poder. De pai pra filho, de filho pra neto,de neto pra bisneto e assim sucessivamente. Somos uma república de famílias. Umas controla as mídias, outras, os bancos. Elas possuem a areia, o cimento, a pedra e o ferro. E, de vez em quando, acontece delas se cansarem da democracia, do Estado de Direito. Coo lidar com a vertigem de ser lançado em um futuro que parece tão sombrio quanto o nosso passado mais obscuro? O que fazer quando a máscara da civilidade cai e o que se revela é uma imagem ainda mais assustadora de nós mesmos?”

Democracia em Vertigem merece: 5 estrelas, nossa pontuação máxima!

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Democracia Em Vertigem já está disponível na Netflix.

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Resenha

Resenha | SPECIAL: Primeira Temporada | Gay, com Paralisia Cerebral e pronto para o mundo

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Dando um grande passo em representatividade, a Netflix nos apresenta Special, uma série sobre um homem gay com paralisia cerebral, que enfrenta sua deficiência juntamente à sua decisão de explorar a vida adulta.

Após o sucesso de “Atypical”, série que conta a história de um jovem com autismo, ficamos ansiosos para novas abordagens com esse toque diferenciado: retratar pessoas especiais em uma série de comédia. Com o anúncio de Special observamos um passo maior ainda, a inclusão LGBT em pautas que envolvem pessoas com deficiência.

A série é inspirada no “Livro de memórias em que eu sou especial: E outras mentiras que contamos a nós” por Ryan O’Connell, que estrela a série como o não tão jovem Ryan, uma versão ficcional de si mesmo, além de escrever e dirigi-la. Um adulto de 28 que convive com a homossexualidade e sua paralisia cerebral, que não seriam grandes problemas caso não vivesse sobre os cuidados super protetores de sua mãe, Karen.

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Se você espera uma comédia/drama sobre as dificuldades em se encaixar na sociedade, sendo um pobre gay com “PC” (como a condição é carinhosamente chamada na série), você se surpreenderá com uma leve e utópica comédia. Sua sexualidade não é um problema para a família, muito menos em seu trabalho, por estar em uma condição leve da PC seus desafios são muito mais corriqueiros que dramáticos e a série aproveita muito bem isso para fazer comédia, mostrando pequenas batalhas como abrir correspondências e amarrar os sapatos. A fórmula adotada leva todas essas questões para lados fáceis de serem contados, uma vez que apresentadas e absorvidas de forma orgânica para a audiência, e tudo em oito episódios curtíssimos de quinze minutos, tornando a série “maratonavel” em apenas uma manhã. Mas, por outro lado, impossibilita um mergulho em assuntos interessantes, como o aprofundamento da sexualidade e a motivação do personagem principal e muitas vezes sentimos que certos temas pairam sob o ar e poderiam ser melhor explorados na trama.

De certa forma, o melhor desenvolvimento da série não foi nem a homossexualidade e nem os desafios diários de uma pessoa com PC, a grande estrela foi a forma como retrataram a proteção que a família e os amigos têm, a necessidade de ajudar alguém que busca independem cia. O arco de Karen, mãe do protagonista, é de longe o melhor, solteira e empenhada à ajudar seu filho em tudo a enfermeira (profissão que reforça o arquétipo de cuidadora) deixa de viver sua vida para criar seu filho, porém, a zelosa mãe esquece de viver sua vida e vê na mudança de vida de Ryan uma oportunidade para se descobrir no mundo.

Enquanto os pontos fortes da série, temos a brilhante atuação de Jessica Hetch, como a já citada Karen, que aproveita cada cena para dar um show em nuances emocionais de forma natural, a atriz ainda usa de algumas janelas na narrativa e demonstra seu exímio timing para comédia. Outros personagens mais secundários também roubam a cena, como a divertida Kim, blogueira que escreve sobre aceitação do corpo feminino e a chefe má Olivia, um grande clichê das comédias que é super bem aproveitado em Special com piadas visuais e uma personalidade estridente que acompanha uma leve crítica ao mundo editorial moderno que explora a vida pessoal das pessoas para aproveitar da identificação e solidariedade do público.

Special é uma série divertida, sem muito compromisso em emocionar ou causa impacto com seus assuntos. A série possui grandes acertos que renderam comoção e risadas, como a cativante cena de sexo e os arcos familiares. Porém a sensação que ficamos é que a história não foi para lugar algum, o protagonista não passa por grandes provações e resolve a maioria de seus conflitos com facilidade, com isso fica mais fácil se identificar com personagens mais carismáticos que a série apresentou, mesmo compreendendo o tom e a proposta mais leve, que busca não problematizar tanto o personagem, existem feridas que precisavam ser “cutucadas” para enriquecer a série.

Com sua história leve e divertida, Special alcança a marca de 3,5 coroas e é uma grande aposta para uma maratona de comédia.

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Celebridades

Resenha | Santa Clarita Diet 3ª temporada

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Chegamos ao terceiro ano do papel mais imprevisível de Drew Barrymore. Santa Clarita Diet chega comemora sua terceira vinda a Netflix lidando com a evolução dos personagens e desenrolar dos conflitos.

Essa que pode ser considerada uma das séries mais “maratonaveis” da atualidade sempre conseguiu misturar temas opostos de forma natural e fluída. Uma morta-viva comediante e cheia de amor pra dar não é mais uma questão a ser explicada, já fizeram isso muito bem no primeiro ano. As questões éticas que entornam o canibalismo já foram colocadas em jogo na segunda temporada, a mais gore de todas. Agora já estamos no terceiro ano e acumulamos assuntos não resolvidos nas ultimas duas: a família.

O planejamento para que nunca falte um tema durante a temporada é nítido, o fato de que as três temporadas se passam em apenas um mês, a terceira começa horas depois do ultimo episódio da segunda temporada, ajuda quando o assunto é apresentar tópicos para serem resolvidos futuramente. Desde a primeira temporada sabíamos que por mais esforçados que fossem, Joel e Sheila não são os melhores pais de Santa Clarita. Ter um membro da família que come carne humana é, sem dúvidas, uma grande distração para que sua filha Abby não tenha se tornado uma prioridade até então, mas a personagem não deixa de evoluir e chega forte e decidida a fazer a diferença na nova temporada.

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O roteiro é o ponto forte da trama, apesar de lidarmos a maior parte do tempo com consequências da temporada anterior, a cada episódio temos plot twist que pode acarretar em um problema ou até mesmo solução no futuro, tudo é muito bem amarrado para que após dez episódios a história faça sentido, mesmo que de forma irônica.

O verossímil foi deixado de lado na segunda temporada, agora a comédia é totalmente abraçada, é visível a redução de cenas gore e assustadoras, uma Sheila muito menos sangrenta e mais preocupada com suas responsabilidades como um ser morto. Um dos pontos altos da temporada e que acrescenta muito ao tom cômico e creep é a cabeça falante de Gary, interpretado por Nathan Fillion, que manteve seu papel e também reflete sobre sua existência e significado no mundo.

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Agora que Santa Clarita Diet já tem seus fãs, já não precisa mais se explicar sobre o que a série tenta passar, ficou bem mais orgânico fazer uma comédia bastante visual e galhofa envolvendo assassinatos e conflitos morais sem deixar de ser leve. O desenvolvimento dos personagens principais é constantes e refletem imediatamente em suas ações, tornando ainda mais fácil devorar todos os episódios de uma vez só.

A série é uma ótima recomendação para um final de semana e está garantida para uma quarta temporada.

Santa Clarita Diet, terceira temporada, conquista quatro coroas e muitas risadas.

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Drag Queens

Resenha | Drag Me Down The Aisle

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A premissa de Drag Me Down The Aisle* é simples, uma noiva em “apuros” recorre a quatro desconhecidas para ajudá-la a fazer o casamento de seus sonhos. Até aí tudo bem, nada muito diferente do que já assistimos, seja em programas de TV ou até mesmo em filmes.

Contudo, o diferencial de Drag Me é que as ajudantes são quatro drag queens maravilhosas que já conhecemos de RuPaul’s Drag Race: Bebe Zahara Benet (S1 e AS3), Jujube (S2 e AS1), Thorgy Thor (S8 e AS3) e Alexis Michelle (S9). E é nelas que reside toda a magia do programa. Tudo bem que o mote principal seja ajudar Emilly a realizar seu casamento dos sonhos, mas assistir esse quarteto inesperado de queens trabalhando juntas aquece o coração e coloca um sorriso largo em nossos rostos.

Cada rainha tem uma função básica no planejamento do casamento: Bebe é encarregada da decoração; Jujubee cuida da parte fashion, vestido e demais looks; a maquiagem e cabelo fica por conta de Alexis; e Thorgy, sendo uma musicista graduada, se encarrega da música.

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“Eu posso falar que por aquela blusa xadrez, Emilly tem medo de moda” – Jujubee

Em Drag Me não vemos a tradicional briga de egos entre as queens recorrente em Drag Race, em que as competidoras precisam mostrar o seu valor para RuPaul, mesmo que seja “derrubando” a concorrência. Aqui as drags seguem unidas para  realizar uma maravilhosa cerimônia e atender as expectativas da noiva. Claro que há shade, e manas, eles são os melhores. E a vontade que a gente tem é de virar noiva também e entrar na tela para deixar as rainhas nos gongarem à vontade.

Entretanto, o show não é somente sobre maquiagem, vestidos, humor e shade. Há uma carga emocional muito forte proveniente da noiva. Já no início ela pede Thorgy para se desmontar e encontrar seu pai, que é super conservador e não lida bem com toda essa ideia de ter drags no comando do casamento da filha. Claro que Thorgy, preocupada em tornar o dia especial de Emilly menos estressante possível topa ir desmontada ao encontro com o pai dela. E não é apenas os pais de Emilly que não se dão com as drags, até mesmo em sua festa as nossas queridas rainhas recebem alguns olhares julgadores. Pelo visto, mesmo com o estrondoso sucesso de Drag Race, drag queens ainda  tem um grande caminho a percorrer para terem maior aceitação social. E programas assim, que atingem um público completamente diferente (majoritariamente heterossexual e conservador) são ótimos para normalizar e democratizar a arte drag cada vez mais presente em nossa sociedade.

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“Eu simplesmente não me sinto bonita” – Emilly

Neste programa é bacana ver o lado mais humano das queens que ajudam Emilly a descobrir sua beleza interior. Aqui não há espaço para julgamentos e mensagens negativas que visam minar a auto-confiança da noiva, que não se sente confortável com seu próprio corpo. As queens com muito humor e empatia trabalham a auto-estima de Emilly, para que ela sinta-se bem como ela é, independentemente do formato de seu corpo ou peso.

Os clássicos depoimentos se fazem presentes o tempo inteiro, seja das queens ou da noiva. E isso é ótimo, pois nos dá uma perspectiva mais profunda sobre o que elas estão sentindo e esperando de toda essa experiência.

Aí você me pergunta: “E o noivo?”

Bem, John aparece também. Mas a grande estrela do programa é a noiva e como o quarteto de drags vai ajudá-la na sua jornada até chegar no altar no seu grande dia. É reconfortante ver as rainhas em um ambiente nada competitivo, mostrando seus talentos para organizar uma cerimônia e deixar todos contentes e satisfeitos. E o resultado final disso tudo é um lindo casamento digno de Hollywood.

Por enquanto só tivemos este programa especial de um único episódio. E por isso estou na torcida para que o show receba o sinal verde para ter uma temporada completa com vários episódios para podermos acompanhar as aventuras de Bebe, Jujubee, Thorgy e Alexis como organizadoras de casamento.

Drag Me Down The Aisle prova que há um mundo incrível de entretenimento e celebração da arte Drag além de RuPaul’s Drag Race. E por isso merece 5 coroas, pois se revelou um show incrível para toda a família acompanhar!

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Mais fotos do primeiro episódio.

Emilly e John.


*: Drag Me Down The Aisle em tradução livre seria “Arraste me até o altar”. Se você quiser assistir ao programa é só visitar a Fuzzco News clicando aqui.

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Crítica

O que um homem hétero pode aprender assistindo RuPaul’s Drag Race

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Eu já fui um daqueles caras que ofendia os amigos chamando de “viadinho”, é sério, se você é hétero e nasceu antes da década de 90 você provavelmente já foi ou continua sendo um babaca desses. Esse conceito de masculinidade é tão tóxica quanto frágil, daqueles que se quebra com uma simples demonstração de afeto ou mesmo com um elogio, como pudemos ver recentemente com o Nego do Borel.

Quando você reproduz esse pensamento vive preso em uma máscara de macho que lhe impede de se tornar um grande homem, mas a narrativa machista/patriarcal ocupa um espaço gigante na sociedade e acontece de muita gente viver em lugares onde ela é uma bolha impenetrável, pois o preconceito afasta essas pessoas de conhecer qualquer pessoa que possa ser taxada de “gay”.

Eu vivi a adolescência em espaços assim, que me cegaram a ponto de não perceber o drama de meus próprios parentes que fazem parte da comunidade LGBT. Dizem que a vida ensina, mas isso é uma grande farsa, é bem possível passar a vida sendo idiota e preconceituoso se ninguém te chamar e dizer “cara você está sendo babaca”.

Eu comecei a escrever o Estilo Black em 2013 e comecei a me envolver com assuntos que eram estigmatizados para um homem hétero: a moda. O público que construí aqui ajudou a desconstruir meus velhos conceitos, quando estamos próximos a gente pode perceber a vida que se esconde por trás dos estereótipos, suas histórias e suas dores, isso foi importante no meu aprendizado. Estar na linha de frente do confronto racial também me construiu. Talvez vocês que estejam lendo não tenham essa noção, mas se você começa a produzir conteúdo com foco na beleza negra em um país que finge não ser racista é opressor – eu não sabia disso, mas comecei a perceber o tamanho da opressão vigente e isso me fez pensar também em como era difícil a vida de outros grupos sociais “minoritários”.

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Enfim, alguns anos atrás eu percebi que o que me torna mais homem não é o quanto eu evito parecer gay, isso é uma besteira sem fim. Aliás, desde que decidi blogar sobre moda eu estava envolvido com aqueles programas que são indispensáveis para você não passar feio, tipo Esquadrão da Moda e Project Runway que maratonei todos na Netflix ao lado de minha noiva, foi quando terminei America’s Next Top Model que a própria Netflix me sugeriu um programa que seria parecido, o RuPaul’s Drag Race.

Nunca tinha ouvido falar e minha experiência com qualquer participação de uma Drag na TV era dos tempos em que o Silvio Santos levava algumas para fazer perguntas constrangedoras, sempre ressaltando a diferença com os héteros.

Algumas Drags são rainhas da comédia e isso é bem diferente de ridicularizar suas vidas

Essa é uma das principais diferenças da forma com qual a TV retrata Drags. Na década de 90, por aqui, era muito comum você ver personagens que ridicularizavam as Drags – o que acontecia principalmente quando um homem hétero atuava como um personagem gay nas novelas ou quando uma Drag participava de um programa que virava motivo de chacota.

Quem nunca assistiu alguma apresentação Stand Up da Shangela não sabe o que é a comédia. Ela manda muito melhor do que vários nomes famosos brasileiros e tem uma atuação impressionante que rendeu participações em vários filmes e em seriados como Glee.

Outras que se destacaram na comédia são Jinkx Monsoon e Bianca Del Rio que é um fenômeno a parte. Bianca tem um talento para escrever piadas e um timing para reproduzi-las consolidados em mais de 10 anos de carreira no teatro. Após a participação em Drag Race ainda estrelou dois filmes com seu nome. (Tem na Netflix, não são grandes produções mas vale pra passar a tarde e rever algumas Drags que fizeram sucesso juntas).


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A orientação sexual não faz de ninguém uma pessoa melhor nem pior

Se você é um homem hétero e branco isso vai ser um choque, mas você não é melhor nem pior que ninguém. Só que o mundo te bajulou, fez você acreditar que tinha uma moral ilibada (quando foram pessoas como você que no passado promoveram guerras e genocídio de outros povos para poder ditar as regras do que seria “moral”)  e então você se acostumou a olhar para pessoas LGBT e atribuir promiscuidade aos seus comportamentos. A verdade é que pessoas são boas e ruins independentemente se são gays, lésbicas ou héteros. Não podemos esquecer que homens héteros no mundo todo assassinaram milhões de pessoas quando estiveram no poder.

Se você se permitir, vai encontrar histórias de uma humanidade tão elevada em Drag Race que apenas as pessoas mais insensíveis no mundo não vão se comover. Uma dessas é a história de Latrice Royale, que já foi presidiária, entrou em Drag Race e exibiu um coração tão grande que caiu nas graças do mundo todo e hoje se tornou uma empresária dona da Latrice Royale Inc que gerencia a carreira internacional de várias artistas drags.

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As drags de RuPaul conseguem te sensibilizar de várias formas, algumas vezes elas exibem amizades tão verdadeiras, dessas que falta no mundo moderno das grandes capitais. São pessoas que conseguem manter círculos íntimos que atuam como uma proteção emocional rara, nem precisa de muitas demonstração, parecem ser aquelas que sempre estarão lá pensando umas nas outras. Claro que também rola muita inveja, cobiça e vergonha. É disso que pessoas são feitas – algumas como a Gia Gunn, tem mais 😜

Drags sabem se divertir 

A maior parte das histórias das Drags que passam pelo programa de RuPaul compartilha alguns episódios bem tristes: rejeição da família, morte de amigos, uma vida difícil nas ruas, abusos… Sabe é bem difícil. Muita gente que eu conheço está tão longe de viver essa realidade e desiste da sua própria alegria por qualquer coisa que a abale.
As rainhas Drags passam por coisas tão intensas, que elas compartilham nos bastidores, e mesmo assim conseguem criar a ilusão de um mundo tão divertido. Esbanjam alegria e fazem dublagens memoráveis. Conseguem encontrar uma felicidade contagiante no programa e seguir em frente com seus sonhos. Se você pensou que é forte porque é hétero, pensou errado demais. Não tem como não lembrar da força que Ongina teve por se empenhar tanto em uma campanha para ajudar pessoas com HIV, ela desabou após a vitória revelando que era uma dessas pessoas em um dos momentos mais marcantes para mim.

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Não é fácil manter a alegria em momentos difíceis. É por tudo isso que RuPaul’s Drag Race se tornou um dos programas mais celebrados pela internet. Vale ressaltar o sucesso comercial de RuPaul Charles que já soma uma fortuna de mais de 7 Milhões de Dólares provando o valor para a indústria do Entretenimento. Sua inteligência para os negócios é invejável, além de promover parceria com várias marcas e personalidades ele amarra o programa com lançamentos de singles e seus próprios produtos.

Eu poderia escrever por horas sobre o que nós podemos aprender nesse programa, só que estragaria a surpresa de você aprender assistindo todas as temporadas e os Spin-offs Alls Stars – inclusive o mais recente teve um final polêmico

Imagem promocional do All Stars 4.

Assistir todos os episódios não me transformou em um cara desconstruidão, é besteira pensar isso e besteira maior me dar qualquer aplauso por isso. Mas sem dúvida me conectou com pessoas fantásticas que eu não me permitia antes. Só assim eu aprendi que ser um grande homem significa lutar para que o mundo seja melhor não só para mim, mas para todas as pessoas fantásticas que a gente puder, indiscriminadamente.

Esse meu post é um convite para você abandonar a máscara de macho alfa e deixar o mundo ver quem você é e o que você pode verdadeiramente fazer para que ele seja melhor. Como disse um grande pensador:

“Se você não consegue amar a si mesmo, como diabos vai amar outra pessoa?” – RuPaul


Texto escrito por Ale Santos e postado originalmente aquiAcompanhe o EBlack no Facebook.

Ale Santos é conhecido como “o cronista dos negros no Twitter”. Para saber mais sobre ele, leia aqui. Se quiser seguir Ale nas redes sociais, siga seu Instagram e seu Twitter.

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Celebridades

Resenha | The Umbrella Academy: A nova série da Ellen Page

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Quarenta e cinco mulheres de todo mundo dão a luz no mesmo dia e hora sem ao menos estarem grávidas, um bilionário louco adota sete dessas crianças e descobre que elas têm poderes e vai usa-las para combater o crime em Londres. Com essa premissa muito fora da casinha The Umbrella Academy, inspirada nas histórias em quadrinho de Gerard Way, ex vocalista de My Chermical Romance, chega na Netflix.

Atirar facas, falar com os mortos, monstros no estomago e alterar a realidade ao mentir são poderes bem incomuns, a história segue escolhas atípicas para acrescentar autenticidade e se distanciar de alguns clichês do nicho heroico. Estes sete jovens são criados em uma mansão pelo frio Sir Hargreeves que procura explorar e aprender sobre seus poderes. Nomeados com números de um a sete, os membros da Umbrella Academy crescem enfrentando o crime até que um dos irmãos morrem e aos poucos todos se separarem. Anos depois os personagens se encontram para o funeral do pai adotivo onde se deparam com uma grande ameaça: um apocalipse iminente.

A série já era bastante esperada pelos fãs de suas HQs e de séries de herói em geral e coincide com a data de lançamento de uma outra série inspirada em quadrinhos com uma história bem parecida, Patrulha do Destino. The Umbrella Academy chega ao stream com uma audiência confortável e espaço para uma primeira temporada poder apresentar e testar diferentes conceitos.

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Os personagens enfrentam problemas familiares, que nos torna próximos do grupo, e seus dramas pessoais, que nos ajudam a criar laços individuais. Com essa fórmula é possível lidar com o maior desafio da série: Desenvolver seis protagonistas. No geral contamos com três linhas principais dentro dessa narrativa, entre elas a viagem no tempo, o drama familiar e a questão de serem poderosos. Imaginem se os ‘X-men’ se questionassem sobre o motivo do Professor Xavier mandar crianças para lutar contra bandidos perigosos.

Já no começo da história entendemos as escolhas visuais e narrativas em uma representação monstruosa dos seres humanos que não são tão normais assim. Os dilemas de cada um são entrelaçados com o uso de seus poderes e isso ajuda muito a compreender o que se passa na cabeça de cada um. É valido pontuar que todo o didatismo da série é usado para que essa compreensão fosse a mais clara o possível para o público, com flashbacks explicativos, muitas vezes até desnecessários, e diálogos que até se repetem para enfatizar um acontecimento passado. Por outro lado a série conta que você já tenha experiência com outras produções que falam sobre viagens no tempo, por ser um assunto repetitivo deixaram em aberto certas interpretações poupando o público de mais explanações, o que é totalmente válido.

Na questão técnica a produção da série absorveu todo o tom gótico dos quadrinhos usando objetos pesados em cena e filtros situacionais como sombrio para representar o passado e Teal and Orange quando o tempo para. Ao mesmo tempo bebeu das fontes que as séries de quadrinho levam para a tv com tons saturados para cada personagem. A trilha sonora tem ótimas escolhas mas apresenta problemas na hora da montagem, com a intenção de ironizar cenas com mortes e violência, a série escancara esse casamento que nos deixa certo desconforto nas primeiras vezes, como usarem a animada ‘Don’t Stop Me Now’ do Queen em uma cena de ação com tiros, no final da temporada nós acolhemos essa escolha mas poderia ser melhor trabalhada, para que não tirasse o espectador da série direto para um clipe musical. Outro ponto desconfortável do início da temporada são os flashbacks picotados que tentam reforçar ideias mas deixam a trama lenta e repetitiva, mas novamente isso vai melhorando ao desenrolar da série.

Entre os destaques temos o Número Cinco, nosso viajante do tempo é extremamente carismático e ganha o posto de grande surpresa da série. Interpretado por Aidan Gallagher, de apenas quinze anos, o personagem é a grande amarra entre os diferentes meios apresentados dentro da série. Robert Sheehan como Klaus, o personagem que fala com mortos, e Ellen Page como Vanya, a irmã sem poderes, entenderam muito bem os personagens e conseguiram ficar entre os pontos altos da produção. No quesito adaptação tudo segue com fidelidade a história original com um leve filtro de verossímil que é muito bem representado pelos agentes Hazel e Cha-Cha.

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No geral é uma obra muito boa, que conseguiu destoar das demais produções de herói mantendo sua originalidade, mesmo assim apresenta “barrigas” e alguns momentos entediantes em alguns episódios, principalmente para ficar explicando acontecimentos passados, é preciso entender essa necessidade mas existem outras saídas que deixariam esses momentos mais dinâmicos. Em alguns momentos a série é previsível mas encaminhou de forma positiva para um final decente (que é impossível não lembrar do terceiro ato de ‘Esquadrão Suicida”).

Com a missão de trazer originalidade em uma produção de heróis The Umbrella Academy abraçou o gótico e nos trouxe entretenimento e ansiedade para uma segunda temporada, por isso mereceu suas 4 coroas!

 

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Resenha

Resenha: Russian Doll | Morra e tente novamente

Protagonizada por Natasha Lyonne, Boneca Russa conta a história de uma repetição incessante de tentativas para ficar viva.

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Usando o conhecido método de repetição temporal, Russian Doll, protagonizada por Natasha Lyonne, conta a história de Nadia que em seu aniversário de 36 anos se vê presa em um loop de mortes e voltas no tempo.

Usando do modelo quase já saturado de morrer e repetir o dia, como já vimos em No Limite do Amanhã’, A morte te da parabéns’ e naquele que podemos considerar a grande inspiração: ‘Feitiço do tempo’; a produção da plataforma de stream usufrui de todos os clichês dessa fórmula, mas isso não é um demérito diante as surpresas que Boneca Russa nos reserva.

Já não é a primeira vez que a Netflix nos entrega uma série feita para maratona, episódios curtos que se complementam sem necessidade de muitas explicações entre eles, desde que a produtora entendeu que essa porta estava aberta ela tem separado algumas produções para seguirem esse estilo. Ou seja, caso tenha gostado da premissa, uma noite de maratona é o necessário para ver toda a temporada.

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Com uma história leve e curiosa, Russian Doll começa como qualquer história de loop temporal, a personagem se apresenta, o ambiente é mostrado, ela volta no tempo e acha que foi um sonho, depois de algumas voltas ela levanta várias suspeitas até que decide, por conta própria, dar um jeito na situação.

Uma maldição judaica, uma lição do universo, uma droga pesada… Várias hipóteses são consideradas pela protagonistas para explicar suas repetições, o diferencial da série já é mostrado nesse assunto, o motivo não é tão importante para a narrativa e sim a lição que a Nadia Vulvokov, nossa protagonista ruiva, tira de cada suspeita. Outro diferencial notável é que conhecemos a protagonista através das pessoas a sua volta, o que sua melhor amiga, seu ex namorado, sua segunda mãe e o atendente da loja dizem sobre Nadia é a maior referência que temos sobre a personagem, que demora um tempo para mostrar sua real motivação além de trazer seu gato, Aveia, de volta para casa.

A fotografia escolhida já é um scape batido de hollywood, iluminação indireta de neon com cores complementares e planos com a perspectiva do personagem, mas tudo isso é bem encaixado no trama e ajuda a contar a história de forma satisfatória. A trilha sonora faz isso de forma literal, nas letras das músicas sempre tem uma dica sobre o que a série se trata e a repetição com que escutamos por causa dos loops ajudam a evidenciar esse detalhe.

O ritmo da série nos primeiros episódios vai abaixando e ficando um pouco tedioso para acompanhar, o que é comum dentro do formato “maratona”, desde os primeiros episódios temos pistas que só fazem sentido quando juntamos as peças do quebra-cabeça e a curiosidade é o que nos segura para continuar assistindo. Na metade da produção, assim como a personagem, ela morre e tudo recomeça numa metamorfose opulenta explicando as pontas soltas e nos apresentando um novo drama.

Como é impossível falar disso sem spoilers a nota já fica por aqui, caso você já tenha visto e queira ler o resto da resenha ela continua logo abaixo.

Com uma mensagem emocionante ligada a um ritmo ascendente, Russian Doll cumpre bem sua proposta e conquista a nota máxima: 5 Coroas!

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Daqui para baixo contém vários spoilers sobre a série, estejam avisados!

A partir do meio da temporada temos a entrada de um novo protagonista, Alan é o oposto de Nadia e assume satisfação com as repetições para que se sinta no controle de sua vida. Quando os personagens percebem sua dependência a série evolui para uma aventura introspectiva de cada um, a necessidade de descobrir onde estão errando e qual pecado cometeram para que ficassem presos nessa sequência de mortes.

Bem, as dicas estavam ali, as mortes eram alertadas algumas cenas antes com um “ei, cuidado com a escada”. Todas as teorias de Nadia podem ser levadas em conta, uma vez que os loops se tratam de uma grande metáfora para nos ensinar sobre interdependência humana. As repetições são a nossa rotina e a forma com que os protagonistas precisam se perder em seus significados mostram como os outros nos enxergam e nos apresentam para o público é uma visão rasa do nosso interior, isso fica claro na cena em que Alan pergunta para sua vizinha o que ela acha sobre ele. A medida com que as coisas somem e se desfazem nos mostra a essência dessa dependência e integra a desconstrução dos ideais personificados de cada um.

Os protagonistas dependem um do outro para voltar as suas vidas normais, para que isso ocorra eles precisam aprender com os erros do outro e no meio dessa convivência enxergar a bondade entre eles e por isso à prova. No final os problemas que eles precisam resolver estão ligadas a consciência particular dos protagonistas, quem somos na nossa sociedade e como nos enxergamos. Alan precisava se desprender do controle e para isso precisou ver a total falta dele em Nadia, que por sua vez precisava perdoar seu passado sem medo, assim como ela desenvolveu a coragem de Alan e enfim conseguir se olhar no espelho.

Com uma mistura inusitada e ao mesmo tempo genial envolvendo quarta dimensão dos jogos e auto redenção, nós aceitamos a explicação e recebemos um show de montagem de cenas onde os personagens vivem realidades paralelas para colocar seus ensinamentos à prova. Tudo isso junto a um último episódio de ritmo frenético dá um fechamento positivo para a série, que só faz sentido no final. Todo o clichê do começo são justificadas para que essa conclusão apoteótica fosse possível.

Por isso reitero, Russian Doll vale 5 coroas!

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Cultura

Primeiras Impressões: Deadly Class | A nova série dos irmãos Russo

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Após reformular o universo da Marvel nas telonas, os irmãos Russo assumem mais um conteúdo audiovisual inspirado em quadrinhos. Deadly Class incorporou características cinematográficas para trazer uma experiência refinada para o SyFy. Nessa resenha vamos falar sobre as primeiras impressões do primeiro episódio, exibido em 16 de janeiro.

Marcus Lopes é um adolescente órfão que após sofrer uma série de abusos decide matar todos que estavam no orfanato em que vivia, o protagonista acaba indo para as ruas, fugindo da polícia e se alimentando de restos, mas seu feito chama atenção da escola Kings Dominion, que reúne os adolescentes mais perigosos já encontrados, entre eles filhos de chefes mafiosos e grupos genocidas. Enquanto uma série sobre ensino médio divide os grupos entre os populares, esportistas, góticos, etc… Aqui temos os nazistas, a gangue negra, a máfia latina e a Yakuza, todos enfrentando problemas adolescentes como deveres de casa, crushes e a popularidade.

As histórias em quadrinho de mesmo nome fizeram certo barulho no mercado doméstico, com um arco de oito edições, já finalizadas, a adaptação televisiva fica por conta da dupla de irmãos que dirige os filmes de herói mais rentáveis da atualidade. Os irmãos Russo contavam com o grande desafio de construir uma estética que abraçasse a narrativa e ajudasse a desenvolver seus personagens carregados de particularidades, isso tudo sem desviar dos quadrinhos. As fontes escolhidas para essa roupagem provavelmente foram a fotografia de Tarantino, com tons quentes e revelando o lado visceral das cenas e a estética escolar de alguns animes, sim, uma escola com assassinos é algo comum de se encontrar em animações japonesas, já vimos isso em ‘Kill La Kill’ e ‘Assassination Classroom’. A trilha sonora é tão brega e megalomaníaca quanto a série merece, aceitar esse lado é essencial para que todos os elementos conversem quando se está contando esse tipo de história.

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Enquanto ao tom da série, é preciso aceitar muitas coisas para que você compreenda o que está se passando, o SyFy é conhecido por trazer séries com esse ar surreal, já vimos coisas do tipo em ‘Blood Drive’, em que sangue e violência para serem incorporados para a TV assumem um ar trash. Em Deadly Class não muda muita coisa, afinal estamos cruzando assassinos perigosos com dilemas juvenis num nicho que visa um público mais jovem. Se você consegue absorver isso vai passar pelo episódio se divertindo e curioso para o que pode vir.

No piloto  já captamos qual será um dos principais problemas da produção, mesmo a história sendo empolgante, o casamento entre ‘Machete Kills’ e ‘Degrassi‘ é complicado de compreender em um nível dramático, o ator e protagonista Benjamim Wadsorth parece não fazer ideia sobre qual lado, teen ou psycho, mostrar. Uma situação em que  Benjamim acerta é durante suas narrações, essa ferramenta traz o ar doentio que o público já conhece de outras séries como ‘Dexter’ e ‘Death Note’, essas seriam boas referências para que o personagem fosse adaptado. Os outros personagens abraçam suas particularidades de forma exagerada, o que funciona muito bem dentro da proposta mais cartunesca da série.

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Com um universo consistente, a série ainda precisa evoluir e aprender com seus pontos baixos, principalmente por ser uma adaptação, mas a história sem dúvidas vai chamar atenção de um público que vai adotá-la e dar espaço para essa evolução.

A nota para o piloto de Deadly Class, nossa Classe Mortal, é de três coroas e meia.

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Celebridades

Resenha: ‘Rent Live’ | A estreia de Valentina nos palcos musicais

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Mais uma vez a Fox apresenta um musical ao vivo na televisão, com sucessos anteriores como ‘Grease’ e Hairspray’ da NBC, que arrebataram o público e garantiram a proximidade do telespectador com um evento teatral ao vivo. A bola da vez é ‘Rent‘, um musical dramático que conta a história de jovens que lutam para sobreviver na Nova York do início dos anos noventa com um elenco popular, contando com a cantora Tinashe, Vanessa Hudgens e nossa fan favorite Valentina.

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‘Rent’ representa a classe nova-iorquina excluída e desajustada, com sete personagens principais que contam histórias de problemas sociais, luto, homossexualidade e a sobrevivência artística no gueto, dando holofotes a crise de infecções pelo HIV que o país enfrentou. Tudo isso ao som de músicas descritivas e dialogadas, características de musicais. O grande drama dessa produção foi revelado após o primeiro bloco, um dos protagonistas, Brennin Hunt no papel do músico Rojer, quebrou sua perna em um ensaio e após averiguar a extensão do acidente a produção decidiu em transmitir um ensaio, anunciando o cancelamento da exibição ao vivo com o cast reunido no maior estilo “o show tem que continuar”.

Esse acidente custou muito para a produção, nunca teremos a certeza de como funcionaria ao vivo, a gravação transmitida apresentava vários problemas que agrediram diretamente a qualidade do espetáculo. Logo no primeiro bloco a interferência sonora da plateia nas cenas musicais atrapalhava a experiência enquanto telespectador, a falta de preparação e mediação vocal entre os atores é gritante, Valentina, no papel da adorável Angel, falha muitas vezes durante as músicas, mesmo entregando uma atuação excepcional num papel em que exige muito esforço físico. Provavelmente a participante do All Star 4 poderia estar “se guardando” vocalmente para a apresentação oficial e no meio disso fez uma preparação vocal básica durante os ensaios. É estranho pensar que tudo poderia ser evitado com um simples ator substituto preparado para essa situação.

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Mesmo com infeliz acontecimento o show seguiu em frente, surpreendendo com pontos positivos como o cenário complexo e fora do convencional que funcionava tanto para o público presente quanto na transmissão televisiva, sem perder essa sensação de estar no meio da plateia, para que isso funcionasse várias vezes a câmera enquadrava a cena de longe e acompanhava com movimentos inteligentes a passagem de cena. Outro ponto importante de ressaltar é a ambientação, que funciona muito bem ao representar a pobre NYC dos marginais.

Quanto ao elenco temos três destaques: Tinashe nos mostrou versatilidade, levando todo seu controle corporal dos palcos do R&B para o musical, sua potência vocal e habilidade de cantar e dançar ao mesmo tempo é bem explorada e ainda assim mostra uma interpretação digna. Vocalmente sólido o ator da Brodway, Brandon Victor Dixon, que já foi indicado ao Tony, acerta com uma apresentação musical impecável no papel de Tom, par romântico de Angel. O maior destaque da noite vai para a veterana de musicais, Vanessa Hudgens, que contou com uma entrada triunfal, nossa eterna Gabriella Montez parecia não saber que se tratava de um ensaio, sua personagem consegue fluir entre as cenas cômicas e dramáticas naturalmente e no meio delas a atriz mostra como a experiência faz a diferença, ela trabalha com as câmeras e o publico que estava no local com uma facilidade invejável, sua performance vocal é alinhada com a atuação, colocando Maureen Johnson como a melhor personagem.

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A personagem da Vanessa,  é basicamente a única que consegue se manter firme nas trocas de tom do musical, a Fox assumiu o risco de uma ambiguidade na hora de decidir qual das partes do roteiro original de 1996 deveria ser adaptado para a TV e isso sacrificou muito do que o elenco poderiam entregar. Ao lidar com assuntos pesados como a Aids existe uma quebra de tom imensa a qualquer cena anterior e isso acontece sem pretensão ou recepção da cena, que chega e não tem um terço do seu peso transmitido para o público. Os cameos do elenco original são louváveis, mas uma menção saudosista  não resolve a maioria dos desafios que essa produção enfrentou.

‘Rent’ é uma história sobre jovens que vivem de sua esperança mesmo lutando contra diferente problemas sociais e pessoais, sendo marginalizados pela sociedade, eles contam uns com os outros para sobreviver. A produção da Fox não encorpora essa ideia claramente, com problemas de adaptação e o grande contratempo que impossibilitou a transmissão vivo, ganhamos uma boa demonstração de Valentina e Tinashe nos palcos teatrais simultâneos a televisão, a reafirmação de Vanessa Hudgens como estrela e um lembrete de sempre deixar um ator substituto pronto para entrar em cena.

Caso você seja fã do musical ou de obras desse estilo, talvez você se emocione e até goste da obra, os assuntos abordados são sim pesados e dignos de lágrimas, mas o resultado final é inegavelmente inferior ao potencial da produção por possuir um bom orçamento e um elenco capaz.

A nota para ‘Rent Live’ da fox é de duas coroas e meia.

Estamos ansiosos para ver mais da Valentina em produções do tipo, você pode ler outras resenhas clicando aqui!

Todas as performances do musical foram publicadas pela fox no seu canal do youtube:

 

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