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Who’s That Queen? Petchra

“Quero que todos aceitem a identidade asiática, que a Ásia tem potencial para expressar bem também”, afirma Petchra, da primeira temporada de Drag Race Thailand.

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🕓 4 min de leitura

O nome Panupong Jalruensuk lhe é familiar? Não? Tudo bem, sem problema algum. Hoje você descobrirá que sabe mais sobre ele do que pensa e sem consultar o Google, afinal, estamos falando do protagonista desta edição da Who’s That Queen?

Nascido no dia 12 de março de 1988, em Rayong, na Tailândia, Panupong criou sua drag no ano de 2011, aos 23 anos. Apaixonado por Marilyn Monroe e a também atriz Petchara Chaowarat, é por causa desta lenda do cinema tailandês que ele batizou sua drag como Petchra, além do fato de parecer, segundo dizem as outras pessoas, como alguém que, de fato, nasceu na Tailândia.

E foi neste país que, a partir de primeiro de setembro de 2014, Panupong viveu em um ambiente completamente diferente das perucas, maquiagens, brilhos e paetês das drags, quando se alistou no serviço militar.

Na Tailândia, o alistamento funciona da seguinte forma: todos os jovens a partir de 21 anos de idade são obrigados a se apresentarem nos centros de seleção no mês de abril. Dois cartões são sorteados, um na cor vermelha e outro na cor preta. Quem pega os cartões pretos é dispensado e os que ficam com os vermelhos tem que prestar serviço.

Para os tailandeses, este método de sorteio, popularmente conhecido como “dia da loteria”, é justo com todos e uma forma útil das pessoas cumprirem com seus deveres como cidadãos durante o período de dois anos. Quem se voluntaria não precisa participar deste processo de sorteamento.

Exército deixado de lado, esta fase se encerrou definitivamente em 2016. Tempos depois, Panupong abriu seu próprio salão de beleza, porém, se a esta altura ele achava que já havia colecionado muitas histórias e aventuras, poderia se preparar para o melhor que estava por vir.

Em 15 de fevereiro de 2018 foi exibida a estreia da primeira temporada de Drag Race Thailand, com apresentação de Art Arya e Pangina Heals. No elenco, dez drag queens. Petchra entre elas.

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Parece uma garota legal por fora, mas talvez ela não seja tão legal por dentro. Ela é equilibrada e é um tanto reservada, mas ela é uma competidora feroz”, diz sobre sua drag. Natalia Pliacam, em depoimento feito no programa, fala que o rosto de Petchra se parece muito com a estética das rainhas americanas.

Apenas salva no episódio um, “Contestant’s Story”, é na sequência, no episódio dois, “The Power of Love”, que Petchra tem seus nervos testados à flor da pele: depois de se sair mal no desafio principal, uma sessão de fotos com temática matrimonial, ela vai parar nas duas piores ao lado de Bunny Be Fly. Salva para lutar mais uma semana, como seria daqui para frente?

Novamente safe nos episódios três, “Curtain to Culture”, – no qual teve que transformar uma cortina em vestido -, e quatro, “Drag Race Thailand Debut Season Award”, Petchra, infelizmente, se despediu da competição no quinto episódio, o Snatch Game, veiculado no dia 15 de março de 2018.

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Como Amy Winehouse, a performance de Petchra não agradou os juízes e, junto a sua roupa de “Thai Silk Extravaganza”, a dublagem começara a se fazer mais presente e ela se viu lutando não contra uma rainha, mas duas, afinal, aqui aconteceu o primeiro lip sync triplo da franquia, protagonizado por Petchra, Année Maywong e JAJA, ao som de Britney Spears com Toxic.

Finalizada sua participação na maior competição drag de todas, Petchra segue fiel ao seu estilo retrô, sua paixão por Celine Dion e Christina Aguilera. Três anos depois de Drag Race Thailand, ela é ciente que drag, enquanto arte, lhe deu tudo, inclusive a oportunidade de montar a própria avó, de 92 anos, em 2019.

Atualmente vivendo em Bancoque, o que Petchra pensa sobre o programa que lhe jogou nos braços do público mundial? Quem seriam suas parceiras em um grupo pop? Você descobre logo abaixo, na íntegra, na entrevista que fiz com ela. Confira!

Drag Race Thailand lançou a carreira de 24 drag queens em duas temporadas. A sua é a primeira. O que você fez ou tem para ter sido uma das escolhidas?

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Meu personagem corresponde às necessidades dos juízes e porque eu gosto do estilo vintage.

Como você conheceu a Art Arya e Pangina Heals? Vocês se conheciam antes do programa?

Eu fui para a audição sem conhecer as duas antes.

Dizem que a corrida de verdade começa depois do programa, então eu pergunto: como é a vida depois de Drag Race? Como manter uma carreira longa?

Essa profissão exige muito amor e desenvolvimento, criando resultados que podem ser vistos continuamente e ajudam a ser a voz do povo LGBTQIA+.

Se você pudesse formar um grupo pop de garotas com outras drag queens, quem você escolheria e por que razão?

B Ella, Dearis Doll, JAJA. Pensei essas três amigas. Criamos um bom treinamento de entretenimento para o público.

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Qual é o seu momento preferido na primeira temporada?

Momento de passarela no episódio quatro porque é um personagem de passarela. Isso combina conosco e gosto mais.

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Tenho uma curiosidade sobre as passarelas: em que momento são gravados os depoimentos que ouvimos enquanto vocês desfilam?

Começamos esperando na lateral do palco e chegamos ao meio do palco.

Como é a vida de uma drag queen em Rayong? É a sua cidade natal.

Eu nasci e morei em Rayong. Naquele lugar não tem nenhum trabalho relacionado com drag, mas eu terei mais trabalhos em Bancoque do que drag.

Que mensagem você gostaria de passar para as pessoas que não entendem a importância da representação asiática na televisão? O preconceito ainda é grande, infelizmente!

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Quero que todos aceitem a identidade asiática, que a Ásia tem potencial para expressar bem também.

Se você pudesse voltar a participar de Drag Race Thailand, o que o público descobriria sobre você que você mesma ainda não sabia até então?

Conhecimento da substância no tempo que eu não a usei durante toda a competição. Se eu for mais uma rodada, farei ainda mais.

Siga Petchra no Twitter, Instagram e Facebook.

Para ler outras entrevistas exclusivas do Who’s That Queen clique aqui.

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