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O veredito final da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race UK

Drag Race UK dividiu a opinião dos fãs, enquanto uns acharam a série fraca, outros amaram. Aqui está meu veredito final da primeira temporada!

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🕓 4 min de leitura

A primeira temporada de Drag Race UK chegou ao fim e agora faço minha avaliação final de tudo que assistimos durante oito semanas. Embora tenha suas diferenças marcantes com a versão original, eu confesso que A-D-O-R-E-I Drag Race UK, pois acima de tudo atendeu minhas expectativas.

A coisa mais importante a ser pontuada é a diferença básica entre as versões UK e USA, as drags britânicas prezam pela PERFORMANCE, enquanto as estadunidenses focam mais em LOOKS. Por isso para alguns foi frustrante ver UK, pois em comparação a USA os looks deixaram muito a desejar. O que acho bem problemático, pois arte drag é algo subjetivo, amplo e universal que contempla inúmeras manifestações artísticas e não apenas desfiles de moda. Por isso acredito que enquanto o fandom do show original não se desvencilhar da ideia de que drag é apenas desfilar looks deslumbrantes vão continuar achando DRUK fraco.

Mas se as drags pecaram em visuais, compensaram muito em personalidade. Mesmo estreando com apenas dez rainhas, vimos uma diversidade de queens de encher os olhos. Teve drags para todos os gostos, desde as mais barulhentas, até aquelas quietas e estranhas. O carisma transbordou em algumas, o que me deu vontade de ficar conversando com elas por horas. E o humor ácido característico do povo britânico se faz presente na maioria delas.

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Além de personalidade, as rainhas arrasaram nas performances. Foi muito divertido assisti-las atuando, mesmo que algumas tenham sido fracas, a maioria arrasou e tirou muitas gargalhadas dos jurados e de nós, espectadores. É perceptível o nível de comprometimento delas com a atuação, focadas em uma boa performance, assim como em acatar as críticas de Visage por exemplo, quando foi diretora.

O Snatch Game foi um show a parte. Há tempos não me divertia tanto vendo drags personificando personalidades famosas. As drags britânicas deram uma aula de humor e interpretação. Elas provaram que não é preciso conhecer a celebridade para curtir o desafio, o importante é torná-lo engraçado. Espero que as RuGirls americanas tenham tomado nota e aprendido como se faz um Snatch Game de verdade.

Já os dramas, tão recorrentes na versão USA, não vimos aqui. As rainhas são amigas, várias se conheciam antes mesmo de participar do show, logo elas não se apegaram a conflitos entre si para ganhar tempo de tela. O objetivo maior das drags foi mostrar seu trabalho, especialmente para conseguir bons trabalhos do lado de fora do programa (que não paga prêmios em dinheiro, entenda aqui). Os dramas que vimos foram questões pessoais, muito importante de assistirmos. Pois não só humanizou as queens, como nos tornou mais próximo delas, ao provar que ser LGBT continua sendo um ato de amor e resistência em qualquer parte do planeta.

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Por fim, chegamos nos lipsyncs, que ao meu ver sim foram o ponto fraco da versão britânica, mas nada que pese contra as drags, pois são questões de estilos. E com DRUK vimos um jeito diferente de fazer drag, que ficamos acostumados em assistir com RPDR USA.

Outro ponto positivo, e gritante, foi ver como RuPaul, Visage e a maioria dos jurados convidados se divertiram com o show, o que conta muito a favor, pois é sempre bom lembrar que RPDR é um programa de tv, feito para nos entreter, então não é para ser levado tão a sério!

Graham Norton, Michelle Visage, RuPaul e Maisie Williams

E o top 3 foi incrível, mesmo com Baga sendo a “cotada” da temporada tanto ela quanto Divina e Vivienne mostraram seu valor e merecido lugar na final, com a coroação da Embaixadora de Drag Race no Reino Unido, The Vivienne.

Top 3 da S1 de Drag Race UK: Baga Chipz, Divina de Campo e The Vivienne.

 

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VEREDITO FINAL

RuPaul’s Drag Race UK foi um frescor comparado ao USA, que vamos combinar tem saturado há um bom tempo. A primeira temporada foi um sucesso tão grande que a segunda já foi confirmada. Torço para que continue dessa forma, para que tenhamos mais temporadas no Reino Unido e assim a gente possa assistir RuPaul’s Drag Race o ano inteiro, com drags de todo o mundo. Afinal meu lema é: QUANTO MAIS DRAG, MELHOR!!! Então vamos celebrar as rainhas britânicas. E torcer para que a versão brasileira, esquecida no churrasco, vire realidade no futuro!

E você, o que achou de Drag Race UK? Comente aí!!!


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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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