AS4 | Billboard entrevista: Gia Gunn

Gia Gunn fala sobre fazer ‘entretenimento lendário’ para TV e sugere uma carreira além de drag.

Modo Escuro

Drag será para sempre e sempre a razão pela qual eu sou a mulher trans orgulhosa que sou. E agora que sou isso, estou ansiosa para fazer a transição junto com minha jornada e todos os aspectos da minha vida.

Na noite de sexta-feira (28 de dezembro), os fãs de RuPaul’s Drag Race deram adeus a um das maiores participantes controversas da história da série, Gia Gunn foi eliminada no All Stars 4. Durante seus três episódios, a rainha relembrou uma briga antiga com com Farrah Moan e entregou falas lendárias como “O que você quer fazer não é necessariamente o que você vai fazer”, enquanto ela e Trinity the Tuck brigavam sobre quem personificaria Caitlyn Jenner durante o desafio do Snatch Game.

Gia trouxe um drama muito necessário entre as competidoras, e ela não nega: “Assumo total responsabilidade por todas as minhas ações”, disse ela várias vezes por meio de uma entrevista à Billboard.

A rainha também reconhece que, enquanto algumas pessoas podem ver a diferença entre o humano, Gia Ichikawa e sua personagem drag, Gia Gunn – ela também sabe que há alguns fãs de Drag Race que estão preocupados com as coisas que ela disse no programa.

Com toda honestidade, vejo como um desafio para mim mostrar ainda mais quem eu sou através dos meus shows, através do meu discurso, através da minha presença online e através de qualquer coisa inspiradora que eu esteja fazendo no futuro.

Abaixo, a Billboard se encontrou com Gia para falar sobre sua passagem por Drag Race, se ela pretendia desempenhar o papel de vilã da temporada e potencialmente fazer a transição para uma carreira fora de drag.

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Do que você mais se orgulha desta temporada?

O momento que mais me orgulho foi definitivamente no primeiro episódio, o show de talentos. Esse é o meu talento natural e é algo que eu levei muito a sério desde os cinco anos de idade. Também é um momento de muito para mim, pois estou representando minha cultura japonesa. Assim como as pessoas trans, sinto que a cultura japonesa também é muito pouco representada no mundo de hoje. Especialmente no mundo drag. Então, para mim, foi realmente um momento [importante] para eu poder apresentar isso ao mundo. Não só porque estava tão próximo ao meu coração e sendo meu talento, mas também trazendo visibilidade à minha herança.

Você tem algum arrependimento desta temporada?

Sem arrependimentos. Eu só acho que poderia ter ido lá com a mentalidade um pouco diferente; Eu poderia, talvez, pensar em algumas coisas de forma diferente. Mas no fim das contas, eu realmente não vivo minha vida com arrependimentos. Eu não tenho muitos remorsos, seja sobre minha verdade e minha jornada, mas também sobre as coisas que faço e digo.

Eu acho que em algo como Drag Race, todas nós fazemos e dizemos exatamente o que você vê na TV. Sim, é editado. Sim, pode haver coisas que são rearranjadas ou qualquer outra coisa, mas no fim das contas, assumo total responsabilidade por todas as minhas ações.

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Agora que você viu a interpretação da Trinity de Caitlyn Jenner, você acha que teria feito um trabalho melhor?

Definitivamente não. 110 por cento não. E é por isso que eu estava tão disposta a deixá-la desempenhar o papel e ser ela. Só porque eu sabia que ela ia fazer um ótimo trabalho. E eu sou fã número um da Trinity quando se trata de tudo que ela faz.

Eu já sabia que o Snatch Game definitivamente era um ponto fraco para mim, já que isso também me eliminou na sexta temporada. Então nada mudou. Mas sim, eu definitivamente não acho que teria sido capaz de fazer melhor do que ela.

O que você diria que é o maior equívoco que as pessoas tem sobre você?

Eu acho que há sentimentos mistos por aí. Eu acho que há algumas pessoas que me viram desde a sexta temporada e agora estão me vendo no All Stars e elas ficam tipo, “Espera, o que aconteceu com ela?” Eu acho que algumas pessoas que não me conhecem, podem me ver como essa pessoa super-negativa e má, impetuosa e intimidadora. Que, completamente, não sou eu.

Aqueles que me conhecem pessoalmente e minha família e meus amigos mais próximos, todos sabem exatamente quem eu sou. E eu acho que para mim é sobre criar uma personalidade de TV versus quem eu sou durante o dia. Gia Ichikawa e Gia Gunn são muito diferentes. Eu tive que criar essa persona para trazer clareza à minha vida. Quanto a mim, como uma mulher trans, drag em um momento, não muito tempo atrás tornou-se muito confuso para mim. Eu não tinha certeza se era a minha realidade ou um personagem ou o quê. Então, eu meio que construí esse muro para poder separar os dois.

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Estou curioso: Você participou da competição aceitando o papel de vilã? Eu acho que você trouxe algum drama muito necessário nesta temporada, mas isso foi um plano de jogo ou veio naturalmente?

Você quer saber? Quando eu estou na TV, eu honestamente não vou lá para ser calculista. Eu não vou lá com nada planejado. Eu meio que deixo o que quer que esteja rolando no momento, sair. E eu acho que é por isso que eu fui capaz de criar um entretenimento para televisão tão lendário. Outras pessoas vão lá medindo suas palavras e se segurando, porque há câmeras na frente delas. E apenas não são elas mesmas.

Eu acho que algumas pessoas me acusam de ser falsa e enganadora, mas em todo reality, eu acho que isso é falso: ficar na retaguarda porque há uma câmera na sua frente, porque você está preocupado com o que os fãs vão dizer. Para mim, isso não é ser genuíno com quem você é e não se dedicar à televisão. Eu estava lá dedicada a criar uma boa TV. Não necessariamente para drag. Isso faz sentido?

Isso faz total sentido. Então, das garotas restantes, por quem você está torcendo?

Eu definitivamente estou torcendo pela Trinity. Eu definitivamente estou torcendo pela Naomi Smalls. E eu definitivamente estou torcendo pela Manila também, minha irmã asiática.

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Última pergunta: quais são seus planos para 2019?

Eu pretendo fazer uma turnê solo, em que estarei mostrando as pessoas quem eu sou através do teatro, da dança, do drag, de recursos visuais e através de discursos. E eu convido aqueles que estão dispostos a me conhecer por quem eu sou, para vir me ver nessa turnê. Vai ser chamada “This is Me Tour” e eu basicamente estarei compartilhando minha jornada com as pessoas, desde a infância até me tornar uma drag queen e um gay e agora uma mulher trans.

Além disso, continuarei conquistando o mundo e tendo visibilidade e vivendo a minha verdade. Eu realmente estou ansiosa, espero, fazer a transição do drag e fazer coisas que, para mim, são muito mais necessárias neste mundo. Eu sinto que agora, com as mais de cem ex-participantes de RuPaul’s Drag Race que temos, há muito talento subestimado por aí e drag queens que estão literalmente colocando tanto esforço em seu ofício. Eu sinto que para alguém como eu, que teve tempo, não apenas na TV, mas também dentro da indústria – eu definitivamente espero, não fechando a porta, mas permitindo que mais portas se abram para outros artistas por aí que realmente querem isto.

E isso não quer dizer que eu não quero mais, eu definitivamente sinto que estou seguindo em frente. Eu me sinto avançando. E apenas ficar mais em contato com o que a vida realmente significa para mim. Drag será para sempre e sempre a razão pela qual eu sou a mulher trans orgulhosa que sou. E agora que sou isso, estou ansiosa para fazer a transição junto com minha jornada e todos os aspectos da minha vida.

Em um recente vídeo, Gia Gunn falou sobre seu comportamento de vilã no All Stars 4, leia aqui.

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