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Drag Race 18 | RuView do episódio 01

Um elenco repleto de drag queens experientes torna a estreia emocionante e o início da temporada promissor. Confira a resenha do episódio 1 de RuPaul’s Drag Race 18 à seguir.

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🕓 6 min de leitura

Foi ao ar o primeiro episódio de RuPaul’s Drag Race 18! Leia a seguir a resenha. Contém spoilers daqui em diante.

Dezoito temporadas de RuPaul’s Drag Race, com incontáveis temporadas de All Stars, internacionais e Vs. The World pelo meio, os jurados, o público e os espectadores conhecem bem a fórmula do programa. Em seus anos no ar, Drag Race passou de uma produção de porão para o programa mais legal da TV, para queridinho do Emmy e, agora, para um veterano que está mostrando sua idade. O fato de a final não ser mais realizada em um teatro de grande porte continua sendo uma escolha triste e de baixo orçamento. RuPaul não é mais a apresentadora enérgica que já foi. Desafios clássicos como o show de talentos e o Snatch Game têm retornos decrescentes. O mais irritante é que os elencos recentes tendem a ser muito jovens, em grande parte porque o programa quer descobrir talentos jovens e depois acompanhar seu crescimento através das temporadas All Star, em vez de apresentar queens já totalmente formadas.

Eu não diria que a estreia da temporada 18 é uma revitalização total do programa, mas há muito pelo que se animar neste primeiro episódio. Mais notavelmente, o elenco é composto por profissionais respeitadas. A rainha mais velha da temporada 17 era Lexi Love, que foi chamada de “vovó” aos 32 anos — este ano, essa idade seria totalmente desinteressante. O programa se esforça para enfatizar que o elenco está cheio de rainhas na casa dos 30 anos e, se a Wikipédia estiver certa, das seis rainhas na casa dos 20, quatro têm 29. Também há várias rainhas com reputação nacional no grupo, e até a chamada “rainha de quarto” tem experiência no palco. É um grupo talentoso.

E, em uma escolha que augura bem para as decisões de produção desta temporada, esse grupo de performers profissionais é rapidamente desestabilizado quando o primeiro desafio da temporada não é um show de talentos ou um desafio de girl group, como tem sido desde a temporada 12. Em vez disso, o programa escolheu várias garotas com toneladas de experiência em performances e, em seguida, fez com que todas criassem um look com material não convencional. Colocá-las no desafio “Drag por uma mixaria” logo no início fez duas coisas ótimas: deu-nos muito tempo na Werk Room para conhecer as garotas e forçou esse grupo confiante de rainhas, que chegaram com figurinos no valor de milhares de dólares, a voltar ao básico. No final do episódio, duas rainhas extremamente confiantes foram rebaixadas, uma garota que todos subestimaram se destacou, e pelo menos uma concorrente demonstrou uma falha de personalidade baseada na insegurança do tamanho do Texas. É assim que o Drag Race funciona melhor!

Então, vamos conhecer as garotas:

Athena Dion abriu o baile com um clássico: “Honey, é assim que se dá uma festa no Drag Race, bitch.” Pura essência drag old-school.

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Kenya Pleaser veio como um furacão de energia, já mostrando que ia ser a animadora do grupo.

Nini Coco simplesmente gritou “GAYYYY!” e todo mundo já achou que era só mais uma twink. Ledo engano.

Jane Don’t chegou com um visual Schiaparelli deslumbrante e uma postura de rainha que já dava medo nas outras. Minha favorita desde o primeiro segundo!

Discord Addams entrou com uma vibe punk que já prometia confusão. Os produtores logo arreganharam os dentes pra ela.

Mia Starr veio com a aura de estrela profissional, dançarina de primeira.

DD Fuego foi a única representante de NY, doce, mas ainda meio sem definir sua persona.

Juicy Love Dion fez um discurso de entrada longo demais (“A princesa da festa…”), mas era impossível não se encantar com a beleza e presença de palco dela.

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Vita VonTesse Starr entrou rimando feito uma poetisa! Já dava pra ver a classe.

Briar Blush roubou a cena gritando “POR QUE VOCÊ ESTÁ ME GRAVANDO?” na câmera. Tentação de vilã, mas no fim era pura comédia.

Mandy Mango chegou de uniforme de enfermeira, a fofura personificada, mas já parecendo um peixe fora d’água.

Ciara Myst veio com a vibe macabra, prometendo um terror mais Hocus Pocus.

Darlene Mitchell entrou com uma cara de pau e um passado de performer de LA que prometia. Zebra total.

Myki Meeks foi a quinta floridiana, fofa, mas ainda meio apagada no meio de tanta personalidade forte.

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Agora vamos aos

Desfiles das rainhas

Athena Dion: Mãe da Morphine, veterana que levou 14 temporadas pra entrar. Impecável, clássica, mas meio engessada. Confessa que nem parece confessar.

Kenya Pleaser: Uma battery humana! Ganhou o mini-desafio de entreter RuPaul, mas se enrolou no look de material não convencional. Vai chegar na semana 2 como underdog.

Nini Coco: A surpresa da noite! Todo mundo subestimou a twink engenheira, mas ela arrasou fazendo um look todo de sacolas de presente (dando um tapa no visual da LaLa Ri). Inteligente e com um visual que se destacou.

Jane Don’t: MEU VOTO PRA VENCEDORA. Irmã da Bosco, tem língua afiada, estilo único e é engraçadíssima. Seu look na passarela foi “feio-fabuloso”. Rainha completa.

Discord Addams: A “rainha punk” que o programa ADORA humilhar. Superconfiante, arrogante, reclama de tudo. Os editores cortam a música só pra mostrar a Michelle e a Ru rindo do desfile dela. Maldade engraçada.

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Mia Starr: Dançarina profissional (já trabalhou com Rihanna e JLo!). Passou raspando no desafio, mas promete arrasar em performance.

DD Fuego: A única de NY. Doce e polida, mas não se definiu ainda. Se descreve mais pelo que não é do que pelo que é.

Juicy Love Dion: Neta da Athena, filha da Morphine. A mais jovem (24 anos) e uma ESTRELA. Linda, se move divinamente, mas foi pro bottom por causa de uma saia feia. Isso só dá história pra ela: underdog, rivalidade familiar… Vai longe!

Vita VonTesse Starr: Rainha de concurso. Fez O MELHOR LOOK da noite: guarda-chuvas preto e branco com detalhes de bola de espelhos. Se contar piadas tão bem quanto costura, é finalista certa.

Briar Blush: Chegou querendo ser vilã (“POR QUE TÁ ME FILMANDO?”), mas no final foi hilária. Sua discussão sem sentido com a Athena rendeu.

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Mandy Mango: A fofura em pessoa. Enfermeira na vida real, mas a maquiagem e os instintos de styling ainda não estão no nível que show exige. A que a gente mais torce.

Ciara Myst: Rainha do terror Hocus Pocus, não The Witch. Fez um look legal, mas espero que solte mais seu lado estranho.

Darlene Mitchell: A ZEBRA. Ex-performer de LA, voltou como “rainha de quarto”. Tem a cara mais interessante e montou um vestido de noite que mostrou suas pernas quilométricas. Fiquei fã.

Myki Meeks: A quinta rainha da Flórida. Fofa e doce, mas não se destacou ainda. Parece guardar o talento pra desafios de comédia.

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Conclusão

NINGUÉM SAIU! Mas Ru declarou Kenya e Mandy como o bototm 2, salvando a Juicy. O lip sync pelo WIN foi entre Nini e Vita com a música “Enough” de Cardi B. SURPREENDENTEMENTE, a Vita não sabia o rap e a Nini, sabendo cada palavra, VENCEU! Todo mundo ficou boquiaberto, principalmente a Discord, que já tava reclamando da Nini o episódio inteiro.

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DESAQUENDANDO AS CONSIDERAÇÕES FINAIS

Discord reclama que Nini está entre as melhores basicamente o episódio todo, enquanto outras rainhas como Jane tentam gentilmente não descer ao nível dela. Cardi volta aos bastidores e é super doce. Achei ótimo que ela deu a chance às suas assistentes queer, uma cuida das perucas e outra maquiagem maquiagem, de falarem sobre sua conexão com o programa. Discord pede a Cardi para elogiar seu look, e é constrangedor. Juicy chora nos braços de Athena, e Kenya surta com a possibilidade de ter que dublar contra Juicy.

Cardi foi uma jurada convidada fabulosa. Ela estava disposta, deu críticas reais e não teve medo de ser dura. Não nos esqueçamos de que Cardi começou sua carreira num reality de TV e ainda sabe como fazer um show. Minha frase favorita: “Parecia que ela teve um tempo na Michael’s (loja de artesanato).”

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A palavra mais engraçada do episódio: RuPaul chamando Mandy Mango apenas de “Mango”.

Cantinho do Trauma de Maquiagem: Nada durante a seção de maquiagem do episódio, mas Jane chora na passarela por causa de seu relacionamento com seu pai, que a ensinou a costurar. Honestamente, isso me pareceu totalmente natural e não provocado pela produção, apenas um caso de uma rainha sendo dominada pela emoção após alguns dias de alto estresse. É bom quando essas coisas são espontâneas e é ainda melhor que não precisaremos nos preocupar com Jane recebendo uma crítica de “vulnerabilidade” mais tarde.

Top 4 Previsto: É muito cedo, mas vou prever: Jane Don’t, Vita VonTesse Starr, Juicy Love Dion e (apenas por instinto) Darlene Mitchell. Aí acaba sendo Kenya Pleaser, Athena Dion e Nini Coco.

Adaptado de Vulture. Leia mais notícias de RuPaul’s Drag Race 18 aqui.

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