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Drag Race Holland

Por dentro de Drag Race Holland e sua própria abordagem da arte drag

Em Drag Race Holland os desafios principais quase não tem importância, tornando esta a temporada de Drag Race mais focada em looks da história.

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🕓 5 min de leitura

Se você pensou que Canada’s Drag Race era muito focado na passarela, mana, tenho uma outra série para lhe mostrar. Drag Race Holland, a última edição internacional da franquia Drag Race em rápida expansão, agora transmitida pelo WOW Presents Plus, tem sido uma montanha russa de emoções até agora. O drama – incluindo uma briga explosiva entre a rainha brasileira e holandesa Miss Abby OMG e a veterana rainha belga Sederginne no episódio 4 – foi insana. As competidoras foram engraçadas, assertivas e enérgicas, um elenco tão bom quanto você encontrará em qualquer programa de Drag Race. O apresentador, Fred van Leer, foi espetacular – rápido com uma piada e ousado em suas críticas. E as passarelas têm sido incríveis, servindo alguns dos melhores looks que já vimos na franquia.

Contudo, os desafios principais, foram pensados ​​tardiamente, na melhor das hipóteses.

Na estreia da série, não havia nem um desafio pirncipal, apenas o típico minidesafio de ensaio fotográfico, além de uma passarela com roupas trazidas de casa. O desafio principal do segundo episódio, uma tarefa de vídeo de exercício físico, mal foi mencionado nas críticas desse episódio. O desafio de atuação no episódio 3 recebeu um pouco mais de menção, e o top 3 pareciam ser as de melhor desempenho nessa tarefa. Mas então o Episódio 4 voltou a ignorar o desafio principal (um desafio de dança que todos aparentemente fracassaram), e apenas se concentrou nas críticas das passarelas.

Você pensaria que isso me irritaria, considerando que o foco da pista de Canada’s Drag Race geralmente produzia resultados instáveis. E, claro, houve algumas decisões questionáveis: foi estranho Sederginne não ter vencido, apesar de consistentemente impressionante em ambos, desafios e passarela. Mas o show é tão bom que o foco da passarela não é um problema. No mínimo, a qualidade dos looks torna ainda melhor que o programa está interessado apenas na moda – está se voltando para o que funciona na série.

À medida que a Drag Race se expande como uma marca global, faz sentido que suas diferentes versões valorizem diferentes aspectos do drag. Já vimos um pouco disso: o programa original exige excelência em todas as áreas, enquanto All Stars é focado na performance e o Reino Unido é ainda mais especificamente focado na comédia. Canada’s Drag Race viu as partes mais extravagantes do Drag sendo recompensadas, com a rainha de Montreal, Rita Baga, sendo a maior beneficiada, enquanto Jimbo foi amplamente punido por fazer o Drag Race estranho e muito conceitual que costuma se dar bem na versão americana do show.

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Mas esse tipo de foco diferente, na verdade, se originou com Drag Race Thailand, que produziu e exibiu duas temporadas em 2018 e 2019. Esse show teve um foco adicional na passarela, dividindo as vitórias de cada episódio em uma vitória para o desafio principal e uma vitória para o look. Isso resultou em alguns momentos de julgamento embaraçosos, como quando a eventual vencedora da 1ª temporada, Natalia Pliacam, teve que fazer uma dublagem para salvar sua vida em um episódio, apesar de vencer o desafio principal. Essa série manteve as rainhas em um padrão muito alto, e também gostava de dublagens para punir o grupo quando esses padrões não eram atendidos. (Ao longo de duas temporadas, eles tiveram três dublagens triplas – nenhuma das quais foi numa grande final como na versão dos EUA)

Holland teve sua primeira dublagem de trio no Episódio 4, o que sugere que ela continuará a ser ambiciosa e flexível quando se trata do que exige de suas rainhas. Em momentos como esses, programas como Holland e Tailândia refletem a cultura drag em que se inserem. Eles não precisam imitar exatamente o formato americano – isso seria uma reprodução, não uma adaptação verdadeira. Para que as temporadas locais de Drag Race sejam únicas, eles devem abraçar o que os torna diferentes.

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Em contraste, a série principal americana provavelmente permanecerá um teste de vários estilos e facetas do drag. Mas com as versões internacionais se tornando mais específicas, RuPaul’s Drag Race original poderia fazer muito mais para celebrar rainhas completas. Foi realmente incrível que Jaida Essence Hall, vencedora da 12ª temporada, tenha sido a primeira vencedora pageant desde Tyra Sanchez na 2ª temporada. E não estamos tão longe da época em que as rainhas de Nova York quase tinham o monopólio das vitórias, com apenas Violet Chachki interrompendo sua seqüência da 6ª para a 10ª temporada. O estilo de Aquaria é muito diferente do de Bianca Del Rio, cujo estilo é muito diferente do de Sasha Velour, cujo estilo é muito diferente do de Bob the Drag Queen. Mesmo assim, por um tempo parecia que ser de Nova York era quase um requisito para vencer.

Se Drag Race dos EUA vai continuar a recompensar a grande variedade de estilos que podem ser vistos na drag estadunidense, ele precisa fornecer um conjunto de desafios em que vários tipos de rainhas podem se destacar e lançar uma ampla variedade de rainhas para participar. A 7ª temporada foi a exceção disso, com um elenco em grande parte focado em rainhas visuais para uma temporada repleta de desafios de atuação. (A produção melhorou na escalação desde então, mas ainda há algumas melhorias que podem ser feitas.)

Roxeanne Hazes, Nikkie Tutorials, Fred van Leer e Nikkie Plessen

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Curiosamente, acho que Canada’s Drag Race poderia se separar de Drag Race dos EUA ainda mais, à medida que se encaminha para uma potencial segunda temporada. O elenco foi muito semelhante ao elenco dos EUA, com a maioria das rainhas da maior área metropolitana do país (Toronto, em vez de Nova York – embora com Lemon, eles ainda conseguiram lançar uma nova-iorquina). Em termos de desafios, embora alguns tivessem talento canadense, eles eram praticamente iguais ao show dos EUA. E embora houvesse mais foco na passarela, parecia mais um produto de seu painel de jurados em particular – incluindo uma ex-competidora de RuPaul’s Drag Race conhecida por sua destreza na passarela e uma jurda e treinadora de desfile de Next Top Model do Canadá – do que uma série canadense.

Embora às vezes eu deseje que os desafios principais não pareçam tão insignificantes, estou feliz no geral com o foco de Drag Race Holland no que faz sentido para essa série e como isso reflete o grupo de rainhas que eles lançaram. À medida que Drag Race continua a expandir seu império com mais edições internacionais a caminho, a versa holandesa – e até mesmo a Tailândia antes dela – pode ser um guia para o que realmente se parece com a adaptação do show. Drag ao redor do mundo é diferente; faz sentido que os shows de Drag Race em todo o mundo reflitam isso.

Artigo escrito por Kevin O’Keeffe para o portal Xtra e traduzido por Saulo Adelino. Para ler mais sobre a S1 de Drag Race Holland clique aqui.

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