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S12 | Entrevista: Jaida Essence Hall

LOOK OVER THERE! Jaida Essence Hall, a rainha pageant, fala sobre como foi conquistar a S12 de Drag Race e os corações da América.

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Na estréia da 12ª temporada de RuPaul’s Drag Race Jaida Essence Hall entrou na sala de trabalho, tornando sua presença conhecida com sua frase: “Ei, vadias, ela está aqui!”. Durante a competição, Jaida não era apenas a “essência da beleza” dentro e fora da passarela, ela também era uma rainha consistentemente forte – eventualmente, levando-a para o top 3 e por fim na linha de chegada.

A rainha de concursos de Milwaukee não apenas serviu eleganza sem esforço com sua moda extravagante, mas também era uma potência cômica. Ela sempre foi capaz de dar algumas risadas, seja como uma maçã podre no desafio “Piores do Mundo” ou como Rhonda Shimes em “Gay’s Anatomy”. Seu bordão “Look Over There” [olha lá] no debate político “Choices 2020” se tornou um meme instantâneo. Jaida também foi uma lipsync assassin, mandando a Miss Simpatia Heidi N Closet para casa, antes de derrotar Crystal Methyd e Gigi Goode durante a Grande Final.

Jaida foi coroada a vencedora da 12ª temporada, mas o caminho para o topo nem sempre foi tranquilo. Ela conversou com a MTV News sobre seus momentos mais difíceis no programa, sua troca emocional com Whoopi Goldberg e como a jornada de Celie em “A Cor Púrpura” a inspirou durante a competição.

Qual foi a parte mais difícil de filmar a final virtual?

A parte mais difícil de filmar a final foi se acostumar com o fato de que seria diferente. É um pouco assustador, mas, ao mesmo tempo, apresenta uma boa oportunidade para o mundo ver exatamente o quão criativo tanto o show quanto as rainhas podem ser quando colocados em uma situação difícil.

Todo o elenco era tão forte. Você tem mantido contato com todas as suas irmãs da 12ª temporada?

Sim. Todos nós ficamos muito, muito próximas uma do outro. Então, eu sou grata por este ter sido um elenco de garotas amigáveis. Porque eu posso imaginar, se todos nós nos odiássemos, seria muito mais difícil.

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A gente consegue dizer que todas as meninas se dão bem e é muito bom de ver.

Sim, é uma coisa muito boa.

Houve alguns desafios realmente difíceis nesta temporada. Qual foi o desafio mais difícil para você?

O show de humor solo. Eu acho que esse desafio foi tão difícil porque o humor é muito diferente para tantas pessoas diversas. E eu acho que foi a única coisa que me fez tropeçar. Meu humor, não sei se é sempre engraçado para todo mundo o tempo todo ou se eles sempre entendem.

A cena entre você e Whoopi foi uma das minhas cenas favoritas da temporada. Como foi isso? O que estava passando em sua mente?

Foi tão louco porque, crescendo como uma pessoa preta quer… não vemos tantas pessoas bem-sucedidas ou que fizeram sucesso nesse tipo de vida. E ela é tão amável para tantas pessoas e tão gentil. E vê-la se tornar tão bem-sucedida e, enquanto eu crescia, interpretando papéis e personagens que ressoavam comigo, apenas vê-la lá pessoalmente era quase como um dos momentos “aha” de Oprah. E por saber o quão ocupada é sua agenda e quão atarefada é sua vida, e para ir ao show e passar um tempo com drag queens e conversar conosco. Eu não imaginava em um milhão de anos que veria Whoopi Goldberg pessoalmente.

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Sim, é loucura. Você disse que a competição era como a jornada de Celie em “A Cor Púrpura”?

Sim. De forma alguma é diretamente comparável, é apenas o fato de você passar por tantas coisas difíceis. Celie passou por muitas coisas realmente terríveis. Mas no show você atravessa por tantas coisas. Você é testado. E você se sente sozinho muitas vezes, mas se você vencer a competição, haverá muita recompensa do outro lado. Contanto que você se mantenha focado e se permita fazê-lo.

Você é fã do musical “A Cor Púrpura”?

Oh, meu Deus, sim. Preparando-me para a passarela roxa, eu fiquei tipo, oh, meu Deus, vou ouvir a trilha sonora de The Color Purple.

Você gosta de “I’m Here”?

“I’m Here” é tão boa. Minha música favorita é quando Shug está cantando para Celie e dizendo: “Olha como você é linda. Você percebe o quão bonita, maravilhosa e incrível você é? Mesmo quando você se sente tão feia e sem valor”. Essa, para mim, é a mensagem mais poderosa. E toda vez que ouço essa música, sinto arrepios e por todo braço. O show é incrível e a trilha sonora é incrível.

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Sim. Eu não sabia que você era fã de teatro musical, mas vi você tuitando sobre Smash chegando na Broadway.

Sim! Eu estava esperando por isso. Porque eles disseram um tempo atrás que eles iriam transformá-la em um musical. Mas eu só quero que seja a história da Bombshell. Transforme Bombshell em um musical!

Como você tem passado o tempo em quarentena?

Eu fiquei sentada em casa tentando ser o mais criativo possível. Mas também passei muito tempo me conectando com as pessoas que me apoiaram no programa. Eles apoiaram minha jornada no programa. Eu acho que isso é realmente importante, porque não estivemos na estrada. E essas pessoas, eles querem nos conhecer. E mesmo quando não sabemos que tivemos um impacto em suas vidas, estivemos lá de muitas maneiras para tantas pessoas. E porque não estamos na estrada, não temos a oportunidade de conhecê-los, conversar com elas e ouvir suas histórias. Então, eu passo muito tempo nas mídias sociais, certificando-me de que posso falar com eles, aprender quem eles são, tanto quanto mostrar quem eu sou, e apenas nos animar.

Apenas uma rápida olhada nos comentários online, era claro que os fãs estavam torcendo para que você vencesse. Como é isso? Rolou muita pressão?

Eu não acho que seja pressão, porque muitos deles foram tipo: “Bem, você conquistou [a coroa]. Mas se não, ainda a amamos”. Mas é tão inesperado. Eu não esperava que tantas pessoas enlouquecessem por mim. Significa muito. Eu acho que isso me diz apenas para ser eu mesma. Eu não falo ser a melhor. Talvez eu não seja a pessoa mais inteligente do mundo, mas ainda serei quem sou. E eu me sinto merecedora das coisas. Ainda posso ser incrível, criativa, e há tantas pessoas no mundo que são exatamente como eu. E acho que as pessoas amam as garotas do show porque podem se ver nessas garotas.

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E você já entrou em contato com sua filha drag, Jazz?

Jaida: Sim. Oh, meu Deus, conversamos o tempo todo. Ela é tão doce. Ela está sempre me mandando mensagens, me checando. Nós cinco – Heidi, eu, Gigi, Crystal, Jackie – todos nós tivemos uma ligação via Zoom com as super fãs. Todos conversamos e conhecemos seus parceiros. Foi muito fofo.

Como a competição mudou sua drag?

Eu sempre fui o tipo de pessoa que era eu mesma em tudo que fazia. As pessoas gostam de dizer que as drag queens são confiantes, mas nem sempre me sinto a mais confiante. Mas durante toda a competição, eu aprendi que, não apenas seja você mesmo, mas vadia, você é realmente meio fofa. E você tem o direito de ter confiança em quem você é. E você tem o direito de se orgulhar do trabalho que faz. Aprendi que o que faço em drag e quem eu sou é suficiente. E você pode ser você mesmo, mas nem sempre precisa compensar demais. E você quer trabalhar duro, mas nem sempre precisa tentar se esforçar cada vez mais. Quem você é, é literalmente suficiente.

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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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