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LGBTQ+

Homens gays estão votando mais para candidatos anti-LGBT de extrema-direita

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Homens gays são mais propensos a votar em políticos conservadores do que a população em geral.

Um historiador gay revelou que nos principais países ocidentais, os homossexuais são mais propensos a votar em partidos de direita.

Samuel Huneke, da Universidade de Stanford, analisou os dados eleitorais de 14 eleições em cinco países ocidentais: EUA, Reino Unido, França, Alemanha e Brasil.

Ele descobriu que nos EUA, as pessoas LGBTI apoiaram o Partido Democrata. Mas os homens gays eram mais propensos do que o eleitorado geral a apoiar partidos conservadores ou de extrema-direita em outros países ocidentais. Huneke escreveu na LA Review of Books:

Os eleitores LGBT em outros países [fora dos EUA] eram menos propensos a apoiar um partido conservador (ou, em alguns casos, a extrema direita) em uma média de apenas 7%. E quando você olha apenas para homens gays, os resultados são ainda mais impressionantes. Em outros países, os homens gays eram, em média, mais propensos do que o eleitorado geral a apoiar um partido conservador ou de extrema-direita.

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Em 2018 nas eleições nos EUA, 82% dos eleitores que se identificaram como LGBTI votaram no Partido Democrata.

Mas praticamente nenhum outro país tem grupos LGBT e partidos de esquerda criando uma aliança tão duradoura ou frutífera.

“Em muitos outros países ocidentais, partidos de direita e virulentamente homofóbicos desfrutam de apoio considerável entre os eleitores gays”, escreveu Huneke.

Por exemplo, no Brasil, 29% dos eleitores LGBTI votaram no candidato notoriamente homofóbico Jair Bolsonaro. Ele iria ganhar a eleição e retirar os direitos LGBTI em seu primeiro dia no cargo.

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Homens gays atiram debaixo do ônibus aqueles com menos status para se agarrarem ao novo privilégio que encontraram.

Na França, uma pesquisa de 2015 mostrou que 26% dos eleitores gays e bissexuais masculinos apoiaram o conservador anti-gay Marine Le Pen. Considerando que apenas 16% dos eleitores heterossexuais a apoiaram. A pesquisa também mostrou que, 38% dos casais homossexuais votaram no partido Le Pen, a Frente Nacional de extrema-direita. Mas apenas 29% dos casais heterossexuais fizeram o mesmo.

Huneke argumentou que os homens gays votando mais por partidos conservadores “faz um certo grau de sentido” e continuou:

Como Michael Segalov escreveu no The Independent em 2017. Os homens gays começaram a ‘atirar debaixo do ônibus aqueles com menos status para se agarrarem ao novo privilégio que encontraram’.

Dotados do direito de casar e não mais sobrecarregados por leis de sodomia ou listas negras de emprego, os gays começaram a votar mais como homens, ponto final.

Lésbicas e indivíduos trans, que ainda enfrentam considerável preconceito e até mesmo barreiras legais, têm mais a ganhar apoiando partidos de esquerda e mais a perder se a direita triunfa.

Via Gay Star News.

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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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Crítica

O quê Drag Race significa para as meninas adolescentes que o amam?

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Drag queens estão mudando o mundo e meninas adolescentes não conseguem parar de assistir RuPaul’s Drag Race.

Lilly Henley, 16 anos, e sua irmã Evelyn, 14, assistiram a RuPaul’s Drag Race junto com seus pais nos últimos três anos. A cada semana, eles se reúnem em torno de sua televisão em Michigan, mandando mensagens de texto para quem não consegue, para ver como uma RuPaul ruiva percorre a passarela ao ritmo de seu próprio hit Cover Girl.

“É um ritual familiar”, disse Lilly ao HuffPost (original aqui).

Quando eles não estão assistindo ao show, estão imitando seus momentos mais emblemáticos – fazendo maquiagem, organizando sessões de fotos improvisadas e se exibindo pela casa com suas próprias personalidades performáticas. Evelyn disse:

“Eu tenho esse alter ego quando penso que sou tudo isso e um saco de batatas fritas. Tipo, eu acho que sou Beyoncé. Eu vou apenas andar pela casa e ficar tipo okurrr!”.

“Meninas adolescentes têm a capacidade de amar as coisas muito muito intensamente”, disse Jinkx Monsoon ao HuffPost em março. Como vencedora da quinta temporada de RuPaul’s Drag Race, Monsoon saberia. Desde sua estreia em fevereiro de 2009, o reality show inovador – no qual drag queens competem em desafios variados e criativos para o título de America’s Next Drag Superstar – seguiu os passos de sensações culturais como The Beatles e The OC em reunir uma fã base de adolescentes.

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Talvez seja óbvio por que hordas de jovens mulheres se reuniriam em volta de jovens galãs púbicos com caras de bebê de boy bands e da TV. O fato de adolescentes adorarem e se identificarem com pessoas gays e de corpo masculino personificando figuras femininas pode ser um pouco mais inesperado.

“É muito interessante para mim que grande parte da minha base de fãs não seja somente meninas adolescentes, mas meninas adolescentes heterossexuais”, disse Monsoon, comparando as jovens que adoram drag queens às garotas heterossexuais obcecadas pelo falecido David Bowie.

“Elas estão descobrindo a própria sexualidade e há algo não ameaçador em uma pessoa de corpo masculino que brinca com sua feminilidade. Isso os faz parecer um pouco mais acessíveis e um pouco menos ameaçadores do que os caras estereotipados podem ser. Recebo muitos comentários dizendo: ‘Eu tenho tanta paixão por você, mas sei que você é um cara gay, então isso nunca acontecerá’!”.

Paixonites de lado, Drag Race, rotineiramente, lida com questões centrais para a existência adolescentes das meninas: chegar a um acordo com a maleabilidade da identidade, lutando contra a pressão para se encaixar e, mais importante, descobrindo a importância do auto-amor. Como RuPaul diz: “Se você não se ama, como diabos você vai amar alguém?”.

E também: a maquiagem. As drags competidoras estão encarregadas de formular e executar uma visão completa da cabeça aos pés para cada desafio. Para Lilly, observar as transformações serviu como uma introdução hipnótica ao mundo dos cosméticos. “Mas eu sei que é para mim, não para mais ninguém”, disse ela.

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Essa é a magia que RuPaul continua a servir semana após semana, a perfeita dose de Reality de TV com drama mesquinho e emoção crua, brigas exageradas e irmandade de boa-fé, desafios bizarros e o objectivo primordial de amar a si mesmo.

O show “me ensinou que outras pessoas vão julgá-lo”, disse Lilly.

“E você vai se julgar mais duro do que qualquer outra pessoa. Mas você precisa olhar para além disso, porque você é quem você é e precisa deixar as pessoas a conhecerem”.

É claro que nem todos os super fãs de Drag Race do subconjunto feminino, adolescente, se identificam como heterossexuais. Rosemarie Allicock, agora uma estudante queer de 21 anos na Delaware Valley University, assiste obsessivamente a RuPaul desde os 12 anos e em uma “fase emo”.

“Eu fui insegura insegura por toda a minha vida. Eu sempre fui a criança gorda. Todos sempre achavam que minha irmã que era bonita e, conforme eu crescia, as únicas pessoas que me disseram que eu era bonita eram minha família. Assistindo esses caras se vestirem como mulheres, eu pensei: ‘Eu também posso fazer isso’”.

Em particular, Allicock se identificou com Aja, uma rainha latino-americana nascida no Brooklyn que competiu na 9ª temporada. “Ela é uma rainha alta e morena que gosta de coisas obscuras”, explicou Allicock.

“Eu também gostava de coisas sombrias quando estava assistindo. Eu morava em um dos bairros mais pobres da Filadélfia, onde, como um garoto negro, você deve agir de uma certa maneira. Mas não é assim que eu fui. Então, isso foi algo que eu poderia me conectar”.

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Allicock também se conectou com a maneira como Drag Race pintou o gênero como um espectro amplo, em contraste com as definições de gênero de sua “casa realmente tradicional”. Ela disse:

“A ideia de que os homens podem ser suaves e as mulheres podem gostar de praticar esportes, essas são ideias que eu não via muito. As mulheres fizeram isso; caras fizeram isso. Nós fomos muito à igreja, e sempre me disseram que ser homossexual é errado. Levei muito tempo para me sentir confortável comigo mesmo. O show me ajudou a entender que masculinidade e feminilidade são apenas uma mentalidade”.

Hoje, Allicock é a presidente do clube feminista de sua universidade, participa do GLOW – uma liga de luta livre de mulheres – e assiste a protestos políticos com seu irmão. Ela duvida que seria uma pessoa tão aberta sem a influência de Drag Race.

“Drag Race definitivamente me moldou na pessoa que eu sou”, concluiu Allicock.

Alguns super fãs adolescentes de drag queen seguem os passos de seus ídolos na tela, tornando-se versados ​​na arte de fazer drag. Pegue Sophie Orenstein, de 16 anos, também conhecida como Katastrophe Jest, uma drag queen genderqueer que usa os pronomes them/they (em português seria o equivalente aos pronomes eles/elas, no caso gênero neutro, que não temos oficialmente, mas usamos no formato elx). Orenstein recebeu um curso intensivo de identidade de gênero de sua rainha favorita, Monsoon, ela declarou:

“Toda a minha vida nunca me senti como uma menina ou um menino. Então comecei a assistir Drag Race e vi Jinkx [Monsoon], que é genderqueer. Eu não tinha ouvido falar desse termo antes e é isso que eu sou. Encontrar pelo menos uma pessoa com quem você pode se identificar é tão importante e Jinkx foi para mim”.

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Orenstein vive com um distúrbio de ansiedade chamado tricotilomania que a compele a arrancar os cabelos e as sobrancelhas quando está estressada. Por causa da condição, ver drag queens, que muitas vezes usam perucas e não têm as sobrancelhas, ostentando suas belezas foi especialmente empoderado para a jovem.

Agora Orenstein faz drag sob o nome de Katastrophe, “porque eu sou um desastre, e Jest por causa da minha mãe drag Shirley U Jest”. Ela se identifica orgulhosamente como uma drag queen “genderqueer, bissexual e judia” e sente que finalmente encontrou seu nicho. Orenstein continuou:

“O show mudou minha vida porque agora não tenho medo de ser quem eu sou. Drag Race me ensinou a não me importar, e eu posso ser fabulosx, não importa o que aconteça… Você nunca saberia que eu sou a mesmo criação confuso com o próprio gênero que estava sentadx na sala perguntando se as pessoas achavam que eu parecia esquisitx.

Foi o encontro com Jinkx Monsoon, sua RuGirl favorita, que ajudou Orenstein a ter coragem para contar para a própria mãe que é genderqueer.

“Era tão estranho ver em carne e osso essa pessoa que você admira tanto e ver que ela é real”, disse Orenstein. Depois de comparecer aos shows de drag de Monsoon por anos, as duas dois agora são amigas íntimas. Monsoon reforçou:

“A adolescência é quando as pessoas se sentem mais como párias. Eles estão tentando encontrar o seu lugar no mundo. Eu acho que, para muitas dessas crianças que estão explorando sua sexualidade e gênero, Drag Race é como o vídeo ‘It Gets Better’ [Vai melhorar]”.

Katastrophe Jest (centro) com Jinkx Monsoon (direita) e Major Scales (esquerda) em janeiro de 2018.

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Adolescentes, especialmente meninas adolescentes, são frequentemente pintadas com traços largos, injustamente categorizados em seus fandom como fúteis, dramáticas ou superficiais. Na maioria das vezes, tais julgamentos são feitos por pessoas que não são – e nunca foram – adolescentes. Como Tavi Gevinson disse em 2013: “As adolescentes viram muito assunto na mídia e na cultura pop, mas raramente têm uma plataforma para falar por si mesmas”.

Hoje, publicações como Rookie e Teen Vogue, e plataformas digitais como Twitter e Tumblr, deram às garotas adolescentes um microfone. Cinco anos após o chamado à batalha de Gevinson, as mulheres jovens estão na vanguarda das principais cruzadas políticas e culturais da atualidade.

Drag Race tornou-se uma fonte improvável de força para mulheres jovens que se sentem subestimadas e negligenciadas. Tal como os seus fãs devotos, as concorrentes de Drag Race enfrentam críticas, julgamentos e discriminação. No entanto, no programa, elas têm espaço e recursos para produzirem a si mesmas, se nomearem e contarem suas próprias histórias. O programa oferece um sabor inebriante de um futuro despojado de papéis rígidos de gênero e categorizações binárias, em que as pessoas podem ser elas mesmas sem pedir permissão.

Para as meninas adolescentes, à beira da idade adulta e ainda internalizando as exigências impossíveis impostas às mulheres desde antes de poderem falar, essa idéia de liberdade é igualmente sedutora. Jinkx disse:

“Nós vivemos uma espécie de vida de fantasia. Eu vejo isso atraindo um público mais jovem”.

E então meninas adolescentes fazem o que fazem melhor. Eles expressam sua adoração e devoção a Drag Race sem ironia ou autoconsciência. Elas se espalham com um gosto que beira o culto religioso. Como Harry Styles explicou em uma entrevista de 2017 com a Rolling Stone:

“Meninas adolescentes fãs – elas não mentem. Se elas gostam de você, eles estão lá. Elas não ‘se fazem de legais’. Eles gostam de você e dizem a você. O que é irado”.

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Monsoon está ciente da excepcional lealdade da ala jovem do fandom de Drag Race. Jinkx, se fosse capaze de abordar os fãs de uma só vez, diria simplesmente “obrigada” e pedir-lhes que olhassem além do próprio show para a história queer que possibilitou sua existência. Monsoon conclui:

“Lembre-se que drag não é apenas uma forma de entretenimento e nem apenas uma forma de arte. Na nossa comunidade, ela [arte drag] vem com uma longa, rica e épica história, e Drag Race apenas te introduz a isso. Eu adoraria que meus fãs adolescentes dessem um passo extra para aprender sobre quanto tempo nós lutamos por esse tipo de representação na mídia”.

Artigo escrito por Proscilla Frank para o HuffPost.

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Brasil

Curta | Quem tem medo de Cris Negão?

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Depois de Andréia de Maio, Cris Negão assumiu o movimento do centrão. Violenta e beberrona, botava medo e foi a última cafetina travesti da região da Amaral Gurgel.

QUEM FOI CRIS NEGÃO?

“Um moleque de um metro e meio, de bermuda e chinelo, chegou, deu três tiros na cara da Cris Negão e saiu andando. Sei lá se foi encomendado, se foi acerto de contas, problema com ex-marido…”

Contou a drag e amiga Kaká di Poli. Acabava aí a conturbada vida de Cristiane Jordan, como preferia ser chamada a travesti que sucedeu Andréia de Maio no comando do movimento em torno da prostituição de travestis do centro de São Paulo. Cris foi baleada na noite de 6 de setembro de 2007, em frente ao bar Elenice, na rua Rego Freitas.

Na foto abaixo (uma das raras imagens de Cris), dá pra ver algumas das marcas de facadas e tiros que ela tinha pelo corpo todo, marcas das diversas tentativas de assassinato que sofreu.

Kaká di Poli e Cris Negão, com suas diversas marcas de tiros e facadas na Prohibidu’s Crédito- Arquivo pessoal/ Kaka Di Poli

O pesquisador de imagens Aldrin Ferraz, que mora na região há quase duas décadas relembra:

“Diziam que ela tinha o corpo fechado do pescoço pra baixo, e, por isso, não morria. Falavam que só iria embora se fosse atingida no rosto, o que aconteceu. Nessa noite, eu estava em casa com uns amigos e ouvimos uns fogos. Pensamos que era jogo de futebol, mas estavam comemorando o assassinato dela. Ela era muito violenta, o povo tinha medo. Cris tinha muitas inimizades na rua”.

Para quase todos que conheceram as duas chefonas, a poderosa Andréia de Maio, respeitada e temida em todo canto no centro, parecia um doce de coco se comparada a Cris Negão. Ambas cafetinavam travestis e conseguiam, cada uma a seu modo, manter certa ordem naquele submundo de transexuais, michês, clientes, policiais, traficantes e trombadinhas que compunham a região da rua Amaral Gurgel. Marcelo Ferrari, que dá vida à drag Marcelona, relembra:

“A Andréia ainda tinha essa história de ser uma personagem, aquela coisa romântica. Mas da Cris as pessoas não gostavam mesmo, tinham medo”.

Já a atriz transexual Claudia Wonder relativiza:

“E a Cris não era nada disso que a Andréia era, não tinha essa coisa assim de ser considerada uma personagem. Era apenas mais uma…”.

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MULTAS E PERUCA

Com a morte de Andréia de Maio, em maio de 2000, Cris passou a comandar tudo com mão de ferro. Diferentemente de Andréia, bebia bastante, abusava da força e tinha o costume de sair cobrando o que chamava de “multas” (em dinheiro ou objetos), assim, do nada. Aldrin relembra:

“Uma vez, saindo com uma amiga drag de uma boate, ela chegou transtornada, nos parou sem motivo e falou assim: ‘Nossa Pietra, adorei a minha peruca na sua cabeça’. Minha amiga entendeu o recado, sacou na hora as madeixas postiças da cabeça e deu pra ela. Cris era isso mesmo: meio bandida, traficante e tudo mais. Mas punha ordem naquele pedaço”.

Depois que Cris se foi, encerrou-se de vez o ciclo de cafetinas-travestis-poderosas no centrão paulistano. Alguns ficaram aliviados, mas colegas como Kaká lamentam a perda:

“Ela cafetinava, falava assim: ‘você vai parar nesse ponto, trabalhar e tudo bem, mas vai me pagar R$ 30 por noite’. A bicha pagava, trabalhava e não tinha ninguém enchendo o saco. E ,se aparecesse alguém pra encher, a Cris tocava dali. Essas aí da rua hoje vivem sendo assaltadas, vivem apanhando, não tem mais ninguém pra proteger. A rua ficou solta, muita bandidagem. Esse mito da guardiã da noite das travestis e dos michês terminou mesmo com a Cris Negão”.

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CURTA SOBRE CRIS NEGÃO

Cristiane Jordan, ou Cris Negão como era chamada, foi uma travesti cafetina do centro de São Paulo conhecida por seus métodos violentos de controle das outras travestis. Odiada e temida por uma legião, ela também tinha seus fãs, até que tragicamente foi assassinada com dois tiros na cabeça. O filme é um mergulho no universo das travestis, a partir dessa figura lendária do submundo de São Paulo.

Via Trip.

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Cultura

Literatura LGBT jovem e adulta no Brasil

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O último fim de semana na Bienal do Livro no Rio de Janeiro (06, 07 e 08 de setembro) foi bem agitado. Na noite de quinta-feira, o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, postou um vídeo retratando uma página de uma história em quadrinhos da Marvel, “Vingadores: A cruzada das crianças”, e ameaçou a editora de censura. A internet não deixou barato e começou a fomentar o movimento #CensuraNuncaMais e #LeiaComOrgulho.

Contrariando toda a democracia e pluralidade do país, o prefeito enviou fiscais até a Bienal do Livro para averiguar e recolher livros com conteúdo LGBTQ+. A desculpa? Proteger as crianças. A atitude foi respondida pelo youtuber Felipe Neto, que comprou o estoque de livros LGBTQ+ de diversas editoras, chegando ao número de 14 mil cópias, que foram distribuídas gratuitamente no evento. Os livros estavam envoltos em um saco preto com a frase “Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas”.

Com tudo isso que aconteceu, convidamos o Rodolpho Carvalho para falar um pouco da Literatura LGBTQ+ que está sendo produzida no Brasil. E tem livros para todos os gostos. A seguir conheça alguns dos autores nacionais e suas obras, com direito a links para acessar seus livros.

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Vitor Martins

Não tem como começar um texto sobre literatura LGBTQ+ no Brasil sem falar do Vitor Martins. Provavelmente é o maior nome atual do gênero jovem adulto (ou YA, sigla para Young Adult) em nosso país. Seu primeiro livro, Quinze Dias, foi publicado pela Globo ALT, um selo da Editora Globo que é cheio de representatividade. Tem pessoas gordas, bi, lésbicas, gays…

Já o segundo livro, Um milhão de finais felizes, teve seu estoque esgotado no dia 07 de setembro na Bienal do Livro no Rio de Janeiro. Vitor é superacessível em suas redes sociais e também é um desenhista de mão cheia. Se você está começando a ler agora, recomendo começar pelo Vitor. Para pessoas um pouco mais velhas que nem eu, tem o conto exclusivamente digital Jonas. Se você não chorar, vai precisar ler de novo.

O twitter de Vitor é: @vitormrtns.

Quinze Dias pode ser adquirido aqui. E Um milhão de finais felizes aqui.

Lucas Rocha

O Lucas só tem um livro publicado até agora. Você tem a vida inteira conta a história de Henrique, Ian e Vitor. Dois deles são diagnosticados como HIV+. Se você gosta de Drag, você vai gostar de Você tem a vida inteira.

Aliás, o livro do Lucas é um daqueles que você lê de uma vez só. Você consegue acompanhar a história dos três como se fossem seus melhores amigos.Lucas é bibliotecário e sabe bem como fazer uma história ser bem contada. O livro será publicado em 2020 pela Push nos Estados Unidos como Where We Go From Here. Quem tá importando agora é a gente, monamour.

O twitter de Lucas é: @lucasdlrocha.

Você tem a vida inteira pode ser adquirido aqui.

 

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Juan Jullian

Querido ex, é um dos melhores livros que eu já li em toda a minha vida. O final dele é surpreendente. Se você gosta de ler as últimas páginas do livro antes de começar a leitura, NÃO LEIA.

Se você gosta de música pop e de Taylor Swift, você está no lugar certo! (Viu, Juan, sua reputação te persegue). Foi o primeiro livro escrito por ele e, antes de sair pela Editora Transversal, foi auto publicado na loja virtual da Amazon. Segundo Juan, o que inspirou a história foi seu ex-namorado. Lembra do Vitor Martins ali em cima? A capa de Querido Ex, foi feita pelo Vitor!

O twitter de Juan é: @juanjullian_.

Querido Ex pode ser adquirido aqui.

Milly Lacombe 

Jornalista. Escritora. Roteirista. Foi comentarista esportiva na SporTV e RecordTV. Tem uma coluna na revista TPM e Trip. Trabalhou no programa Amor & Sexo da Rede Globo. E tem um livro maravilhoso chamado O ano em que morri em Nova York.

Seu trabalho é voltado para o público adulto, portanto, tem menos referências a cultura pop do que os anteriores. Além disso, é pautado com itens autobiográficos e que nos fazem pensar no que estamos fazendo com nossa vida. Se você não parar para meditar o Hooponopono depois que terminar O ano em que morri, eu te recomendo que faça isso agora.

O twitter de Milly é: @millylacombe.

O ano em que morri em Nova York pode ser adquirido aqui.

>  Dicas de Segurança LGBT, por Piranhas Team

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Olivia Pilar

Olívia é escritora, jornalista e pós-graduada em Marketing Digital pela PUC-MG e mestranda em Comunicação pela UFMG.

Olívia tem diversos contos publicados na Amazon e está na coletânea Formas Reais de Amar, e o que eu mais gosto de todos os textos escritos por ela é : Pétala. Dá um calorzinho no coração tão bom que a gente tem vontade de ler de novo e de novo. A Olívia também está na coletânea Qualquer clichê de amor – afinal de contas, todos nós precisamos de um, não é?

O twitter de Olivia é: @oliviapilar.

Pétala pode ser adquirido aqui. 

Delson Neto

Sucesso no Wattpad, o primeiro livro do Delson foi lançado em uma edição definitiva pela Plutão Livros.

O livro Diário Simulado é um cyberpunk que conseguiu ganhar prêmios na plataforma Wattpad e fãs por todos os lugares que passa. Além disso, Delson também criou um universo expandido para o mundo de Shura, inclusive com um conto que está na antologia Orgulho de Ser, da Rico Editora.

O twitter de Delson é: @delsices.

Diário Simulado pode ser adquirido aqui.

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Clara Alves

Clara é jornalista formada pela UFRJ e também venceu um prêmio no Wattpad, a plataforma literária gratuita.

Seu primeiro livro por uma editora grande, Conectadas, também é cheio de referências à cultura pop, o mundo dos games, corações partidos e com uma história de aquecer o coração.

O twitter de Clara é @altaexposicao.

Conectadas pode ser adquirido aqui

Rodolpho Carvalho

Te convido a conhecer meus livros: Um respingo de tinta, que conta a história de Amy e Bianca; A torre, o cálice e a tempestade, com diversos contos em diversos gêneros e, por fim, Do outro lado da linha, que, infelizmente, é com um casal hetero! Mas a história é boa, eu juro!

Um respingo de tinta pode ser adquirido aqui. E A torre, o cálice e a tempestade aqui.

Há muito mais livros por aí com muitos outros autores. No mais, eu recomendo que caso você queira se manter antenado a esse universo a partir de agora, siga a Agência Página 7 (@agenciapag7), que tem um catálogo de autores brasileiros em seu cast, sendo que todos eles são plurais. Há uma lista de livros disponíveis no Kindle Unlimited, a plataforma da Amazon, para você conhecer um pouco mais da literatura jovem brasileira, para acessá-la clique aqui.

Matéria produzida por Rodolpho Carvalho, o sigam no twitter em @rodcrvl.

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PODCAST

Recentemente lançamos um podcast especial intitulado LGBTS na Literatura. Neste programa conversamos sobre o livro “Reconstruindo Amora”, da Giulianna Palumbo, e sobre a representatividade LGBT na literatura. Para ouvi-lo basta dar play no player abaixo. Se quiser ouvir o podcast em outras plataformas acesse aqui.

Disponível no Youtube também.

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Brasil

Documentário | Efeito Queen

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Rafael Dias, ou Lea Farsaid seu nome drag, formou-se formei em publicidade no final de 2018, que concluiu seu curso apresentando seu TCC. Para o tema, ele produziu um documentário sobre a arte drag. A ideia surgiu da necessidade de explicar sobre do que se trata essa arte e o quanto ela vem impactando a sociedade capitalista de modo geral.

Junto com sua parceira de TCC, Thalita Santos, buscaram drag queens que pudessem representar possibilidades distintas do que a arte drag permite. E como essa arte contribui de forma decisiva para a visibilidade das pessoas LGBTQ+, mostrando a relação disso com o padrão de consumo da sociedade. Assim, foi possível dar vida ao documentário Efeito Queen.

Thalita Santos e Lea Farsaid.

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Durante as entrevistas, foi constatado que ser drag queen vai muito além de uma maquiagem bonita, roupas e cabelos extravagantes, trata-se de um ato político, da representação viva do que espera a comunidade LGBTQ+.

Além de explorar o histórico da arte drag, a dupla realizou uma apresentação que mostra as rainhas como um nicho em ascensão que deve ser observado e no qual o mercado deve investir. E concluíram que, apesar de diferentes formas de viver sua arte, as drag queens possuem o mesmo objetivo: conquistar respeito e reconhecimento pelo seu trabalho.

Assista ao documentário Efeito Queen a seguir.

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Drag Queens

As rainhas de RuPaul’s Drag Race que são pais na vida real

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Os fãs conhecem RuPaul como Mama Ru, mas ela não é a única “mãe” em Drag Race. Saiba quem são as quatro rainhas de Drag Race que são maravilhosos pais na vida real.

TEMPEST DUJOUR

DuJour, também conhecido como Patrick Holt, participou de apenas um episódio na 7ª temporada. Mas ele é o verdadeiro campeão para seus dois filhos. Patrick que é professor da Universidade do Arizona em entrevista contou:

“É um equilíbrio difícil, ser pai, fazer drag e ter uma carreira acadêmica. Eu comecei a fazer drag há dez anos atrás. Eu comecei tarde, na verdade eu realmente comecei meio atrasado”.

Tempest na praia com sua filha e filho.

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MRS. KASHA DAVIS

Casado com duas filhas, Mrs. Kasha Davis, ou Ed Popil, muitas vezes publica sobre sua família nas redes sociais. Anteriormente casado com uma mulher, a rainha da sétima temporada é padrasto de duas garotas, agora moças.

Mrs Kasha Davis com suas filhas e marido

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NICOLE PAIGE BROOKS (from Atlanta Georgia)

Esta rainha da segunda temporada tem um filho chamado Lukas, que ela mencionou várias vezes durante sua passagem em Drag Race. Em uma entrevista concedida na época que a S2 foi ar Nicole revelou:

“Lukas não é meu filho biológico. Sua mãe, Shannon, é minha melhor amiga e seu parceiro faleceu logo após o nascimento de Lukas. Então quando eu tinha meus dias livres eu ia ajudar Lukas todos os dias enquanto Shannon trabalhava. Nós evoluímos para uma unidade familiar e estamos planejando iniciar o processo de tornar tudo legal este ano. Estou muito animada para colocar no papel. Com ou sem esse papel, Lukas será sempre meu filho”.

Nicole e Lukas

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TYRA SANCHEZ

A campeã da segunda temporada de Drag Race, Tyra Sanchez, também conhecido como James Ross IV, falou publicamente sobre se tornar pai aos 17 anos.

Ao longo de sua adolescência e início dos 20 anos, James ficou sem teto, em parte porque o nascimento de Jeremiah criou uma separação entre Ross e seus próprios pais. Durante anos, ele transitou entre vários sofás de amigos e familiares solidários. Ele pegava carros emprestados para passar um tempo com seu filho em crescimento e sua melhor amiga, a mãe de Jeremiah. Ao longo do caminho, ele descobriu uma profissão improvável, a arte drag. Tyra revelou:

“Ter Jeremiah quando eu tinha 17 anos salvou a minha vida”.

Jeremiah nasceu em 2005 e James passou por inúmeras dificuldades para criar seu filho, correndo o risco de perder sua custódia. Mas hoje, aparentemente, tudo está normalizado.

Tyra e seu filho Jeremiah

Registro antigo de Tyra e Jeremiah brincando diante de uma câmera.

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Menção honrosa: A’KERIA DAVENPORT

Durante a S11 a rainha revelou que assumiu a guarda legal de seu sobrinho, pois seu irmão estava preso e se nenhum familiar o fizesse a criança iria parar num orfanato. A’keria se orgulha muito de seu sobrinho-filho e sempre posta foto com ele em suas nas redes sociais. Então temos aqui nosso quinto papai.

Sobrinho de A’keria Davenport

Meus sinceros FELIZ DIA DOS PAIS, para os pais LGBTs e aos pais de LGBTs que acolhem, protegem, respeitam, celebram e se orgulham de seus filhos.

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Drag Queens

Pabllo Vittar é um farol de esperança para a comunidade LGBT no Brasil pt2

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Apesar de ter motivos justos para preocupação, as pessoas queer no Brasil estão se levantando para lutar contra a intolerância e a violência que enfrentam. “Somos resistentes, somos ferozes, somos fortes e lutamos juntos por nossos direitos”, diz Pabllo quando perguntamos como é a comunidade LGBTQ no Brasil neste momento. Mais importante, ela acredita que as coisas vão melhorar.

“Estamos criando consciência sobre isso, então acho que estamos avançando nesse assunto. É um caminho longo, mas se todos fizermos a nossa parte como indivíduos, seremos capazes de realizar algo maior no final”.

Assim como momentos históricos de igualdade como A Revolta de Stonewall e a luta pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo exigiam que membros da comunidade LGBTQ deixassem de lado suas diferenças para se unirem como uma só força, Pabllo percebeu que seus irmãos e irmãs queer se unem contra o reinado de Bolsonaro.

“Estamos fazendo isso juntos, o que é o mais importante. Nós temos que ficar juntos e lutar juntos, assim somos mais fortes. Um amigo meu uma vez me disse: ‘Temos que lutar juntos com um sorriso no rosto e alegria em nossos corações’. Vivemos sob o preconceito toda a nossa vida, e não vamos fazer nada diferente dessa vez. Acho que precisamos lutar, mas educar as pessoas ao mesmo tempo, mostrando que somos apenas pessoas comuns tentando ganhar a vida e ser felizes, o mesmo que todos os outros”.

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Com 24 anos de idade, com uma série de hits de sucessos amados e apresentações internacionais em seu currículo, Pabllo está no topo do mundo. Mas seu começo foi humilde. Nascido Phabullo da Silva em São Luís e criada por sua mãe – que apóia plenamente sua escolha de carreira – Pabllo descobriu um amor por cantar quando estava na adolescência, onde ela cantava suas canções favoritas para a família e amigos, uma paixão que mais tarde começou a filmar para compartilhar online. Ela começou a maquiar o rosto aos 16 anos, e encontrou a coragem de sair em drag para seu aniversário de 18 anos usando o pseudônimo de Pabllo Knowles, uma homenagem a – sim, você adivinhou – a incomparável Queen Bey.

“Minha maior inspiração é Beyonce, ela é perfeita. Eu vi seu último show com Jay-Z e eu estava engasgando. Eu segui toda a sua carreira. Ela é a maior e mais incrível diva da nossa geração”.

As primeiras grandes atenções voltadas para Vittar aconteceram quando ela fez um cover na TV de I Have Nothing de Whitney Houston, naquela altura tendo adotado o nome Pabllo Vittar, posteriormente lançou um EP com músicas originais. O single principal, Open Bar, recebeu mais de um milhão de visualizações em menos de um mês e atraiu a atenção da indústria musical. Pouco mais de um ano depois, Pabllo chegou com força total com o lançamento de seu álbum de estúdio de estreia, Vai Passar Mal, conseguindo preencher a lacuna entre o drag, que tem sido historicamente uma arte marginalizada e música popular.

“Às vezes sinto que são a mesma coisa. Drag me deixa confiante, a música me fortalece e, juntas, elas fazem eu me sentir invencível”.

 

Ser drag queen certamente ajudou a diferenciá-la da multidão e abriu importantes conversas sobre gênero e identidade no processo, mas nem sempre foi uma vantagem para Pabllo. Sobre sua jornada para o sucesso na indústria da música ele revelou:

“Eu não sei quantas vezes a resposta foi ‘não’, podíamos ver a discriminação nos olhos deles. No Brasil, a arte drag sempre foi algo para ser mantido nas sombras de pequenas boates e não na grande mídia, então todo ‘sim’ que recebemos foi uma vitória. E não sou só eu, havia muitos artistas LGBTQ que romperam essa barreira e agora estamos em todos os lugares”.

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Ela está certa; apesar da ameaça de discriminação, a cena musical queer do Brasil está prosperando. Há Rico Dalasam, um rapper negro gay que trabalhou com Pabllo no single Toda Dia; Gloria Groove, uma colega drag que canta como uma mulher e faz rap como um homem, abrangendo gêneros de R&B e soul até mesmo o funk brasileiro com facilidade; e Quebrada Queer, o primeiro grupo de rap abertamente LGBTQ da América Latina, todos os quais receberam milhões de visualizações no YouTube. Com isso Vittar afirmou:

“Não vamos mais nos esconder nas sombras”

Juntamente com um EP e dois álbuns de estúdio muito amados, Pabllo comprovou seu potencial para parceria ao colaborar com alguns dos nomes mais populares da música. Ela conseguiu uma aparição ao lado da devassa filósofa da Internet CupcakKe e da rapper Brooke Candy na faixa I Got It, de Charli XCX, e se apresentou com a ex-vocalista do Black Eyed Peas, Fergie, no Rock in Rio 2017. Este último lhe rendeu elogios do ator brasileiro Fabio Assunção, que escreveu em um post no Facebook: “Você representa a possibilidade da verdade em um mar de hipocrisia. Sua figura pública é a voz de muitas pessoas sufocadas”.

A maior colaboração de Pabllo veio com o sucesso de verão Sua Cara, uma parceria com a célebre diva pop Anitta para o EP Know No Better de Major Lazer, o videoclipe está a caminho de alcançar meio bilhão de visualizações no YouTube. Aqui, Pabllo não é uma drag queen tentando se encaixar, ela é uma artista de pleno direito que consegue se manter a altura do melhor do Brasil, e é tão desejável para o olhar masculino quanto as dançarinas que a cercam. “Ele é lindo e um verdadeiro príncipe”, diz ela sobre o hitmaker Diplo, que é responsável por um terço da equipe de produção Major Lazer. Os dois, uma drag queen gay e um hétero, tornaram-se amigos improváveis ​​depois que Pabllo fez um cover da faixa do trio, Lean On, e continuaram a trabalhar juntos regularmente. Eles compartilharam um beijo no vídeo da música Então Vai, que Pabllo diz que era “como comer Jambo”, e recentemente se apresentou no Coachella.

“Foi super divertido e maravilhoso trabalhar com ele. Ele tem sido super solidário desde o início da minha carreira”.

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Como uma das maiores drag artists do mundo, você pensaria que um pequeno show chamado RuPaul’s Drag Race estaria perdendo a oportunidade de levar Pabllo a bordo; tem havido muitos rumores de que ela aparecerá como uma jurada convidada, no fim das contas. Perguntamos se ela já foi contatada pelos produtores, mas surpreendentemente ela não foi. Ela ri e pede:

“Por favor, Ru, entre em contato comigo!. Eu sou uma super fã. Drag Race foi a razão pela qual eu comecei a fazer drag. Então eu devo a Ru. Eu vou dizer de novo: Me chame, Ru!”

Se não no painel, ela participaria como participante do programa?

“Eu acho que não. Deixe-me dizer o porquê: eu posso fazer minha maquiagem, eu posso fazer meu cabelo e eu posso cantar, mas mana, eu não sei costurar! Eu não posso fazer muitas das coisas que as rainhas ferozes fazem naquele show. Eu realmente quero fazer parte do programa, mas como concorrente eu seria um desastre completo”.

Enquanto mantemos nossos dedos cruzados para uma reunião entre duas de nossas lendas favoritas, nos manteremos contentes sabendo que um novíssimo álbum de músicas inéditas de Pabllo está em produção, no qual veremos a cantora e compositora cantar em Inglês pela primeira vez.

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“Estou trabalhando em um EP com letras em português, inglês e espanhol, alguns recursos e um monte de novidades para meus fãs. Eu não posso esperar para finalmente lançar essas novas músicas para vocês.”

Entre o lançamento músicas novas e uma apresentação no New York City Pride, que ofereceu “muita coreografia, batidas brasileiras e, claro, muito amor”, 2019 pode muito bem ser o ano em que Pabllo domina o mundo.

Confira a primeira parte clicando aqui.

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Destaques

Pabllo Vittar é um farol de esperança para a comunidade LGBT no Brasil (pt1)

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Seu país de origem, o Brasil, tem a maior taxa de homicídios de pessoas LGBTQ no mundo, e recentemente elegeu um presidente abertamente homofóbico que disse que prefere que seu filho morra em um acidente de carro do que voltar para a casa com um namorado. No entanto, temos aqui uma orgulhosa drag queen gay representando a vibrante comunidade queer do Brasil em escala global, ostentando o maior número de seguidores do Instagram no mundo (8,3 milhões) e fazendo números estratosféricos no YouTube (seu vídeo mais bem sucedido atualmente é K.O. e contém a incrível marca de mais de 333 milhões de visualizações).

Ela se tornou a primeira drag queen a ser nomeada para um Grammy com sua colaboração com Major Lazer Sua Cara. E seu single Todo Dia, que traz as letras gloriosas: “Eu não espero o Carnaval chegar para ser vadia, sou um todo dia, sou todo dia”, tornou-se o hino não oficial das celebrações do carnaval de 2017 no Brasil. A importância deste sucesso comercial para um indivíduo LGBT com certeza não passa despercebido para Pabllo.

“Eu sei que sou uma parte de toda uma comunidade LGBTQ, e eu sei as responsabilidades que acompanham isso. É por isso que estou aqui. É incrível trazer a arte do drag e da música para o mercado popular no Brasil. As pessoas devem saber que somos talentosos e merecemos o nosso holofote”.

Como um homem abertamente gay que dá o dedo do meio às expectativas de gênero, alternando regularmente entre apresentação masculina e feminina nas mídias sociais (embora ela prefira pronomes femininos quando está em drag), Pabllo ganhou seu status de voz para a comunidade LGBTQ do Brasil. Ela é o antídoto perfeito para o atual clima político e um farol de esperança para aqueles que se sentem oprimidos por quem eles são.

“Recebo todo tipo de mensagens [dos fãs], mas as que me fazem mais feliz são quando [os fãs] se sentem mais fortes por causa da minha música, se sentem felizes e têm um relacionamento melhor com a família – mensagens de aceitação e amor! É lindo e faz o meu trabalho valer a pena. Não se trata apenas de drag e música, é também de fazer a diferença no mundo”.

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Muitos dos hits de Pabllo, cantados em seu tom nasal instantaneamente reconhecível, se tornaram hinos para aqueles que se sentem diferentes graças à sua natureza festiva e mensagens inclusivas. “Eu continuo dizendo que tudo vai ficar bem, e minhas lágrimas vão secar, tudo vai ficar bem, e essas cicatrizes vão se curar”, ela canta em Indestrutível, uma balada emocional sobre como superar a dor que ela experimentou na vida. O videoclipe que acompanha a canção é prefaciado pela estatística preocupante de que 73% dos jovens LGBTQ no Brasil são vítimas de bullying e violência na escola, algo que a própria Pabllo experimentou enquanto crescia. É por isso que o objetivo dela é compartilhar uma mensagem de respeito mútuo através de sua música. Seu mantra pela vida é:

“Seja você mesmo, respeite e ame a si mesmo e às outras pessoas. Eu quero que as pessoas saibam que você pode ser quem você quer ser e ninguém pode dizer o contrário. Todos devem saber que são lindos e maravilhosos como são. O tempo todo”.

Pode ser uma mensagem simples, mas é uma que parece ter sido perdida por muitos em seu país de origem. Somente nos últimos anos, os crimes de ódio contra LGBTQ atingiram um recorde histórico; a homossexualidade foi declarada uma doença e a conversão gay “terapia” foi legalizada (embora essa decisão tenha sido posteriormente anulada); e o já mencionado Bolsonaro – que removeu as preocupações com direitos LGBT sobre as responsabilidades do Ministério de Direitos Humanos em seu primeiro dia no cargo – assumiu o controle, o que Pabllo descreve como uma mudança “realmente horrível e estranha” na atmosfera.

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Ela deixou sua postura clara quando, durante uma apresentação eletrizante no Prêmio Multishow 2018, ela gritou “Ele não”, um slogan viral e uma hashtag usada por aqueles que se opunham ao novo presidente e suas opiniões discriminatórias. É claro que não é só o Brasil que está envolvido cada vez mais com políticas de direita, como a cantora aponta com razão.

“Parece que uma ‘nuvem conservadora’ está se espalhando por todo o mundo e tornando as pessoas mais racistas e homofóbicas. Eu sinto a homofobia todos os dias aqui no Brasil, está em toda parte e precisamos ser cautelosos o tempo todo”.

Confira a segunda parte clicando aqui.

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Cultura

+18 | Yvie Oddly aparece nua em videoclipe

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Durante o fim de semana da DragCon LA 2019 (24 a 26 de maio) um visitante questionou algumas drags da S11 sobre quem mais usava fita para realizar o “tuck”. Todas que participaram do vídeo responderam Yvie Oddly, porque ela tem o pênis grande e precisa de muita fita para esconder “TUDO” aquilo.

Obviamente fiquei curiosa para ver o “tal” membro de Yvie e para minha surpresa a rainha Oddly apareceu num videoclipe da música Get 2 Kno Me da artista Yaysh (de 2018) completamente nua. Veja a seguir algumas capturas de tela da nossa querida rainha desmontada e nua ao lado de vários outros figurantes nus.

Apenas prossiga se você for maior de 18 anos.

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Um destaque maior para Yvie que segue ao fundo.

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Para quem estiver curioso apenas para ver os “atributos” de Yvie, a queen aparece de nu frontal a partir de 2min8seg. Não dá para ver muito, mas dá para ter uma noção, boa diversão!

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Celebridades

Todrick revela porque não é mais jurado fixo em Drag Race

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Todrick concedeu entrevista ao portal britânico Gay Times, no qual falou sobre seu novo álbum e carreira. O ator também conversou sobre Drag Race e revelou porque não será jurado fixo da competição como foi durante o All Stars 2, confira a seguir os destaques do bate-papo.

Você é um colaborador frequente de Drag Race desde 2015 – o que continua trazendo você de volta ao show?

Bem, eu amo trabalhar com RuPaul. Eu acho que você pode dizer muito sobre alguém pelo número de pessoas ao seu redor e por quanto tempo essas pessoas estiveram lá. Todas as pessoas que estiveram com RuPaul estiveram com ele quase toda a minha vida, 30 anos ou mais. Ele é uma pessoa incrível, ele tem sido um mentor incrível para mim, ele é tão real e muitas pessoas afirmam ser reais em Hollywood, mas não são. Eu sei que eu nunca vou pedir a ele para fazer algo e ele se sentirá pressionado a fazer isso, eu sei que ele sempre vai me dar uma opinião honesta sobre qualquer coisa. Essa é uma qualidade rara de se ter, e ele sempre faz isso de uma maneira gentil e amorosa, e é algo que você deve manter ao seu redor.

Eu também sinto que, ao longo da história, pessoas gays e artistas gays especificamente não receberam o crédito que merecem por cabelo, coreografia, figurino, moda. Acho que agora Drag Race está colocando essas pessoas, que nunca teriam tido uma oportunidade, para brilhar e por isso está na vanguarda. Eles estão criando, não apenas cultura gay, mas RuPaul’s Drag Race é cultura popular e está ganhando o Emmy Awards e colocando as pessoas em uma grande plataforma.

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Para mim, fazer parte disso, mesmo sendo uma pequena engrenagem na máquina é uma oportunidade incrível. Eu sinto que é tão épico e icônico que eu faria isso de graça. Eu estaria lá toda vez que eles precisassem de mim. Eu adoro fazer parte desse time porque realmente parece uma família e não sou só eu dizendo isso. Há muitos shows que não parecem família, é apenas trabalho. Todos nós fazemos o show porque amamos estar lá e eles são extremamente leais às pessoas que trabalham lá. Eu sempre sei que eles vão me ligar de volta e se eles não me ligarem, é porque os nossos horários não foram alinhados.

Há algumas rainhas que provavelmente não voltariam ao show, porque elas fizeram uma passagem tão ruim, mas a produção não nega a elas a oportunidade de aparecerem na gravação de uma Grande Final, e serem parte de uma grande família, de participarem da DragCon, essas coisas. Ainda é um grupo muito familiar e uma empresa de produção, e eu adoro isso. Parece a minha casa e vou continuar fazendo isso, não importa o quão bem sucedido ou mal sucedido minha carreira esteja.

Você foi jurado regular durante o All Stars 2. Você voltaria como jurado fixo no painel de Drag Race?

Eu não acho que é algo que eu faria e não é porque eu não quero, mas eu não acho que é o meu ponto forte. Mesmo que eu tenha muita atenção no programa por ser malvado ou impaciente com as rainhas, acho que deveríamos estar nos esforçando para ser a melhor versão que podemos ser. Eu amo o fato de que agora estou em um lugar onde estou fazendo algo em um campo específico. Eu nunca fui um comediante, acho que Ross Matthews e Carson Kressley são tão icônicos e tão ridiculamente espirituosos, e esse não é meu ponto forte.

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Eu realmente gosto de ajudar essas rainhas que vieram dessas pequenas cidades a realizar algo que elas nunca pensaram que seriam capazes de fazer. A maioria delas nunca pisou em uma aula de dança, elas não sabem diferenciar o lado direito delas do esquerdo, e quando eu as vejo lá em cima do palco realizando essas coreografias de dança que são realmente difíceis de fazer, eu me sinto realmente realizado. Isso as ajuda a perceber que elas são estrelas.

Muitas vezes, quando adultos, desistimos de tentar algo novo, porque pensamos: ‘Isso não é o que eu sou bom, é nessa área que sou bom e é onde eu vou ficar’. Eu apenas acredito que se continuarmos com essa mentalidade, teremos que questionar se estamos realmente vivendo a vida ou se estamos apenas existindo.

Eu adoro o fato de nós as desafiarmos e as fazermos enfrentar seus “sabotadores internos”, como RuPaul sempre diz. E instigamos as competidoras a serem vulneráveis ​​diante de milhões de pessoas.

Eu amo isso, mas não acho que gostaria de ser um jurado em tempo integral novamente. Estou muito feliz em participar do programa, treinando-as através de ensaios vocais e coreografias. É um ajuste melhor para mim! Eu não sou uma pessoa muito tímida, mas fico muito nervoso. Eu amo muito RuPaul, ele é um ídolo meu, que toda vez que ele me pede para dizer algo, eu nunca consigo entender isso. Eu estou sempre suando em minhas calças. Eu queria que você pudesse ver debaixo da mesa, porque Michelle Visage está sempre segurando minha perna porque eu me encolho toda vez que estou no programa. Eu me sinto muito honrado por estar lá.

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Este ano é o 50º aniversário da Revolta Stonewall. O que o Orgulho LGBT significa para você em 2019?

Eu me lembro de quando fui a uma Parada LGBT pela primeira vez e eu estava com tanto medo que as pessoas me vissem lá ou que algo horrível fosse acontecer conosco. Eu não me senti seguro lá, e agora a Para do Orgulho em 2019 significa um lugar de aceitação e inclusão e que as pessoas podem ir até lá e ser quem elas querem ser, seus verdadeiros eus. É um momento para a família, para aliados, para pessoas gays, pessoas trans, pessoas não-binárias, todos para se unirem e celebrarem a vida e o amor. Eu absolutamente amo isso e sou muito grato por fazer parte disso este ano. Eu não posso esperar para compartilhar minha música e ter todos reunidos, não apenas pessoas LGBTs, mas todas as pessoas, dançando e cantando e se divertindo muito.

Para ler outras entrevistas clique aqui.

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Drag Queens

Bob The Drag Queen faz incrível homenagem ao Orgulho LGBT

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A campeã da oitava temporada de RuPaul’s Drag Race, Bob The Drag Queen, fez um ensaio fotográfico especial representando as cores da bandeira do arco-íris, símbolo do Movimento LGBT. Confira a seguir o significado de cada cor de acordo com o ensaio especial #BobForPride.

ROXO

es · pi · ri · to / a parte não-física de uma pessoa que é o centro das emoções e do caráter; a alma.

Look criado por Pinwheel Pinwheel.

O espírito da comunidade queer está entre os mais fortes que existe. Nós resistimos ao teste do tempo nos ombros de fortes ativistas queer. Nós não compartilhamos um vínculo de sangue, compartilhamos algo mais forte, o senso de comunidade.

AZUL

har · mo · nia / A qualidade de formar um todo agradável e consistente.

Look criado por Rey Ortiz. (Foto por Jacob Ritts)

Quando penso na comunidade queer, penso em totalidade. Mesmo no difícil clima político de hoje, posso encontrar unidade e união com muitos de minha família queer.

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VERDE

na · tu · re · za /

Look criado por Anna Slotterback. (Foto por Jacob Ritts)

Os fenômenos do mundo físico coletivamente, incluindo plantas, animais, a paisagem e outras características e produtos da terra, em oposição aos humanos e suas criações.

AMARELO

sol · luz / luz do sol

Look por Diego Montoya. (Foto por Jacob Ritts)

Saindo da escuridão e indo para a luz. Nós marchamos pelas avenidas das maiores cidades do mundo em plena luz do dia, sem medo e orgulhosos. (Primeiro a bolsa)

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LARANJA

cu · ra. /  o processo de fazer ou tornar-se saudável ou ficar saudável novamente.

Look criado por Lashauwn Beyond. (Foto por Jacob Ritts)

Na noite dos motins de Stonewall, onde ninguém foi morto, a comunidade gay sentiu-se quebrada. O processo de cura é lento e ainda temos progresso para fazer. Não seremos totalmente curados até que todos os membros da comunidade LGTBQ + estejam totalmente protegidos pela lei e se sintam à vontade neste mundo.

VERMELHO

vi · da / princípio ou força que é considerado subjacente à qualidade distintiva dos seres animados.

Look criado por Dallas Coulter. (Foto por Jacob Ritts)

“Nós não morreremos mais de mortes secretas. O mundo só gira para frente. Nós seremos cidadãos. A hora chegou… Vocês são criaturas fabulosas, cada uma e todas. E eu te abençoo: Mais Vida. A Grande Obra Começa”. – Tony Kushner, Anjos na América.

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DESIGNERS

Uma coisa importante a ser pontuada com esse ensaio é o fato de Bob ter publicado em suas mídias sociais fotos e vídeos com o designers criadores dos looks que ela usou. Mostrando que Drag também é uma arte colaborativa feita por muitas cabeças e mãos, provando que somos uma comunidade de verdade. Uma das designers foi Lashauwn Beyond, mulher trans e drag participante da quarta temporada de Drag Race.

Bob The Drag Queen e Lashauwn Beyond.

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Em Alta

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