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Entrevistas

Entrevista | Conheça Saullete, o criador por trás da Draglicious, maior portal drag do Brasil

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Foto: Saullete com Latrice Royale da 4ª temporada de Drag Race.

Draglicious é mais do que um fã clube de Drag Race, é um portal de notícias sobre a comunidade LGBT. Nessa plataforma, é discutido diversos assuntos que incomodam e chocam as pessoas. Com o intuito de levar informação a todos, Saullete, faz um incrível trabalho discutindohomofobia, transfobia e racismo dentro da própria comunidade LGBT. Além disso, seu site é rico em informações sobre as participantes e a apresentadora do programa Rupaul’s Drag Race, inspiração que o levou a criar a página, cultura pop e questões de gêneros, tanto do Brasil quanto no mundo todo. Confira:

Imagem promocional do All Stars 4.

Como surgiu a ideia de criar a página?
Eu comecei a ver Drag Race sozinho e descobri grupos fechados no Facebook, eu percebi que esses grupos não me atendiam, então decidi criar o meu próprio em 2014, com o nome de Drag Deluxe, nele a gente falava sobre Drag Race e coisas de Drag em geral, sem a chateação que via em outros lugares. Lá fiz várias amizades, que mantenho até hoje. Uma dessas amizades foi o Gilberto Melo que eu coloquei como administrador do grupo. A gente sempre tinha ideias do que postar no grupo aí decidimos por fim criar uma página.
Por que você decidiu ir além do facebook e criar outras redes sociais como o Twitter, instagram, Tumblr e o site? 
A Draglicious nasceu em 2015 e no início era uma extensão do Drag | Deluxe. No fim de 2017, o Facebook começou a penalizar quem postasse vídeos que infringirem os direitos autorais e isso me atingiu muito, depois de várias penalidades o Facebook acabou excluindo minha conta pessoal e eu decidi dar mais atenção a outras redes sociais como o Twitter e Instagram. Já o site, eu criei porque eu queria um lugar que não tivesse tanta restrição de conteúdo, e essa foi a melhor decisão que tomei.

Foto promocional de Shangela para All Stars 3

Você conta com a ajuda de alguém para cuidar de todas as plataformas digitais, ou faz tudo sozinho?
Hoje, basicamente, apenas eu que crio conteúdo para a Draglicious. O meu antigo parceiro me ajudou muito a fazer a Draglicious crescer, mas no momento ele está com a vida muito atarefada e não pode se dedicar às redes sociais. Então eu assumi essa responsabilidade sozinho, e estou tranquilo com isso, as vezes é muito exaustivo mas eu adoro. Quanto ao site, eu posto praticamente tudo nele, mas tenho ajuda de um grande amigo que me auxilia, pois ele também possui uma página sobre o mesmo conteúdo.
Como surgiu essa paixão por gerar entretenimento?
Eu sempre fui muito curioso e conforme eu crescia, ia expandindo minhas áreas de interesse. Sempre gostei de apreciar uma infinidade de produtos de entretenimento que nem sempre são compatíveis. Eu gosto dessa diversidade de arte e não só consumir coisas rotuladas como “LGBT”, afinal o que é “cultura LGBT”? Nós LGBT’s produzimos conteúdo universal, que qualquer um pode apreciar. O que eu acho é que entre nós há coragem de assumir as coisas que gostamos, seja na música, no cinema ou nos vídeo games.
Hoje, você produz conteúdos de música pop, além do universo LGBT que a Draglicious já costuma trabalhar. Como você produz todos esses conteúdos? 
Eu sempre fui muito antenado no que está ao meu redor e acho fantástico poder compartilhar com as pessoas aquilo que me toca de alguma forma a partir do meu olhar. E essa é uma forma de estar sempre me mantendo atualizado com o que está bombando na cultura pop. Além disso, ser humilde e receptivo com as pessoas me ajuda muito. Nas minhas redes sociais, eu deixo disponível a opção de contatos para qualquer um que quiser conversar comigo, assim as pessoas me enviam sugestões do que postar. E eu acho isso fantástico.

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Mas como você produz notícias e conteúdos para seus leitores?

Ah sim, eu sigo muitos portais de notícias e fofocas, pois eles sempre trazem novidades relevantes para cultura pop. Eu também acabei criando um bom faro ou extinto para criar conteúdo, então por mais que estejamos num momento de escassez de notícias sobre drags, por exemplo, eu quebro a cabeça um pouco e acabo produzindo alguma coisa bacana para as pessoas se divertirem e comentarem.

Jujube e Raven durante o All Star 1

Quando você criou o Drag Deluxe, qual era o seu objetivo? 
O meu objetivo principal sempre foi construir com as pessoas um ambiente agradável de troca, e acho esse desejo muito bom para isso, essa relação entre autor e leitor.
O que é necessário para ter êxito nas redes sociais, produzindo conteúdos de sua preferência? 
Então, não ter preconceito quanto ao que postar é essencial, pois mesmo que eu ache que um conteúdo não seja tão interessante, ele acaba tendo público. Eu sou formado em publicidade e propaganda, então ser curioso e consumir de tudo sem preconceitos faz parte do meu trabalho e por mais que eu não atue na área de marketing ou propaganda atualmente, hoje vivo para a Draglicious. Muito do que eu emprego no meu portal vem da minha formação em publicidade e dessa curiosidade infantil que carrego até hoje.
 
 Já passou por alguma situação que te fez querer desistir?
Já passei por muitas situações de querer desistir. Meu público é diversificado, mas infelizmente o fandom de Drag Race é muito tóxico. E o meu diferencial é não falar só da parte de entretenimento de Drag Race e outras séries, mas também de problematizar comportamentos que acho problemáticos, seja em Drag Race sendo racista e transfóbico ou seja no fandom que já provou ser muito racista, então por isso parte desse fandom acha maravilhoso me atacar.
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Foto promocional de Bebe Zahara Benet para All Stars 3

Como são esses ataques que você sofre por postar conteúdos que nem sempre agradam a maioria? 
Então, tem grupos do Facebook que parece viver para o ódio e acabam me elegendo como saco de pancada. Dependendo do que posto, vem uma chuva de críticas, ataques e ódio. E eu faço isso tudo porque amo arte Drag, porque quero ver minha comunidade LGBT unida, mas tem horas que só me sobra ódio. E isso me dói, porque colocam em xeque tudo que construí, muita das vezes sozinho e sem nenhum reconhecimento, nem mesmo monetário.
Você disse que não recebe reconhecimento monetário, como você faz para manter o site? 
O povo acha que Draglicious dá dinheiro, mas não dá, e na verdade me dá é despesas, tanto que os anúncios do site, não rendem nada relevante e servem basicamente para manter o site rodando, então ele próprio só paga suas próprias despesas.
Como você lida com esse ódio gratuito que você sofre por essa parte dos fãs do programa? 
Depois que o site ganhou vida, esse ódio até piorou, teve gente pegando foto pessoal minha e debochando em grupos a ponto de fazerem chacota com até coisas de cunho racista, tudo porque não sigo o fluxo de só falar mal das drags perseguidas, e por ter coragem de apontar aquilo que não acho legal, seja do show, das drags ou de RuPaul. E é muito triste perceber que um grupo tão marginalizado que deveria ser mais receptivo, é tão tóxico assim. Enfim, mesmo com todo esse ódio contra a Draglicious, eu não deixo me abater.

O que te motiva continuar apesar de todos esses ataques e a falta de reconhecimento? 
Quando eu fico chateado, eu desabafo nas redes sociais e dou um tempo delas. Mas aí vem o outro lado, os fãs que amam o que faço e demonstram seu carinho. No fim é isso que importa para mim, pois o que eu faço é para os fãs da arte Drag. Ler que eu ajudei alguém num dia ruim, me deixa nas nuvens. Eu já recebi muitas mensagens lindas de agradecimentos. No mais, se eu tenho haters é sinal que estou no caminho certo, pois o sucesso incomoda, vou focar no amor que ganho muito mais.
Como você dribla sua vida pessoal com os cuidados que a Draglicious exige?
Ser dono do próprio negócio é não ter férias nunca, e a Draglicious é meu negócio. Minha rotina é até tranquila, todo dia pela manhã me exercito. Então eu acordo, preparo um post, jogo no site e divulgo nas redes sociais. Aí vou pedalar, uso bicicleta ergométrica na garagem de casa, então posso ler, ouvir música… A tarde eu descanso e aí nesse momento vejo séries, filmes. Mas sempre estou antenado para produzir conteúdo para Draglicious, então se sai algo urgente eu faço o post e público. Mas é isso, comigo não tem tempo ruim.
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Quais são seus planos, desejos e objetivos para o futuro da Draglicous? 
Eu sempre sou pé no chão, depois de muito quebrar a cara com projetos passados eu percebi que não dá para abraçar o mundo, então faço uma coisa de cada vez. Logo, quero que Draglicious continue se mantendo relevante e conquistando cada vez mais público e notoriedade, também desejo que role parcerias comerciais, patrocínios. Curto muito o trabalho que faço na Draglicious, então seria fantástico receber por isso, pois eu poderia me dedicar integralmente a esse projeto e ainda aumentar minha equipe de trabalho, ou até mesmo viajar para cobrir eventos drags e LGBTS em outras cidades do Brasil.
O que você deseja para o futuro da Draglicous? 
Eu não consigo visualizar um objetivo tão concreto no momento, mas eu curtiria fazer eventos com a marca Draglicious, para poder apresentar o talento das Drags brasileiras. Fazer uma turnê pelo Brasil para o público nacional ver que nossas drags não devem nada às Queens gringas, seria um sonho. E no mais, sempre estou aí sonhando e planejando meu próximo passo.

Se quiser seguir Saullete em suas redes sociais o siga no Twitter e Instagram.

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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Divina de Campo

Divina De Campo revela como ela quer que Drag Race UK evolua para a 2ª temporada, fala sobre a derrota, de sua passagem pelo show e muito mais. Confira a seguir!

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Embora ela tenha liderado praticamente todas as pesquisas nas redes sociais e disputada a final como a única rainha a não estar no bottom 2, Divina De Campo perdeu o título de Primeira Drag Drag Superstar do Reino Unido para The Vivienne.

Divina não ganhou a coroa, mas conquistou o coração dos telespectadores de Drag Race em todo o mundo graças à sua língua afiada, senso de humor contagiante e por sua parte na formação da girlband mais icônica da década: The Frock Destroyers.

“Tem faltado um pouco desse tipo de coisa na indústria da música no momento”, diz ela sobre o sucesso nas paradas de Break Up Bye Bye. “Acho que há um pouco de fome por algo que não é tão sério e… não tão bege”.

Agora, Divina está em turnê no Reino Unido com suas colegas concorrentes e se preparando para uma presença solo nos charts (Frock Destroyers ainda estão juntos, acalme-se) com faixa pop A Drag Race Song.

A Gay Times conversou com a lendária artista ruiva de vestido prata sobre sua passagem em RuPaul’s Drag Race UK, seu “interessante” novo EP e como ela quer que o programa evolua para a próxima segunda temporada.

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Oi Divina! Eu vi você e o elenco se reunindo recentemente.

Sim! Estávamos todas juntos, tendo um jantar adorável.

Por que a Scaredy não estava lá?

Oh, ela estava fora visitando seus amigos da universidade. Logo após o ensaio, pensamos: ‘Vamos comer juntos?’ Ela já tinha ido encontrar seus amigos.

Finalmente, o mistério resolvido. Parabenspor estar no top 2 de Drag Race UK – como você está se sentindo?

Muito bem, de verdade. Ótima. Eu não tinha nenhuma noção pré-concebida de ganhar ou algo assim, então entrei lá sem preocupação, sem estresse. Apenas, ‘Ei, Sera Sera’. Bem, quem pensaria nisso em primeiro lugar que eu fosse o segundo [lugar]? Não tenho certeza se alguém apostaria nisso! Estou realmente muito satisfeita com o andamento de tudo e estou super empolgada com o futuro.

Você foi rotulada de Katya do Reino Unido, porque é uma grande favorita dos fãs com um senso de humor irreverente que perdeu a coroa. Como é isso?

Quero dizer, isso é super adorável. Como isso pode não ser adorável? Surpreendente. Eu recebi tanto amor depois do show, foi maravilhoso e todo mundo foi tão legal, o que tem sido um bom trabalho.

Como foi conhecê-la no set? Você parecia muito mais rejuvenescida depois de vê-la.

Sim. Foi o que? Semana seis? Ou na quinta semana. Na minha cabeça eu já estava tipo: ‘Não importa agora. Você chegou muito longe e, neste momento, de verdade não importa. Você não vai morrer. Se você vai se fazer de bobo, você já fez isso. Agora é tarde demais!’. Ela ter me dito para imaginar RuPaul e Michelle Visage como minhas assistentes realmente me ajudou e me fez dizer: ‘Sim’. Na verdade, no grande esquema das coisas, a opinião de mais ninguém importa. É somente a sua que importa. Foi realmente muito útil vê-la.

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Um dos momentos mais emocionantes desta temporada ocorreu quando você se abriu sobre a Seção 28 – que tipo de resposta você recebeu online depois?

Foi realmente maravilhoso. Eu não acho que muitas pessoas haviam articulado isso dessa maneira antes, o efeito real que isso teve nas pessoas. Realmente teve um efeito terrível. Se você não conhece algo quando criança, não há ponto de referência ou entendimento do que está acontecendo em sua própria cabeça. Consequentemente, muitas pessoas engarrafaram esses sentimentos e tentaram mudar a si mesmas, o que vimos com a terapia de eletrochoque e tudo mais. Tudo o que faz é deixar as pessoas desesperadamente infelizes. Uma das razões pelas quais o suicídio masculino é tão prevalente em nosso país é porque não falamos sobre sentimentos, não falamos sobre como você não precisa ser o homem macho alfa.

Seção 28 ficou em vigor de 1988 a 2000, foi decretado por Margaret Tatcher proibindo a promoção da homossexualidade nas escolas, dessa forma inviabilizando completamente a existência das pessoas LGBTs nas escolas, os professores não podiam sequer falar sobre.

Você acha que é nossa responsabilidade ensinar a nós mesmos história LGBTQ ou depende de outras pessoas, como aulas de história na escola?

Acho que agora há um argumento para que essas coisas sejam trazidas para as escolas. Você não nasceu praticando bullying. Essa é a real. Qualquer coisa estranha na escola, as crianças implicam, se você é ruiva, gorda, tem óculos, é gay, não importa. Quando você ensina sobre isso, não se torna estranho. Também ensina inteligência emocional, que é uma grande parte disso.

Você também esteve no centro de um dos momentos mais emblemáticos da história de Drag Race, graças aos Frock Destroyers. Quando você estava filmando, você esperava que tivesse tanto impacto?

[Risos] Não! Falta um pouco desse tipo de coisa na indústria da música no momento. Se você pensa nos anos 90 e 80, sempre tinha… não música de zoeira, mas pessoas que estavam um pouco fora do lugar comum, digamos. Os passos sempre estiveram nas rotinas de dança e todo mundo vivia pelas coreografias, e não há nada parecido no momento. Eu acho que há um pouco de fome por algo que não é tão sério e… não tão bege.

Como foi a turnê?

Oh, nós nos divertimos muito. Eu absolutamente adoro trabalhar com Blu Hydrangea e Baga Chipz. Elas são tão divertidas.

Podemos esperar que mais datas sejam anunciadas? Eles estão em demanda…

Tenho a sensação de que sim, pode haver mais algumas datas para as Frock Destroyers.

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Suponho que você toparia o All Stars?

Quem sabe. Nunca se sabe! Se eles me ligarem na próxima semana, talvez eu diga não. Se eles me ligarem dentro de um ano, provavelmente diria que sim.

Gostaria que algo fosse mudado para a segunda temporada do Drag Race UK?

Eu acho que é muito difícil no Reino Unido argumentar contra ter rainhas mulheres trans e cis. Somos uma das cenas drags mais diversas do mundo. Esta temporada foi ótima, porque todo mundo era muito diferente, mas ainda assim, é um pouquinho do que é realmente a cena de drag do Reino Unido. Eu gostaria de ver alguns drag kings, drag queens mulheres e algumas meninas trans também. Eu acho importante

Então, quando você entrou na sala, ficou surpreso com a falta de diversidade?

Não, não faz parte da marca RuPaul. É o que eu gostaria de ver, mas não é o meu programa. Se fosse chamado de Corrida de arrancada da Divina De Campo, seria uma história diferente, mas será chamada de Corrida de arrancada de RuPaul. RuPaul está procurando o que RuPaul está procurando. É difícil. Se não estiver quebrado, não conserte, mas acho difícil argumentar contra isso no Reino Unido.

Quem você gostaria de ver na segunda temporada?

Boris Johnson [primeiro ministro do Reino Unido]. Ele seria uma boa drag queen porque ele mente o tempo todo.

Aqui está a minha manchete. Obrigado por isso.

‘Divina De Campo quer ver Boris Johnson em Drag Race’. Não, isso seria a pior coisa de todas. Quem eu gostaria de ver em Drag Race? Há tantas rainhas incríveis em cena. Há Brenda LaBeau, eu realmente gostaria de vê-la. Ela é zombadora, canta, dança, costura, faz perucas lindamente e sua maquiagem é ótima. Ela é cheia de drama. Ela seria ouro na TV.

A Vivienne também disse Brenda.

Conheço Brenda muito bem, trabalhamos bastante juntas. Eu gostaria de vê-la… Quase todas as garotas de Manchester. Há tantas garotas incríveis lá, é uma cena incrivelmente diversa. É tipo 800 metros quadrados, a vila, e há muitas rainhas diferentes por lá. É tipo bastante. Se você não esteve em Manchester, recomendo fortemente. Vale uma viagem. Quem mais? Eu vou voltar. Talvez desta vez eu ganhe, saindo de uma caixa. “Hey!”

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Temos que falar sobre o seu novo single A Drag Race Song – de onde veio a inspiração para isso?

Eu acho que na maioria das vezes, as pessoas lançam música só por lançar mesmo. É assim que me sinto sobre isso. Às vezes, as pessoas lançam músicas quando realmente não deveriam. Tudo o que faço, há camadas nele. Você pode pegar a camada da superfície, o entretenimento ou examiná-la mais profundamente. Muito do que faço é como uma colagem. Existem muitos elementos diferentes e, em seguida, tudo se resume a uma ideia, se você entende o que é essa ideia ou não. Para mim, isso realmente não importa. É mais sobre fazer algo que me interessa e espero que outras pessoas também o façam. Isso foi meio que… isso mesmo. É uma cutucada na boca de todo mundo. Obviamente, eu amo todas essas músicas, como as faixas de Manila e da Alaska, e Adore faz músicas incríveis, então não é como se eu não gostasse disso. Eu realmente gosto. Mas é tudo muito parecido, não é?

Um EP ou álbum virá?

Meu EP é tipo uma música mais interessante. Você sabe o que eu quero dizer? Não é interessante, mas há um pouco mais acontecendo. Não é apenas uma música auto-referencial sobre drag. O vídeo de A Drag Race Song será lançado em breve!

Oh meu Deus. O que podemos esperar do vídeo?

Há drag exagerada, burlesco, femme, punk – estou com uma barba por um tempo, uma barba grande e alaranjada com axilas peludas. É um trabalho muito sério.

Confira a seguir o clipe de A Drag Race Song.


Para ler mais notícias sobre a S1 de Drag Race UK clique aqui.

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Drag Queens

A maior conquista de Kennedy Davenport está fora de Drag Race

Kennedy Davenport fala sobre suas conquistas fora de Drag Race, viajar pelo mundo, ser rejeitada pelos fãs do show, o futuro de sua carreira e muito mais.

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Desde que ela saiu, literalmente, girando e fazendo acrobacias em todas as passarelas de RuPaul’s Drag Race, a rainha do Texas Kennedy Davenport solidificou seu lugar entre a crème de la crème na história do show. Seus sucessos não vieram sem alguns obstáculos. Edição shady, desafios de atuação e Shangela não chegando ao top 2 do All Stars 3 resultou em várias comparações negativas. Mas isso está no passado agora, porque Kennedy está finalmente competindo como ela sempre quis e está totalmente preparada para dar aos fãs um vislumbre de seu universo em seu episódio especial na série-documental Werq the World da World of Wonder, que segue as participantes de Drag Race em uma turnê.

Em entrevista para a Cosmopolitan, Kennedy falou sobre o porquê de ela não se importar em ser “a segunda melhor” (para alguns, não distorça a narrativa!), a amizade dela com Shangela, e a coisa mais assustadora de estar em uma turnê.

Cosmopolitan: O que os espectadores podem esperar do seu episódio da Werq the World?

Kennedy: Eu apenas mando a real, e o público pode definitivamente esperar o meu lado real, especialmente quando estou trabalhando. Eu sou muito, muito séria quando se trata do meu trabalho e da minha profissão. Mas eu sou engraçada, eu gosto de manter as coisas acontecendo, e eu tenho certeza que você provavelmente verá muito  a Latrice [Royale], porque nós estávamos muito juntas. Eu e Detox éramos muito próximos e Shangela, claro. Eu amo Shangela. Nós estamos muito íntimas.

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Como foi viajar ao exterior?

Nossa maior base de fãs é fora do país e eles são mais animados. Quero dizer, eles quase enlouquecem. É uma experiência nobre, você sabe. Eu acho que o que me surpreendeu foi os fãs aparecendo no hotel, tipo, esperando por nós. Como, esperando no saguão ou esperando no aeroporto. Você sabe, foi meio chocante. Infelizmente, nós não tínhamos nenhuma segurança, mas nós fizemos isso funcionar.

O que você diria que é sua maior conquista?

Miss Gay USofA é algo que eu esperei ser desde que comecei minha carreira. Não é a televisão nacional, mas é definitivamente uma meta que eu sempre quis alcançar e realizar. [Quando eu ganhei], baby, eu estava chorando. Querida, eu chorei como um bebê. Essa foi a experiência mais dignificante. Quer dizer, eu segurei aquela estátua como se fosse preciosa, porque era um momento precioso para mim.

Ninguém pode entender que você sempre quis ser algo e nunca teve os meios para competir como sempre quis competir. Mas então você chega a um ponto em sua vida em que você é capaz de competir como você sempre quis competir e, finalmente, sair vitoriosa. Esse é o melhor desses dois sentimentos lindos.

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Você mencionou uma vez que se sentiu como se fosse a segunda escolha durante alguns Meet & Greets com outras rainhas de Drag Race. Você ainda se sente daquele jeito?

Quero dizer, ainda pode ser possível porque vamos ser honestos, porque sou honesto. Você sabe, estar em uma sala com muitas das garotas de Drag Race, quero dizer, os fãs são forçados a escolher quando estamos todas em um quarto, e eu posso não ser a mais querida. E quer saber, eu estou de boa com isso porque eu trabalhei duro, de verdade, na minha própria base de fãs e as verdadeiras pessoas que realmente amam Kennedy Davenport.

Quais são seus outros objetivos de carreira para o futuro? Você twittou sobre querer trabalhar com Lizzo.

Eu adoraria entrar no cinema e fazer algum trabalho no cinema, e eu sempre quis ser uma garota de vídeo, querida. E sempre quis mostrar minhas habilidades e o que faço nos bastidores de um palco para alguém famoso. Baby, vista isso, okay!

Seria legal, mas eu não me vejo fazendo drag para sempre. Eu me vejo nos bastidores e sendo mais útil para as rainhas mais jovens nos concursos. Eu me vejo fazendo um monte de trabalho sem fins lucrativos lidando com adolescentes gays sem-teto.

Mas agora, eu estou em turnê como a Miss Gay USofA e trazendo mais visibilidade para os concursos, e eu quero ser a ponte entre RuPaul’s Drag Race e drag queens mais jovens que realmente não sabem muito sobre concursos drag.

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Você encontra a série Werq The World para assistir aqui.

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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: The Vivienne

The Vivienne não se desculpa por “jogar o jogo de Drag Race”, fala sobre sua passagem pelo programa e muito mais. Confira a seguir!

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Depois de oito semanas servindo looks de cair o queixo e realismo vencedor de um Oscar com suas impressões de Kim Woodburn e Donald Trump, The Vivienne ganhou merecidamente o cobiçado título de Primeira Drag Superstar do Reino Unido.

A rainha de Liverpool venceu suas concorrentes Divina De Campo e Baga Chipz depois de escrever suas próprias letras e gravar um verso para uma apresentação do clássico hino dance pop de RuPaul, Rock It (To The Moon) – agora disponível no iTunes.

“Eu não poderia ter adivinhado enquanto estávamos assistindo até Ru dizer meu nome”, diz Vivienne logo após sua vitória histórica. “Eu estava apertando a mão de Divina e nós duas nos entreolhamos e choramos. Fiquei realmente surpresa”.

Agora, Vivienne está pronta para conquistar Hollywood com dois projetos incríveis. O primeiro, em colaboração com Baga, verá as estrelas reprisarem seus personagens icônicos do Snatch Game como Trump e Thatcher por uma “paródia do Good Morning Britain”.

A segunda será sua própria aventura, cujos detalhes ainda serão anunciados. No entanto, não se surpreenda ao ver The Vivienne lutando contra um Indominus Rex ao lado de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard em Jurassic World 3… (Isso fará sentido mais tarde).

Em comemoração à sua vitória, a Gay Times conversou com a Vivienne sobre sua passagem em RuPaul’s Drag Race UK, como ela se sente ao ser rotulada de “vilã” do programa e por que a falta de prêmios não deve impedir a audição de rainhas para a segunda temporada.

Condragulations The Vivienne! Como é ser a primeira vencedora de Drag Race UK?

Muito obrigada! Absolutamente incrível, apenas um sonho tornado realidade. Os últimos 12 anos da minha carreira drag chegaram a isso e é apenas a cereja no topo do bolo.

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Você sabia que ia ganhar? Ou você e Divina filmaram coroações separadas?

Sim, sempre filmamos duas corações e eu realmente não tinha como saber. Eu não poderia ter adivinhado enquanto estávamos assistindo até Ru dizer meu nome. Eu estava apertando a mão de Divina e nós duas nos entreolhamos e choramos. Fiquei realmente surpresa.

Na minha opinião, foi o top 2 mais acirrado desde Manila Luzon e Raja na terceira temporada.

Sim, definitivamente! Poderia ter sido qualquer resultado. Nós duas somos vencedoras, mas o que aconteceu aconteceu …

E você vai se casar em dezembro! Você deve amar 2019?

[Risos] Sim, eu sei! Vamos colocar tudo em um ano. Por que não?

O que você quer fazer com o seu legado?

Eu só quero mostrar ao resto do mundo que o Reino Unido é tão bom quanto os EUA. Quando Drag Race UK foi anunciado, houve muita conversa: ‘Não será tão bom quanto o dos EUA. As drags não são tão polidas por aqui’. Estou aqui para dizer: ‘Ouça. Venha assistir a um de nossos shows e aposto que você terá uma noite tão boa, se não melhor, do que se for assistir as rainhas americanas.

Bem, provou ser uma das melhores temporadas de sempre … fato.

Oh, provou que todos estão errados! É simplesmente incrível. Tudo se resumiu ao âmago da questão da drag britânica crua. O humor, a comédia e o visual também, que eu não acho que muita gente esperava. Houve bons looks nessa temporada!

Além disso, não parecia forçado. Tudo parecia autêntico.

Sim, drama forçado e histórias. Voltou a ser uma competição e um show de talentos, em vez de um reality show.

Como é ser rotulada como o ‘vilão’ do Drag Race UK?

[Risos] Se você sair de Drag Race e culpar a edição, a decisão é sua. Eu disse tudo o que disse naquela câmera. Você está lá para ganhar uma coroa. Eu sei que a Divina me expôs para fazer jogos mentais ou algo assim, mas eu não estava jogando jogos mentais com ninguém. Entrei naquela sala para obter uma coroa, fazer o melhor que posso e mostrar ao país que eu a merecia. Acho que as pessoas podem te considerar uma vilã porque você está confiante no que faz, mas certamente, se estiver participando de uma competição, a confiança é fundamental.

Eles a saudaram como vilã, mas todo mundo no Reino Unido tem humor ácido e pesado?

Quando você olha para a versão norte-americana, nossa série era mansa como o inferno. Era tão tranquilo e eu era a vilã, mas nunca fui eu quem sentou lá e disse que sou melhor do que qualquer outra pessoa. Eu acho que algumas rainhas, principalmente Divina, sentaram lá e disseram que eram melhores do que qualquer outra pessoa, mas eu sou a vilã? Mas hey ho!

Bem, pelo menos alguns de seus comentários venenosos se tornaram memes como: “Quem colocou 50p em Cheryl?”

[Risos] E minha mãe agora é um gif oficial! Ela é um diamante. Ela não faz ideia do que é um gif, mas é uma. No entanto você pronuncia…

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Havia algo que não foi ao ar que você gostaria que os fãs pudessem ver?

Sim. Quero dizer, acabei de dizer: “Você não pode culpar a edição”, mas havia um lado meu que você não viu. Ajudei muitas outras rainhas, como dizer a Cheryl para colocar o papel higiênico no sapato no episódio um, estilizar a peruca de Blu no episódio dois ou dar a Crystal as esferas que ela usou na cabeça para o desafio de costura. Coisas assim, coisas legais que eu fiz para outras pessoas que nunca foram mostradas.

Por que você acha que eles não incluíram esses momentos?

Talvez não fosse relevante. Talvez… nós estamos fazendo TV. Seria bom ter mostrado um lado mais suave meu, talvez, mas quem se importa? [Risos]

O que eu amei sobre você nesta temporada é que você sabia para o que estava se inscrevendo e não deu desculpas por como foi representada.

Não, não mesmo. Você pode ficar sentado no Twitter até ficar com o rosto azul, mas não faz sentido fazê-lo. Eu sei que sou uma boa drag queen, sabia que queria entrar lá e vencer. Se alguém diz que eu estava jogando, bem, sim, eu estava jogando. Eu estava jogando o jogo Drag Race e é assim que você ganha.

E por que é tão desaprovado “jogar um jogo”? Afinal, é uma competição.

Seria tipo: ‘The Vivienne não deveria vencer porque era boa desde o primeiro dia, enquanto outra pessoa mostrava crescimento’. Mas é tipo: ‘O quê? Desculpe, eu pensei que era uma competição para ser uma boa drag queen!’ Você tem que começar uma merda e depois ficar boa ou o quê?

Como você se sente, sendo fã de Drag Race, por ter seu Snatch Game considerado o melhor da história?

Essa é a coisa mais incrível que poderia sair disso, porque Snatch Game é o único episódio que eu sempre espero em todas as temporadas. Temos visto um pouco de falta de graça no Snatch Game nos últimos dois anos, portanto, ser capaz de trazer de volta esse polimento do Snatch Game é absolutamente incrível. Personificações é algo que eu amo fazer, por isso, se eu tivesse fodido o Snatch Game, ficaria realmente chateada comigo mesma. Estou tão feliz.

Você sofreu alguma crítica dos maravilhosos apoiadores de Trump?

[Risos] Não! Eu pensei que ia ter um monte de ódio por isso. Mas não, tudo foi legal. Talvez eles pensassem que era o verdadeiro Trump? Os apoiadores de Trump são tão estúpidos que provavelmente pensaram que era ele.

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Você corajosamente se abriu sobre seu abuso de drogas no passado durante o show. Que tipo de resposta você recebeu dos fãs?

A resposta foi incrível. As pessoas me enviaram mensagens no Instagram, Twitter, Facebook, contando suas histórias. Eles ainda estando viciados ou em recuperação dizendo: ‘Minha família não sabe disso. Tem sido um segredo que eu tenho carregado e estou muito feliz em poder falar com você sobre isso’. É bom saber que as pessoas viram minha história e que ela ressoou em algum lugar, se as ajudou a fazer uma mudança, os fez perceber que estavam fazendo algo errado, ou se isso os ajudou a contar para a própria família.

Você espera que essa mensagem ressoe também com outros artistas que estão vivendo esse estilo de vida?

Sim, espero. Drag é uma ótima maneira de ganhar a vida, porque você faz o que ama e não parece trabalho. No entanto, quando você faz drag, não está trabalhando em um escritório. Você está trabalhando em uma boate, então você tem bebidas fluindo de graça e drogas fluindo de graça. Apenas tente tomar boas decisões, como ‘Ok, talvez vamos aproveitar o show e depois ir para casa’. Você é contratado como performer, tente agir dessa forma. Talvez tome um drinque, faça seu trabalho, divirta-se, vá para casa e prepare-se para o trabalho do dia seguinte.

Como você acha que a Drag Race UK afetará a cena drag do Reino Unido?

Vai acender um fogo embaixo da bunda de todo mundo, não é? Eu acho que toda drag queen vai se candidatar à segunda temporada e boa sorte para todos que fizerem isso. Se você deseja se inscrever, faça-o. É a melhor oportunidade de negócio que você poderia ter como drag queen. Se você gosta do show ou não, faça-o! Se você seguir em frente, terá uma ótima vida depois disso.

Houve alguma controvérsia sobre o programa que não concedeu prêmios [em dinheiro] às rainhas, devido ao fato dele estar na BBC. Você foi sincero sobre isso no Twitter…

[Risos] ‘Oh, você não quer fazer um teste porque não quer ganhar um distintivo? OK!’

Por que você acha que isso causou tanto alvoroço?

Eu não sei. Se você está participando de RuPaul’s Drag Race apenas pelo prêmio em dinheiro, está fazendo isso pela coisa errada. Entrei em Drag Race para conquistar reconhecimento. Eu sei que sou uma boa rainha, mas obter o reconhecimento de RuPaul e do mundo… é incrível. Você terá uma carreira que se destaca do programa e, se você a gerenciar corretamente, vai durar uma vida. Estou prestes a viajar pelo mundo. São essas coisas que vêm depois. Você ganhará 100 mil em três meses, espero. Não se trata apenas de prêmios. É sobre a experiência, divertindo-se e impulsionando seu sucesso.

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Quem você gostaria de ver na segunda temporada?

Segunda temporada… Definitivamente precisamos de mais garotas de Liverpool, então Tiara Fletcher, Brenda LaBeau e Michael Marouli. Quem mais? Eu adoraria ver a senhorita Rory de Newcastle. Ela é uma verdadeira rainha do mal, meio que comediante. Ela é brilhante.

Você gostaria que algo mudasse para a segunda temporada?

Eu acho que eles acertaram em cheio. Havia muita especulação sobre se seria uma merda, se seria uma versão barata, mas acho que eles absolutamente não poderiam ter feito melhor se tentassem. Houve muitos murmurinhos sobre ‘Oh, essas rainhas não foram representadas’, mas havia apenas dez vagas nessa primeira temporada. Você nunca representará todo o Reino Unido com uma temporada. Isso vai durar tantos anos, eu posso ver, para que todos tenham a chance de ser representados.

Você tem duas séries saindo. O primeiro é com Baga – o que podemos esperar disso?

É como uma paródia do Good Morning Britain e Good Morning America. Donald Trump e Maggie Thatcher estão tendo um romance estranho na tela, lendo notícias ridículas, algumas verdadeiras e outras falsas. Muitas notícias falsas. É simplesmente ridículo (leia mais sobre essa séria aqui).

Eu estou totalmente a bordo. Então você tem um solo saindo, sobre o que não sabemos nada…

Sim, ainda não temos um recorte final do que queremos fazer, mas definitivamente será algo como: ‘The Vivienne conquista Hollywood’. Vamos ver! Eu quero uma participação especial no Jurassic World 3, então … [Risos]

Espero que seja o seu personagem “Estou pingando”!

[Risos] Você pode imaginar todos na Hollywood Boulevard me vendo andando por aí dizendo: ‘Estou suando horrores!’

Pergunta final: Como você se sente sobre competir no  Strictly [Dança dos Famoso] agora?

Eu faria sim! Foda-se, por que não?


Para ler mais notícias sobre a S1 de Drag Race UK clique aqui.

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Drag Queens

Michelle Visage revela porque RuPaul e Pearl discutiram em Drag Race na S7

Michelle Visage, finalmente, falou sobre a famosa discussão longe das câmeras entre RuPaul e Pearl na sétima temporada de Drag Race.

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Michelle Visage avaliou a famosa discussão entre RuPaul e Pearl. Como todos sabem, há um pouco de história entre a dupla. Eles tiveram um confronto extremamente embaraçoso durante a sétima temporada (“há algo no meu rosto?”). E no ano passado, Pearl lembrou de um momento longe das câmeras com Ru que ‘quebrou seu espírito’.

Em conversa com Johnny McGovern no Hey Qween, Pearl revelou:

“Estávamos filmando um segmento, apenas conversando, conversando sobre o que quer que seja, e então a câmera foi desligada por um momento. Virei-me para RuPaul e disse: ‘Oh meu Deus, muito obrigado. É uma honra estar aqui, um prazer conhecê-lo, você não tem idéia. Apenas dando a ela tudo o que eu sempre quis dizer a ela. Ela se virou para mim e disse: ‘Nada do que você diz importa, a menos que a câmera esteja gravando’.
Isso quebrou meu espírito, e essa é a razão pela qual eu tive um pé e outro fora durante todo o tempo em que estive naquele show. Naquele momento, foi tão comovente porque eu a idolatrei. Eu a adorava. Eu senti que era tão desrespeitoso”.

O relato completo pode ser lido aqui.

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Michelle – que permaneceu calada sobre o assunto – finalmente abordou os comentários de Pearl durante a final da primeira temporada de Drag Race UK.

Depois que um membro da platéia perguntou às rainhas o que mais as surpreendeu em filmar o programa, Divina De Campo respondeu:

“É o fato de você não ter permissão para conversar. Se a câmera não está gravando, você não fala. Você não fala na van, não fala na sala de trabalho… não fala em lugar nenhum”.

Isso levou Michelle a complementar:

“Foi daí que veio a citação de Pearl com Ru; todo esse drama com Ru dizendo: ‘Se as câmeras não estão gravando, não conta’. Porque eles querem a mágica”.

The Vivienne entrou na conversa:

“Ru está lá para fazer um trabalho. Nós estávamos lá para fazer um trabalho. A única coisa que direi qual foi a maior surpresa é que tudo é feito de uma só vez. Se você estragar o Snatch Game, não há, ‘Oh, eu posso fazer isso de novo?’
É [direto], ‘estamos gravando. Se você estragar tudo, desculpe. Não há nada que você possa fazer sobre isso’”.

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Recentemente, durante um episódio da série digital Exposed de Joseph Shepherd, Katya foi perguntada se sua experiência com Ru era semelhante.

“A minha [experiência] foi pior, mas eu tenho bons modos suficiente para não trazer Ru para isso. Eu estava lá naquele dia e lembro-me muito vividamente, da sensação disso. […] Minha percepção de Ru é … assisti sua entrevista com Pearl e ela disse bem: não conheça seus heróis”.

A entrevista de Katya pode ser lida aqui.

Então, pelo que Divina, Vivienne e Visage falaram, se as câmeras do show estão desligadas não se pode falar nada, as queens devem ficar quietas para que suas reações sejam registradas de primeira, para tentar pegar a “magia” da espontaneidade. Pearl quebrou a regra e conversou com Ru com as câmeras desligadas, mama chamou sua atenção. Mas essa regra de “ficar calada com câmeras desligadas” Pearl omitiu… e deu no que deu!

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Babados

Katya fala sobre season 7 de Drag Race e relação com RuPaul

Katya fala o porquê a sétima temporada de Drag Race não foi tão boa, o que ela sentiu ao passar pelo show e sua sua relação com RuPaul.

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Em bate-papo com para o canal do YouTuber Joseph Shepherd, Katya, a lendária drag que apareceu na sétima temporada e no All Stars 2 de Drag Race, foi questionada sobre sua passagem no show. Sobre sua passagem na S7, ela descreveu que entrar na sala de trabalhos pela primeira vez foi tipo:

“O pior momento da minha vida. Eu cometi um erro.
Elas pareciam podres, as meninas, pareciam podres … e algumas delas eram! Eu não estava preparada para aquela maldade, bem não era maldade mesmo, mas eu não estava preparada para ser julgada naquele nível.
Eu me dou bem com todo mundo onde moro, até os trolls, as prostitutas, os vadios podres que não tinham nada a oferecer. Mas eu não pude lidar com isso. Juro por Deus que ouvi Violet dizer: ‘Parece que precisávamos de uma rainha descartável’ ou algo assim. Eu acho que ela comentou. Foi terrível”.
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CRÍTICAS A S7

Comentando a recepção negativa da sétima temporada, Katya opinou:

“Eu acho que o consenso geral agora entre os super-fãs do programa é que foi uma temporada de grande potencial, sem bons desafios. Foi uma temporada de talento desperdiçado”.

Até então, a sétima temporada foi a que havia reunido o maior número de rainhas da moda, mas, de acordo com Katya, suas habilidades foram desperdiçadas em:

“Desafios de atuação em que você realmente não traz muito de si, especialmente sua criatividade original. Muito disso não combinou de forma alguma. Apenas fez a temporada não ser tão boa”.
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RELAÇÃO COM RUPAUL

Katya relembrou o confronto de Pearl com RuPaul e respondeu o seguinte quando questionada sobre sua relação com o apresentador de Drag Race:

“A minha [experiência] foi pior, mas eu tenho bons modos suficiente para não trazer Ru para isso. Eu estava lá naquele dia e lembro-me muito vividamente, da sensação disso.
Ela e Max estavam sentados no sofá e eu estava na mesa da sala de trabalhos, mais próxima deles. Minha percepção de Ru é … assisti sua entrevista com Pearl e ela disse bem: não conheça seus heróis.
Uma coisa que vem à mente imediatamente é sobre expectativas e há um ótimo ditado: ‘expectativas são ressentimentos premeditados’. Eu posso imaginar Ru dizendo o que ela disse a Pearl de várias maneiras diferentes, e não estou dizendo que ela inventou aquilo”.

No entanto, Katya disse que “Ru é incrível” e relembrou uma experiência hilária que eles tiveram quando ela passou por mama num restaurante. Katya olhou para ela e ofegou, para o qual Ru a encarou e levantou o dedo do meio.

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Na sétima temporada Katya ficou em quinto lugar, posteriormente ela retornou para o All Stars 2 e foi vice-campeã ao lado de Detox.

Assista à entrevista de Katya ao Exposed com Joseph Shepherd a seguir.

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Destaques

RuPaul, A Rainha Filósofa

RuPaul fala de arte drag, seu novo trabalho na Netflix, sua trajetória de vida, enquanto compartilha suas filosofias de vida.

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Como a maior embaixadora drag viva, o artista nascido RuPaul Andre Charles tem passado décadas trazendo a forma de arte da boate para as nossas salas de estar. Com um novo programa roteirizado a caminho e outra evolução sob seu comando, ele está indo além dos limites da TV virtual – e enfrentando a natureza da própria realidade.

É setembro em Burbank, e um carrinho de golfe está me levando para um cantinho do paraíso gay. Especificamente, isso me leva a um edifício de teto baixo nos estúdios da Warner Bros., um quase bangalô despretensioso onde o escritor e produtor de televisão Michael Patrick King tem seus escritórios. No interior, as paredes são decoradas com vários pôsteres para sua série (e filmes subsequentes) Sex and the City, enquanto o famoso agasalho usado por Lisa Kudrow em The Comeback repousa orgulhosamente em um manequim. É uma experiência emocionante, quase digna de gritaria, estar naquelas salas sagradas. E então eu viro para um lado e me deparo com RuPaul.

O artista – drag queen, apresentador de televisão, cantor, ator, vendedor, guru espiritual amador – projeta uma grandeza instantânea. Nesta segunda-feira sufocante, depois do Emmy, ele está usando um de seus ternos vibrantes e chiques, de marca registrada, de um fúcsia elétrico calmante de alguma forma, sobre uma camisa rosa com estampas suaves. Ele está fazendo um pequeno retoque de maquiagem – compacto em uma mão, almofada na outra – e quando vou cumprimentá-lo, ele me dá um abraço, porque suas mãos estão ocupadas. Sinto-me honrado – como qualquer um se sentiria na presença de RuPaul, especialmente por ele está abraçando você -, mas sou rapidamente trazido de volta à terra de uma maneira muito RuPaul.

“Por que eu estou abraçando você?” Ele pergunta com uma risada confusa, provavelmente nem brincando. “Eu nem te conheço”.

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É uma pergunta justa, mas viajei para Burbank para perguntar outra: realmente conhecemos o RuPaul? Certamente, podemos lembrar e apreciar seu hit “Supermodel”, a música dançante que a colocou nos holofotes mundiais desde 1992. E o assistimos temporada após temporada, após uma década, em seu premiado reality de competição RuPaul’s Drag Race – ele ganhou mais uma estatueta do Emmy como melhor reality de competição este ano.

Ele fez participações especiais em séries de TV e filmes. Ele hospeda um podcast, What’s the Tee? com Michelle Visage, que aborda coisas efêmeras da cultura pop e histórias pessoais. Ele publicou três livros: Lettin ‘It All Hang Out de 1995, Workin’ It! de 2010 e GuRu de 2018, este último uma espécie de guia espiritual com uma introdução de Jane Fonda. Recentemente, RuPaul começou a vender produtos na QVC – uma linha de maquiagem que esgotou após sua primeira aparição na rede. Aparentemente, RuPaul esteve em todo lugar nos últimos 30 anos, e ainda há algo bem parecido como uma esfinge enigmática nele. De certa forma, ele projeta tudo e nada de uma só vez, um truque de mágica majestoso que envolve um ser humano formidável, mas também vulnerável.

O sentido predominante que se tem ao olhar para a carreira de RuPaul é que ele, assim como em sua música “Supermodel”, trabalhou muito. Tipo, ele trabalhou muito, saindo da cena turva dos club-kids do final dos anos 1980 e início dos anos 90 na baixa de Manhattan para se tornar um magnata da mídia cujo valor líquido pessoal foi estimado em 60 milhões de dólares. E ele de forma alguma concluiu seu trabalho. Recém-saído de sua mais recente coroação do Emmy, RuPaul está nos estúdios da Warner, tendo acabado de editar o áudio de uma série de comédia da Netflix chamada “AJ and the Queen”, uma colaboração com Michael Patrick King que estreia em janeiro. É um trabalho que exige muita atuação, humor e drama, e marca mais uma reinvenção para sua estrela. Ou, se não uma reinvenção, uma revelação de cada vez mais de sua habilidade e áreas de interesse.

Observando a maneira como ele empurrou sua marca para o grande público, pode-se imaginar que RuPaul transcendeu a contracultura que o originou. Mas ele não está nem um pouco preocupado com a possibilidade de perder o acesso ao seu espírito transgressor.

“Não me preocupo com isso. É o que eu sou. Eu sempre vi o que está por trás da cortina. Eu sempre vi que o cara controlando os botões, esse é o verdadeiro mago. Sempre pude ver que o imperador não está vestindo roupas”.

Drag Race trouxe uma forma de arte, uma vez relegada para boates escuras nas grandes cidades, para as casas de milhões de pessoas, inspirando uma nova e variada geração de jovens a apreciar e tentar fazer drag em todo o seu esplendor. Drag Race é regularmente o programa de TV a cabo número um no horário em que é exibido e foi assistido, em várias plataformas, mais de 180 milhões de vezes em 2019. Seu sucesso acabou levando à criação da RuPaul’s DragCon, uma convenção anual que começou em Los Angeles em 2015, que desde então adicionou uma edição em Nova York que se expandirá para Londres em 2020. Dezenas de milhares de artistas, fãs e amantes de drags participaram das convenções desde o início. E há a linguagem: vários termos e bordões que Drag Race trouxe para o discurso mais amplo e que foram profundamente absorvidos pela cultura adolescente on-line. Qualquer garota do VSCO que se preze provavelmente usa uma terminologia que entrou no seu vocabulário por meio do programa de RuPaul.

Em East Village (Nova York), perto da Pyramid Club; em San Diego no início dos anos 1960; em Atlanta, 1979.

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Mas isso não significa que drag será realmente popular algum dia, insiste RuPaul.

“Um aspecto superficial do drag é popular. Tipo, o ‘Ooh, garota’ ou ‘Ei, mana!’ Ou ‘Yaaas’. Essa é a cultura mainstream. Mas o verdadeiro drag nunca será realmente popular. Porque o verdadeiro drag perceber que este mundo é uma ilusão e que tudo o que você diz ser e tudo o que está escrito em seus documentos, tudo é uma ilusão. A maioria das pessoas nunca entenderá o que é isso. Porque eles não têm o sistema operacional para entender essa dualidade.

Tudo o que o mundo diz que você é que está escrito na sua carteira de motorista é tudo uma ilusão.

Adoro aquela cena em Matrix, onde você vê inúmeras fileiras de pessoas vivendo suas vidas em um casulo, mas elas estão sonhando com esse outro mundo. Essa é uma imagem tão poderosa. Eu acho que a maioria das pessoas tem a capacidade de entender isso, mas não ousa ir além. Porque então eles seriam forçados a desconstruir todo o seu sistema de crenças e construir outro. Construir um novo sistema de crenças e depois mantê-lo é uma tarefa difícil. Muitas vezes, isso significa que você deve deixar sua família e amigos para trás. Porque eles não vão entender”.

Muitos parecem entender, no entanto. RuPaul tem um círculo leal e fiel de amigos e colaboradores; muitas das pessoas com quem ele trabalha em Drag Race são seus companheiros de batalha desde o começo, desde que RuPaul deixou a cena da noite em Atlanta e chegou a Nova York com um toque retumbante.

RuPaul nasceu RuPaul Andre Charles em San Diego em 1960. Após o divórcio de seus pais em 1967, ele viveu com sua mãe, Ernestine, uma nativa da Louisiana que nomeou seu filho parcialmente por roux, a base de farinha e manteiga de muita cozinha do povo negro. Talvez atendendo a uma premonição que Ernestine recebeu de um médium – que seu filho seria famoso um dia – RuPaul se mudou para Atlanta aos 15 anos para estudar performance, viajando pelo país com uma de suas três irmãs, Renetta. Quando RuPaul chegou à Geórgia, ele brincou e dançou, se tornando dançarino go-go para a banda Now Explosion e aparecendo em programas de TV locais. Eventualmente, o Now Explosion levou RuPaul para Nova York, onde rapidamente chamou a atenção de outros jovens tentando criar algo novo e ousado.

Fenton Bailey, co-fundador da produtora World of Wonder, que produz Drag Race para VH1 (a série era exibida no Logo, uma emissora a cabo muito menor voltada para o público LGBT), lembra quando viu RuPaul pela primeira vez em meados da década de 1980, em uma conferência de música realizada no Marriott Marquis em Times Square. RuPaul não conseguiu obter acesso à conferência real, mas ele poderia pelo menos ficar em algum lugar de destaque para vender seu álbum, Sex Freak. Bailey lembra:

“Ru estava naquele incrível saguão com botas de cano alto até a coxa, jockstrap, ombreiras e forro de lixo desfiado, agitando seu álbum e uma grande peruca vermelha”.

O outro co-fundador do World of Wonder, Randy Barbato, reconheceu imediatamente o que nós agora todos podemos ver como uma ética de trabalho prodigiosa.

“Por mais selvagem que tenha sido a apresentação de [RuPaul], e por mais louca que tenha sido a cena, acho que fomos espíritos instantaneamente ligados por falar uma língua semelhante. Sabíamos jogar e nos divertir, mas também éramos pessoas trabalhadoras e ambiciosas. Logo após nos conhecermos, fomos produzir seu álbum Star Booty. Tenho lembranças tão distintas de como ele estava concentrado durante esse processo. Mesmo parecendo uma aberração, ele era muito estudioso”.

O tipo de rdrag que RuPaul faz – glamourosa, mas satírica, imponente com uma sobrancelha erguida conscientemente – requer uma certa habilidade de observação, uma capacidade surpreendente de ler o mundo, que RuPaul diz possuir desde sempre. Durante anos, ele esperou astuciosamente as mudanças no arco cultural e descobriu como ele pode manobrar e explorá-las melhor. Pessoalmente, as lâmpadas fluorescentes no escritório do bangalô se apagaram a pedido de RuPaul, para que tomemos um banho na noite natural pálida e contemplativa, ele fala muito sobre consciência. Ele explica que está sempre alerta e ciente dos artifícios do mundo – e, assim, percebe que talvez nada seja realmente novo.

“Por enquanto, o que me sustenta é a estabilidade… e estar consciente. Não se trata de aprender algo novo, é de lembrar o que você já sabe”.

Parte dessa consciência elevada foi encontrada na sobriedade, à qual RuPaul chegou, com a ajuda da terapia, em várias etapas. Ele largou as drogas químicas e o álcool no início dos anos 90. A maconha, uma muleta mais constante, era mais difícil de largar, mas ele se desintegrou gradualmente até 1999. Atualmente, RuPaul diz:

“É difícil para mim ficar acordado depois das nove horas. Minha indulgência, honestamente, está demorando comigo mesma. Eu vou caminhar, por volta das 6:30 da manhã. Eu medito”.

Essa é uma mudança de vida que teve um impacto significativo em sua psicologia e em sua produção criativa. Ele revelou com os olhos brilhando de lágrimas:

“Bebi e fumei muita erva porque queria que minha visão de mundo mudasse. A verdade é uma coisa muito poderosa. A verdade do que realmente está acontecendo. Eu queria calar isso. Depois que parei de fazer isso, o trabalho se tornou como processar a verdade. A verdade do que é este mundo, a verdade do que as pessoas são. E até onde chegamos na civilização. O que, a propósito, não é muito longe. Somos um povo muito primitivo. E para pessoas que são almas doces e sensíveis, isso se torna uma espécie de tortura.

As pessoas que funcionam em um determinado nível têm um caminho solitário para viajar. Apenas um fato da vida. E aprender a navegar nisso – as outras pessoas em sua vida, ou a realidade de sua família, a realidade do estado dos negócios ou da política – torna-se realmente chato. E para pessoas como nós, estar entediado é a coisa mais torturante de todas”.

Em Atlanta 1988.

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É difícil imaginar RuPaul entediado. O que ele realmente está falando, é claro, é algo mais profundo, uma inquietação de espírito que ele sempre despejou em seu trabalho e na persona que o tornou famoso: o que ele chama de o Monstro, uma diva loira de peruca, alta de quase um metro e oitenta, que ele descobriu depois de anos fazendo um ato mais andrógino.

“Quando eu realmente queria ir para o mainstream, acima da rua 14th Street em Nova York, saí e comecei a fazer minha coisa inspirada no David Bowie, minha coisa andrógina em boates, e voltei para Atlanta. As pessoas me viam e falavam, ‘é fofo, Ru, mas quando você vai fazer o Star Booty? Quando você vai fazer a coisa do drag?’”.

Como ele sempre tenta, RuPaul prestou atenção às pistas do universo.

“Mudei minhas idéias sobre mim. Eu disse, eu vou fazer isso de drag. Não só vou fazer isso em drag, mas o farei como um drag glamazon. E vou tirar um pouco da subversividade sexual e me tornar uma caricatura da Disney, para que Betty e Joe Beer Can não se sintam ameaçados pelos aspectos sexuais do drag. Eles não serão ameaçados pelo fato de eu estar realmente zombando da identidade. Essa foi a combinação científica que eu costumava romper com o mainstream. Então foi o que eu fiz. Pedi a ajuda de todos os meus amigos, membros da minha tribo e, juntos, criamos esse visual. Foi assim que ‘Supermodel’ aconteceu. Isso decifrou o código”.

Depois de “Supermodel”, a iminente força titânica de RuPaul solidificou seu estrelato com o programa de entrevistas subestimado da VH1 The RuPaul Show, que estreou em 1996. Foi exibido por apenas 100 episódios, mas o sobressalto da pose sem remorsos de RuPaul alcançando uma posição de tão grande destaque no imaginário popular, o Monstro foi consagrado como um símbolo – talvez o símbolo, ao mesmo tempo convidativo e desafiador – da drag moderna.

RuPaul presidiu um grande renascimento – ou pelo menos popularização – da forma de arte, um movimento culminado pelo sucesso da Drag Race. Não é exagero dizer que o programa, que apresenta concorrentes competindo em desafios irreverentes para se tornar a próxima superestrela drag dos Estados Unidos, alterou fundamentalmente a natureza da socialização gay, ao mesmo tempo em que agrada a legiões de fãs além dos muitos homens gays que gritam nos bares pelo país afora (e planeta) com seus amigos e amores toda quinta-feira à noite.

Drag Race começou como um nicho de culto, fora do radar. Mas, por meio das mídias sociais e da infraestrutura mais antiga de intercâmbio cultural queer – e auxiliada por um mandato social mais amplo de inclusão e representação – a série construiu seu perfil de maneira constante no sucesso que é hoje atingido pelos prêmios. Embora parecesse um pouco arriscado para o espectador casual da época, os criadores de Drag Race dizem que sempre souberam que o programa seria significativo. Tom Campbell, um produtor executivo que acompanha a série desde o início, viu o potencial imediatamente após filmar o primeiro episódio.

“Enquanto estávamos filmando, sabíamos que algo especial estava acontecendo. Você tem todos esses grandes planos no papel do que poderia ser, e acho que superou tudo isso. Não era apenas uma paródia de reality shows. Não eram apenas rainhas fazendo loucuras. Foi essa incrível exploração da comunidade LGBTQ, falando sua língua e dizendo suas verdades”.

Quando Drag Race se mudou para o VH1 para a temporada nove, em 2017, mais que dobrou sua audiência, de acordo com a rede. Até então, os espectadores do programa eram adoradores ardentes em sua igreja, não apenas desfrutando de sua paródia e atrevimento, mas também encontrando algo muito mais profundo em suas mensagens.

Michelle Visage, uma das melhores amigas de RuPaul e jurada regular do programa desde a terceira temporada, cometa:

“Os pais vêm até mim [agora] e dizem que [o programa] os ajudou a entender um pouco mais o filho queer. Este pequeno programa de TV mudou e salvou a vida de tantas pessoas”.

Esse tipo de fenômeno, divertido, mas carregado de um monte de peso emocional, pode se tornar um ônus para sua estrela. E, no entanto, RuPaul não se deixa abalar por nenhum tipo de responsabilidade devido à sua congregação.

Em cima: No baile de formatura de 1983 da Northside High, Atlanta; Fazendo um videoclipe com Diana Ross em West Hollywood, 1996. Embaixo: Com Elton John no Brit Awards de 1994, Londres; Com Jean Paul Gaultier, 1994.

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“É importante que eu me concentre na minha experiência. Você sabe como, no avião, eles colocam a máscara no seu rosto antes de você colocar a máscara no rosto do seu filho? Começa comigo. Eu não posso ajudar alguém, a menos que eu esteja me divertindo ou me sinta completa”.

Ele usou a analogia do avião em entrevistas antes, mas continua sendo uma boa comparação. Há algo que nos desarma na presença de RuPaul; ele não é egoísta, certamente, e ele nem parece tão vaidoso. Mas ele sabe quem ele é e que espaço no mundo ele quer ocupar, e ele percebe isso, com um senso de pertencimento garantido.

“Não faço isso porque quero ser um modelo. Se alguém pode obter algo do que estou fazendo, eu digo se joga, mana. Mas não é por isso que eu faço”.

Ocasionalmente, RuPaul tem sido criticado por não pensar de maneira bastante progressiva sobre o que sua presença de estrela e o culto à Drag Race significam para o mundo exterior. Ele foi objeto de polêmica por causa de algumas declarações sobre identidade de gênero, talvez mais intensamente em 2018, quando sugeriu que Drag Race provavelmente não escalaria mulheres trans que foram submetidas a cirurgias de confirmação de gênero. E em setembro passado, RuPaul foi criticado quando parte da equipe de produção da Drag Race se juntou a ele no palco para aceitar o prêmio de melhor reality de competição no Emmy e era um grupo de pessoas majoritariamente brancas. Em uma entrevista coletiva nos bastidores, RuPaul descartou uma pergunta da repórter da revista Essence Danielle Young sobre essa falta de diversidade, fortalecendo ainda mais as polêmicas. RuPaul repentinamente, e desconfortavelmente, viu-se tendo que justificar e defender suas escolhas, da maneira que talvez todas as estrelas façam quando se tornam grandiosas hoje em dia.

RuPaul na Times Square em 1992.

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Pergunto ao RuPaul sobre a questão trans em Drag Race, uma das poucas vezes em que a sala fica um pouco fria. “Sim, eu não quero falar sobre isso”, ele responde uniformemente.

“É uma situação de perder ou perder. Não há uma coisa que eu possa dizer que faça as pessoas se sentirem melhor com isso. Eu sei o que sou. Eu venho de um lugar de amor. Não estou aqui para fazer as pessoas se sentirem mal”.

A conversa muda para o tópico mais geral de como as declarações públicas são lidas e processadas em nossa era on-line.

“Você tem que olhar para a intenção por trás das palavras. Você pode dizer muitas palavras e pode interpretá-las como quiser. Mas você precisa se aprofundar para entender o que isso realmente significa. É mais difícil de fazer, e é isso que as pessoas não querem fazer. Eles querem torná-lo em preto e branco. Nada é preto e branco”.

Quanto à questão da diversidade racial nos bastidores de Drag Race, foi esclarecido imediatamente após o Emmy que uma mulher negra profundamente envolvida no programa, a co-produtora executiva Jacqueline Wilson, havia morrido no início do mês. Todrick Hall, um fã do RuPaul que se tornou colega quando foi contratado como coreógrafo da Drag Race há dois anos, diz que vê muita diversidade no set.

“Há muita gente na equipe que faz cabelo e maquiagem e pessoas que trabalham nos bastidores. Eu consideraria um grupo diversificado de pessoas. Sou uma das pessoas que trabalha no programa e sou afro-americano. Quando as pessoas entram [e] mostram que querem estar lá e estão dispostas a trabalhar duro para poder fazer do show o sucesso que é, todos são bem-vindos”.

Na frente da câmera, Drag Race tem sido mais demonstrativamente representativo. Bob the Drag Queen, que foi inspirada a fazer drag em parte por causa do showe e que foi a vencedora da oitava temporada, diz que o programa:

“Poderia ser melhor para lançar um espectro de gênero mais amplo, mas em termos de diversidade racial, eu não sei de um programa que faça melhor”.

A série foi uma benção para muitos de seus 140 concorrentes, elevando e lançando carreiras de sucessor para muitas das rainhas que passaram pelo palco deslumbrante do programa. Bob conta:

“Minha carreira mudou muito antes mesmo de vencer. Uma vez que os rumores do elenco foram anunciados, minha carreira mudou”.

As competidoras anteriores de Drag Race lançaram álbuns, saíram em turnês. Uma rainha, a favorita dos fãs, Bianca del Rio, se apresentou no Carnegie Hall. E todos desfrutaram de um aumento no cachê em boates e outros shows tradicionais, graças à sua nova visibilidade. Randy Barbato diz:

“Todos são vencedores. É o único reality show competitivo em que praticamente todo o elenco sai com uma carreira”.

Lady Bunny é uma drag queen veterana que surgiu com RuPaul e Now Explosion em Atlanta e mais tarde em Nova York e viu a maré da Drag Race subir muitos barcos – com apenas alguns destroços ao longo do caminho. Bunny foi convidada no show e saiu em turnê com alguns concorrentes anteriores. Ainda assim, Bunny diz, o programa tem limites.

“Às vezes, o programa não enfatiza o talento, porque você só está realmente atuando quando perde. Existem muitos artistas maravilhosos de Drag Race, mas também existem alguns que parecem gastar mais tempo com sua maquiagem do que com suas performances. [Embora] a maquiagem seja um talento! Um que eu não tenho. Parece que aplico contorno com um tijolo”.

Drag Race provavelmente continuará por muitas outras temporadas. Recentemente, ele se expandiu para o Canadá e o Reino Unido, edição esta apresentado pelo próprio RuPaul, enquanto há outras versões rolando na Tailândia e no Chile há vários anos. Um versão da série com celebridades chegará em algum momento no próximo ano.

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RuPaul continua comprometida com Drag Race, mas está sempre ansiosa para expandir para um novo território. Ele não faz mais apresentações em boate, porque está ocupado com a televisão e porque a cena foi alterada para sempre pela tecnologia.

“Bem quando eu estava encerrando minha carreira de shows em boate, toda a revolução do telefone celular das pessoas filmando a coisa toda estava decolando e estragou tudo. Você não conseguiu nada da platéia. Costumava ser esse tipo de dar e receber, em que o público daria energia ao artista e o artista daria energia ao público. Era um dar e receber, uma festa de amor. Agora é apenas um lado, onde eles estão filmando você, e você olha para eles e pensa: que porra você está fazendo? Por que você não acorda, porra?”.

Em vez disso, RuPaul seguiu sua fome criativa para AJ and The Queen, uma comédia dramática ao estilo de “Priscilla, Rainha do Deserto” ou “Para Wong Foo, Obrigado por Tudo, Julie Newmar”, mas com uma menininha precoce interpretada pela estreante Izzy G. A idéia de incorporar um personagem jovem ao programa surgiu do reconhecimento de que, como diz RuPaul, o público emergente de Drag Race é “meninas brancas suburbanas de 13 anos”.

Mas este não é um show para crianças, na verdade, RuPaul insiste.

“Este programa não é sobre uma drag queen em um programa infantil. É sobre uma criança no show de uma drag queen. É ousado e tem alguns temas sombrios”.

Ele se emocionou com o desafio de interpretar uma pessoa plenamente realizada, removendo a maquiagem dos comentários sociais para descobrir uma verdade mais crua. Ele continua com uma risada irônica

“Era algo que eu estava ansioso para explorar. Para provar a mim mesmo que não estou morto por dentro. Eu provei para mim mesmo que era capaz de estimular essas emoções. É intoxicante”.

Ao assistir a um segmento de 15 minutos da série nos estúdios da Warner, sente-se essa ardência. A atuação é sólida e presente. É um choque agradável ver RuPaul tão acessível, expressando fragilidade e luto ao lado de sua majestosa familiaridade.

RuPaul vem trabalhando nesse sentido há algum tempo, tendo testado as águas de atuação em vários projetos, incluindo uma participação recente na série “Grace e Frankie” da Netflix. Jane Fonda falou sobre a experiência com RuPaul no set:

“Ele nunca tentou chamar a atenção. RuPaul, a glamurosa diva camp, sendo humilde e trabalhando em equipe? Isso eu não esperava… não passei muito tempo com ele, mas ele me fez amá-lo”.

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King, roteirista da série, diz que a experiência de trabalhar com RuPaul excedeu suas expectativas já altas.

“Eu nunca vi alguém mais determinado a não falhar. Mesmo falhando, ele continua seguindo em frente. A maioria dos atores ou tipos artísticos, se sentem que estão falhando, desmoronam e começam a se debater e a ficar mais pálidos, fracos e menos confiantes. Ru se mantém firme e continua, até chegar o mais próximo possível do alvo”.

Essa tenacidade valeu a pena, tanto para o show quanto internamente. RuPaul diz:

“Nossa humanidade, nossa risada, nosso senso de ironia. Moda. Tudo. Está tudo lá. Eu não poderia estar mais orgulhoso”.

King concorda.

“Depois que [Ru] viu o primeiro episódio, ele se virou para mim e disse: ‘Eu pensei que esse seria o programa em que eu me revelaria ao mundo. Acontece que é o show em que eu me revelo para mim’”.

Toda a conversa sobre a coragem e determinação de RuPaul nos faz pensar se, ou nos preocupar se, deve haver um ponto de ruptura em algum lugar – que ele está se colocando em risco, de alguma forma. O estilista Isaac Mizrahi, que disse que foi a primeira casa de moda a tocar “Supermodel” durante um desfile, me contou uma história dos velhos tempos, sobre RuPaul sendo atingido na cabeça por uma luz que caiu durante um ensaio de desfile e, depois de uma visita a um hospital parisiense, continuou o show como sempre.

“Ela literalmente voltou e fez o show com toda a força, peruca cheia. Ela fez esse show incrível. Eu pensei: que profissional”.

King teve uma história semelhante de problema físico no set de AJ and The Queen.

“Ele tinha que girar a peruca ao redor durante uma música e ele realmente se jogou na merda. Ele jogou a cabeça como uma garota de programa por, tipo, 12 tomadas. No dia seguinte, ele não conseguiu se levantar porque desalojou um de seus cristais da orelha interna”.

A solução não foi RuPaul tirar um dia de folga (“eu nunca deixei de trabalhar”, ele disse a King), mas em vez disso gravar uma cena sentada em vez de em pé.

De cima: Cena da série; RuPaul, Izzy G e o diretor Michael Patrick King; Izzy G e RuPaul recebem retoques no set de AJ an The Queen.

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Estou curioso para saber se RuPaul – que fala em termos tão esclarecidos e quase zen sobre estados de ser – fica com raiva. Ele diz que às vezes fica, no trânsito. Mas, mesmo assim, ele tenta transformar esse sentimento em um exercício de auto-reflexão.

“Eu tenho que reconhecer o que realmente é a minha raiva. Na verdade, não tem nada a ver com eles. Minha raiva tem a ver com minha própria frustração em torno, talvez do quão lento o mundo é ou do quão inconsciente o mundo é”.

E a política? Durante esse tempo fervoroso e horrível, certamente algo nesse reino deve ser impossível de se sair por coma. Parece que não.

“Eu tenho que ter cuidado com política, religião e todas essas coisas que deixam as pessoas com raiva de você. Quando dou dois passos para trás e percebo o que realmente está acontecendo, não se trata nem mesmo de questões [particulares]. É sobre inconsciência e incapacidade das pessoas de se verem de fora delas mesmas”.

Ao longo de nossa conversa, se as coisas começarem a ficar espinhosas ou pessoais demais, RuPaul se recupera e passa a filosofar de modo mais amplo, refletindo sobre a natureza de todos os nossos seres, e não especificamente sobre os seus. Ele repete anedotas encantadoras que já li e ouvi em outras entrevistas. Ele volta frequentemente a Matrix e ao Mágico de Oz, histórias de realidade alterada que são um toque em sua visão de mundo. Ele frequentemente evoca as “almas doces e sensíveis” do mundo, incluindo ele próprio, os artistas e pensadores livres mais sintonizados com a dor – e a beleza – da experiência humana. É fascinante ouvir, com alma e quase triste com uma sabedoria conquistada com muito esforço.

Ele também gosta de evocar os romances de Anne Rice, o filme Poltergeist, filmes de zumbis que falam da maneira desmotivada que muitos passam pela vida. RuPaul consegue encontrar mensagens positivas, ou pelo menos instrutivas, nessas coisas sombrias. Ele parece interpretar quase tudo dessa maneira, o mundo uma vasta e variada grade de sinais, símbolos e pistas neutras e benevolentes, com o objetivo de ajudar os envolvidos em seu caminho. Ele fala sobre ouvir as instruções de palco do universo, sobre segui-las. É difícil não se sentir uma criatura menor e mais baixa na presença dele. Mas RuPaul tem o cuidado de interromper essa conversa da nova era com piadas atrevidas e apartes, ativando um pouco da voz do Monstro para estimular o clima na sala. Esse tem sido seu trabalho complacente ao longo de sua carreira como Prometeu, levando fogo gay – com todo seu orgulho e insinuações – para as massas.

Pouco depois de conversarmos, RuPaul partiu para férias europeias de três semanas com seu marido, Georges LeBar, um fazendeiro de Wyoming (sim, sério), que RuPaul conheceu enquanto festejava na boate Limelight, há muito tempo, no Chelsea. O casal mantém uma privacidade protegida – de fato, muitas das pessoas com quem falei para essa matéria especial mencionaram como RuPaul é privado. Ele oferece, ao menos, os petiscos alegres que, quando viajam, o casal gosta de ver shows e ir às compras, e ficar em hotéis chiques – feliz e, finalmente, desfrutando dos frutos de todo o seu duro trabalho. Eles compraram recentemente uma luxuosa mansão em Beverly Hills, por US$ 13,7 milhões. Eles também gostam de andar de helicóptero aonde quer que vão, algo a considerar na próxima vez que você estiver flertando em Paris ou ofegante no Grand Canyon e ouvir um helicóptero zunindo no alto. Poderia ser RuPaul, olhando para o nosso planeta com aquele olhar sempre avaliador dele.

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Depois de todo o trabalho de descompactar e analisar sua realidade, RuPaul ainda não tem certeza de que o que está vendo é, bem, real. Ele é um fã do falecido filósofo britânico Alan Watts, que realizou experimentos imaginando a existência como uma série de sonhos, cada um diferente do anterior – devaneios completamente vividos que poderiam ser controláveis, lúcidos de certa forma, se você pudesse descobrir como. “Você pode projetar para si mesmo qual seria a vida mais encantadora”, sugeriu Watts em uma palestra. “Casos de amor, banquetes, garotas dançando. Viagens maravilhosas. Jardins. Música além da crença”. Essa noção, por razões talvez óbvias, fala profundamente a RuPaul, que diz empolgado no pequeno bangalô:

“Estamos fazendo essas coisas aleatórias dos sonhos. Desta vez, sou esse gay, negro, um americano, que escolhe fazer drag e fazer disso uma febre doméstica, seja lá o que for, [um] fenômeno. E eu estou caindo de cabeça. É divertido”.

Se a vida não passa de uma série de sonhos divertidos e evitáveis, imagino qual RuPaul gostaria de ter em seguida. Ele olha para o teto e suspira, um ícone consciente considerando as consciências futuras. Ele conclui calmamente:

“Eu não sei. Eu gostaria que fosse interessante”.

Matéria especial da revista Vanity Fair escrita por Richard Lawson.

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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Cheryl Hole

Cheryl Hole fala sobre Drag Race USA vs UK, ser a rainha dos memes, sua passagem em Drag Race e muito mais. Confira!

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“Você poderia imaginar a mim e Vanjie na mesma temporada? Isso seria um entretenimento icônico”.

Depois de sete semanas de estalo de língua, de death drop e de ganhar nenhuma medalha RuPeter, Cheryl Hole foi tristemente eliminada de Drag Race.

No sétimo episódio, o top 4 – Cheryl, Baga Chipz, Divina De Campo e The Vivienne – foram encarregadas de fazer uma transformação incrível em suas mães e irmãs. Embora a irmã de Cheryl tenha nos deixado empolgados e boquiabertos, ela se viu no bottom 2 com Baga e foi derrotada ao som do icônico hino de jazz pop de Amy Winehouse, Tears Dry On Their Own. Cheryl conversou com a Gay Times a caminho de Nottingham para dois shows consecutivos.

“Eu sei que fiz o meu melhor, sei que minha irmã arrasou absolutamente no desafio – ela o destruiu. Eu saí em nas alturas. Não me arrependi de nada e fiquei muito orgulhoso de ter chegado tão longe”.

Embora ela não tenha vencido um único desafio e foi eliminada antes de chegar ao top 3, Cheryl se consolidou como uma fanfavorite entre o fandom de Drag Race e se juntou a um grupo de elite de competidoras s que conquistaram o status de ‘rainha dos memes’.

Então, é claro, quando a Gay Times conversou com a drag, eles perguntaram se ela estava pensando em reaparecer para uma temporada futura do All Stars, bem como na suposta versão do All Stars da versão USA vs UK. Saiba tudo a seguir…

Olá Cheryl, como vai?

Ola Ola Ola! Você quer a resposta real?

Vá em frente.

Oh, eu sou uma garota absolutamente realizada.

Por que você está em um trem para Nottingham? O que tem ai?

Eu tenho um show em Nottingham e depois em Hull logo depois.

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Caramba. Você deve estar tendo um dia cheio?

[Risos] Não há paradas desde as 7h30 desta manhã, mas tudo o que posso dizer é que estou muito agradecida por poder fazer isso.

Como é a sensação de ter chegado ao top 4 de Drag Race UK?

Devo dizer que nunca pensei que conseguiria… Quando eu estava lá, nunca pensei que seria uma das quatro primeiras, mas foi uma jornada. Foi uma experiência incrível e estou muito agradecido por Ru e toda a equipe terem me dado a chance.

Você se tornou uma das rainhas mais queridas da história do programa – você esperava esse tipo de recepção?

Eu realmente não esperava isso. Quero dizer, eu sabia que as pessoas se apegariam a rainhas como Baga, e elas iriam torcer por pessoas como Viv… eu era apenas o azarão que todo mundo esperava e achei que as pessoas não gostariam da minha arte.

Eu te amei nesta temporada, porque você não tinha filtro e parecia que estava lá apenas para se divertir.

Sim! Quero dizer, me segurei um pouco. Eu sou de Essex! Você não pode ficar de boca fechada.

Como foi assistir o sétimo episódio?

Eu absolutamente adorei esse episódio. É um dos maiores destaques, isso e o desafio das bandas, é claro… e conhecer Cheryl! Foram três bons episódios consecutivos e sei que fiz o meu melhor, sei que minha irmã arrasou absolutamente no desafio – ela o destruiu. Eu saí em nas alturas. Não me arrependi de nada e fiquei muito orgulhoso de ter chegado tão longe

Você acha que merecia estar no bottom 2? Eu achei que você arrasou.

Naquela altura, você está sendo examinada e precisa realmente procurar os pequenos detalhes. Eu pensei que fiz um trabalho incrível, mas, novamente, tudo depende dos jurados e do que eles gostam. Eu não podia me destacar delas três, porque todas mataram a competição e eu não tinha medalhas, então…

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Houve algum desafio que você acha que deveria ter vencido?

Bem, eu realmente queria vencer o desafio das girl bands, não apenas porque eu amo bandas, mas porque eu senti que renasci naquele desafio e mostrei tudo. É uma pena que as Frock Destroyers tenham sido tão incríveis como foram, e eles mereciam a vitória de todo o coração.

Se não fosse julgado por equipes, você absolutamente conquistaria sua primeira medalha RuPeter…

Bem, eu posso fazer que nem a verdadeira Cheryl e tentar carreira solo…

Como foi ficar cara a cara com Cheryl e dublar sua música na frente dela?

É apenas um daqueles momentos que você nunca acha que vai acontecer. Você já está em um ambiente surreal, filmando Drag Race, e de repente um de seus ícones é lançado bem na sua frente… Você simplesmente não vê isso acontecendo! Eu sabia no minuto em que me deparei com esse desafio que não seria a minha semana, e provavelmente era a minha semana para estar no bottom, então é uma sorte que era uma música que eu conhecia de trás pra frente.

Você sabe por que eles optaram por um remix de Call My Name?

Bem, Ru adora um remix. Qualquer música, Ru adora. Eu mesmo amo o remix. Eu sei que o original é icônico e é um hino, mas eu amo esse remix. Eu sou uma garota de boate!

Você não era apenas a favorita dos fãs dessa temporada, mas também a rainha dos memes – como é essa sensação?

[Risos] Eu não acredito, já que estou sendo completamente honesta. Todo mundo pensou que seria Baga porque ela teve aquele momento “much better” [muito melhor], mas memes são coisas que você nem imagina que serão memes. Muitas das coisas que as pessoas aprenderam, eu realmente não aprendi ao assistir o episódio. Eu sou um bobona.

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O meu favorito é aquele que você ficou sem maquiagem com a enorme peruca loira.

Oh meu Deus, literalmente. Essa foi minha foto do Twitter por boas duas semanas e acho que posso colocá-la de volta. Você já viu o meme ‘Qual Cheryl você é hoje?’.

Eu vi, eu sou o três hoje.

Eu definitivamente sou um sólido dois.

Havia algo que não foi ao ar nesta temporada que você gostaria que o público visse?

Bem, eu sinto que eles exibiram tudo. Não sinto que houve um momento que não foi mostrado. A única coisa que eu diria é… eu gostaria que eles tivessem exibido uma hora de Snatch Game. Houve muitos bordões que usei da minha personagem que as pessoas me criticaram por não usar. Elas diziam: ‘Você não usou este bordão!’, Eu disse: ‘Eles não mostraram tudo que falei!’.

Quais bordões icônicas não apareceram? Estou intrigado…

Havia uma rodada inteira onde eu estava sentado com óculos de sol e disse: ‘Não, agora eu vou Ru, eu não quero mais jogar esses jogos’. Eu também disse: ‘Você nunca vai ter este docinho’. Ru respondeu: ‘Todo T, nenhum doce’. Na minha mensagem no espelho eu escrevi ‘Estou totalmente derrotada!’.

Eu amei isso. Suponho que você participaria de um All Stars – com quem você gostaria de competir?

Ooh Deus. Bem, se é como o All Stars 1, estou fazendo equipes com Blu, mas adoraria completamente ver Crystal. Ela merece outra chance, com certeza. Do programa americano, oh meu Deus, você poderia imaginar eu e Vanjie na mesma temporada? Isso seria um entretenimento icônico.

Eu adoraria ver qualquer uma das rainhas do Reino Unido na mesma sala que Tammie Brown.

Oh meu Deus, seria como uma reunião de família.

Cheryl e fantoche Baga

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Nós precisamos ver isso. Então isso significa que você participar de Drag Race USA Vs. UK?

Bem, se eles reservarem o voo, eu estarei lá.

Além de Drag Race UK, qual você diria ser a sua temporada favorita da série?

Ooh. Não sei! Todo mundo fala a sexta temporada e, embora seja uma temporada icônica, eu amo a nove. Eu acho que foi ótima. Charlie não dublando… Eu estou brincando, eu amo Charlie Hides. Mas as rainhas, o calibre do drag, e Gaga! Foi uma ótima temporada.

Como você acha que a Drag Race UK mudará a cena de drag aqui no Reino Unido?

Eu acho que isso vai destacar ainda mais o talento local e as pessoas que ainda não tiveram a oportunidade, porque esse elenco é pequeno. São apenas 10 rainhas, o que dá mais oportunidades para várias temporadas para mostrar o talento do Reino Unido. Eu acho que mais pessoas vão assistir ao programa, se inspirar, tantos vão querer fazer drag que vai inflar, aumentar e iluminar o arte drag britânica da maneira mais positiva.

Com quem você gostaria de competir na segunda temporada? Eu tenho meus dedos cruzados para Tayce…

Oh, você sabe que Tayce vai virar a festa! Ela fala muita merda, o dia todo, todos os dias. Eu tenho que torcer pelas minhas meninas, então eu tenho que torcer por Ophelia Love, Kitty Scott Claus, Meth, Lydia L. Scabies, Meth, Her the Queen… e obviamente Tayce.


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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Blu Hydrangea

Blu Hydrangea fala sobre Frock Destroyers, Eurovision, sua passagem em Drag Race e muito mais. Confira!

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“Eu estava confiante, estava devassa, eu era uma Frock Destroyer!”

A cada ano, quando o elenco de Drag Race do RuPaul é revelado, os fãs rapidamente classificam os competidores na categoria de ‘rainha da comédia’ ou ‘rainha do Instagram’, sem realmente saber o que elas escondem em seu repertório.

Para Blu Hydrangea, ela caiu no último. Ela ostentava o maior número de seguidores nas mídias sociais e foi elogiada por todos, graças às suas habilidades de maquiagem de tirar o fôlego e ao incrível e peculiar senso de moda.

A queen da Irlanda do Norte não nos decepcionou, servindo algumas das melhores passarelas da temporada. No entanto, ela provou que os pessimistas estavam errados quando mostrou seu talento cômico como ‘Dirty Mary Berry’ e suas habilidades performáticas como parte da girl band mais icônico da década: Frock Destroyers (Break Up Bye Bye está a caminho de estrear no topo 30 nos charts de singles do Reino Unido).

“Pode haver mais coisas aí para as Frock Destroyers, nunca se sabe“, ela revelou, logo após ser expulsa do quarto de hotel por ser – em suas palavras “fabulosa demais”. “Estamos em um bate-papo em grupo e estamos ansiosas para fazer mais!”

A Gay Times entrevistou Blu para discutir sua eliminação nas mãos da sua melhor amiga Cheryl Hole, sendo um farol de luz para a comunidade gay da Irlanda do Norte e se as Frock Destroyers representarão o Reino Unido na Eurovision do próximo ano.

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Parabéns por estar no top5 da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race UK! Como você está se sentindo?

Eu me sinto ótima! Eu tenho com um pouco de ansiedade por não estar no próximo episódio. É o desafio makeover [transformação]! Mas, fora isso, eu estou bem. Eu não mudaria nada neste momento. Em primeiro lugar, quem pensaria que eu chegaria no top5?

Bem, seus looks foram incríveis e você surpreendeu a todos nós com seu talento cômico – você já recebeu uma ordem de restrição de Mary Berry?

Eu pensei que isso iria acontecer! Ainda não. Eu fui um pouco suja e coisas assim, então eu vejo por que as pessoas não aceitaram bem, mas eu fiquei muito orgulhosa disso. Eu não esperava entrar e fazer esse tipo de coisa no programa? Eu não esperava que eu fosse capaz de fazer isso.

Eu achei divertido! Eu acho que as pessoas precisam relaxar um pouquinho.

Obrigado! Ru disse: “Me faça rir”, e foi isso que eu fiz. Poucas pessoas recebem uma chamada de atenção da Ru no palco principal e são informadas de que estão salvas. Especialmente para mim, esse não era meu forte, não era meu porto seguro. Isso apenas prova que eu estava disposto a fazer qualquer coisa para durar e permanecer o tanto que fiquei.

Você sente que cresceu como drag queen por participar do programa?

Com certeza. Entrei tão tímido e reservada e não totalmente eu… Fui como Josh e não Blu. Obviamente, quando você coloca toda a drag em ação, você se torna uma pessoa completamente diferente, mas eu não conseguia sair da minha cabeça para fazer isso, para ser essa persona exagerada de drag queen. Mas eu estava confiante, fui, era um Frock Destroyer [destruidora de vestido]! Esse programa me ensinou a ser eu mesma, e as pessoas vão me amar pelo que faço.

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Você veio ao show e disse que queria representar a comunidade gay da Irlanda do Norte – como tem sido a reação do povo em casa?

Tem sido muito positiva. No bar em que trabalhei, temos uma pequena festa para acompanhar o show e sempre recebo os vídeos de reação, porque não aguento assistir [Drag Race] na frente das pessoas! Sempre há multidões enormes em pequenos bares, porque existem apenas dois bares gays em Belfast. É bom que a comunidade se reúna assim, principalmente depois de tudo o que passamos recentemente. Eu espero que eles se sintam orgulhosos e representados por mim da maneira que eles gostariam de ser representados. Talvez não com as Frock Destroyers e Mary Berry, mas com o resto… espero!

Como foi assistir o episódio da sua eliminação?

Não foi tão ruim quanto eu imaginei. Eu me preparei para isso na minha cabeça e assisti com Crystal e Cheryl, e elas foram tão amáveis ​​e solidárias. Sinto que não saí com uma desempenho ruim ou tendo eito um péssimo desafio. Eu não fui muito mal! Apenas foi coisa demais naquela altura [da competição]. Embora a dublagem não tenha sido tão boa para mim, Cheryl teve que provar a si mesma e estou tão orgulhosa dela como amiga, que ela teve esse momento.

Você chegou a imaginar que teria chance de continuar na competição, depois de ver Cheryl Hole dublando?

[Risos] Tipo, não depois do lipsync! Mas por um momento, pensei que seria eu contra Baga ou Cheryl contra Baga, então talvez eu tivesse uma chance de ficar. Ao mesmo tempo, quem quer enfrentar Baga? Ela tem sido tão boa, ótimo entretenimento.

É raro uma rainha ser eliminada usando o melhor look que ela á mostrou no programa, e acho que você fez isso.

Muito obrigada! Mesmo quando meu cabelo estava todo… Pelo menos eu não me segurei, era o que eu estava pensando quando vi isso porque, oh meu Deus… Sem shade para quem fez meu cabelo, o cabelo estava bem feito, mas eu não sei o que eu estava fazendo naquela passsarela.

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Não tenho certeza se você sabe a resposta para isso, mas por que eles escolheram um remix de Call My Name? O original é perfeito como é.

Eu sei! É ótima. Eu não sei, você sabe… Mas é claro, Cheryl tinha coreografia para essa versão da música! Quando chegamos na passarela, eles originalmente tinham cortado uma versão dela. Mas quando estávamos no palco, eles tocaram a versão completa. Cheryl fazendo Cheryl é ela em seu elemento e se era um remix ou não – eu ainda estava indo para casa! [Risos]

Você chegou ao top 5, por isso passou bastante tempo na tela. Mas havia algo que você que o público visse que não foi ao ar?

Na verdade, acho que eles editaram exatamente como eram os dias. Não há muita coisa perdida. Estávamos todas tão próximas, eu meio que gostaria que tivéssemos mais disso, porque sempre que eles nos mostravam na sala de trabalhos, eram as mesmas pessoas. Eu e Baga éramos muito próximos, eu e The Vivienne, eu e Crystal, eu e Sum Ting, mas você não viu isso. Todos nós queríamos deixar o Reino Unido orgulhoso.

Bem… você está programada para estrear no top 30 de UK Singles Chart esta semana como parte das Frock Destroyers. Como é ser uma estrela pop genuína?

Meu namorado é um grande fã de Marina e do Diamonds e ele diz: ‘Ela não tem num um top 10!’ Então é loucura. É insano. Espero que outras garotas, como Divina e Baga, agraciem as paradas com um single solo, mas se você me dissesse que uma música da qual faço parte estaria no chart… quero dizer. Eu riria na sua cara, é ridículo! Apenas mostra o alcance que Drag Race tem.

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É esta a confirmação de que você não será a próxima drag queen do pop da Irlanda do Norte?

Tipo… eu poderia ser a próxima Nadine Coyle do pop, mas acho que seria mais uma Sarah Harding, uma estrela pop medíocre.

O shade!

[Risos] Isso é tipo um shade, não é? Não coloque isso! Mas pode haver mais coisas para as Frock Destroyers, nunca se sabe. Estamos em um bate-papo em grupo e estamos ansiosas para fazer mais, por isso espero que isso aconteça!

Os fãs também fizeram campanha para vocês representarem o Reino Unido no Eurovision – você topa?

Claro! As pessoas cantam ao vivo no Eurovision ou fazem mímica? Eu posso dublar tão bem, mas cantar ao vivo…

Não tenho certeza, não ficaria surpreso se eles fizessem mímica…

Bom, melhor ainda!

Você voltaria para uma temporada futura do All Stars?

Oh meu Deus, com certeza! Num piscar de olhos. Se o programa pode fazer tudo isso por mim em apenas uma rodada, o que isso poderia me fazer em uma segunda rodada, com mais confiança? Você sabe? Definitivamente.

O que você faria diferente?

Tenha mais confiança que antes. É difícil dizer isso porque ser jogada em uma situação é o que me assustou – o que quer dizer que não acontecerá novamente? Só acho que descobri talento em coisas que achei que estavam fora da minha zona de conforto. Só posso começar a trabalhar nessas coisas, é daqui pra cima agora!

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E finalmente, o que vem em seguida para Blu Hydrangea?

Vou conhecer todos os meus fãs em todo o Reino Unido. Quero manter minhas mídias sociais para que as pessoas possam me seguir além do programa, para que seja onde eu vou focar a maior parte da minha energia. Felizmente, em algum momento, receberei uma parceira de maquiagem com uma marca. E os dedos cruzados para mais coisas das Frock Destroyers – é icônico!


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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Crystal

Para Crystal “a competição não é tão importante quanto o show”, a rainha fala sobre sua passagem em Drag Race, recepção dos fãs e muito mais. Confira!

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Depois de cinco semanas servindo gender-fuck realness com suas passarelas incríveis e de alta moda e quase se mutilando no palco principal, a rainha canadense Crystal levou sashay away no quinto episódio de Drag Race UK.

As seis participantes restantes foram divididas em duas equipes com uma batalha épica entre Girl Bands, auxiliadas pela cantor e compositor indicada ao Grammy MNEK, enquanto a estrela do Little Mix Jade Thirlwall, super fã do Drag Race, participou do painel de jurados.

Apesar de servir um dos looks mais icônicos na passarela de Drag Race (fatos são fatos!), Crystal recebeu críticas negativas por seu desempenho e duelou contra The Vivienne o hino pop “Power” da Little Mix.

“Quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim”.

A Gay Times conversou com Crystal para discutir sua eliminação, ser representante um drag alternativo e por que o “elemento da competição não é tão importante quanto o show”. Ah, e se ela voltará para o All Stars, é claro. Nós não vamos decepcioná-lo!

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Olá Crystal e parabéns!

Obrigado!

Como você está se sentindo após a sua eliminação?

Eu não acho que tive a chance de processá-la para ser honesto! Sinto-me exatsiada, excitada e triste.

Honestamente, eu pensei que você foi incrível no desafio? E aquele look!

Oh obrigado! Na verdade, estou muito orgulhosa de mim mesma, assisti o episódio – e, obviamente, sabia que fui para casa – e pensei: ‘Deus, eu devo ter realmente estragado tudo’. Mas ao assistir fiquei tipo, ‘Eu fui bem!’ Mas você sabe, duas pessoas precisavam estar no bottom 2 e quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim.

É difícil, porque neste momento ninguém vai mal…

Sim, com certeza. A única coisa que vou dizer sobre essa passarela é que, quando voltei para casa, a 11ª temporada estava no ar. Uma semana depois, eles fizeram o desafio de Facekini. Eu fiquei tipo, ‘Oh, talvez os jurados estivessem cansados disso porque acabaram de fazer um desafio inteiro sobre nesta última temporada’. Obviamente, eu não tinha visto isso ou conhecia, então foi apenas azar.

Você acha que o aspecto da passarela realmente desempenha um papel nas críticas dos jurados? Porque você forneceu dois dos melhores looks da história de Drag Race duas semanas seguidas.

Ah, obrigada! As pessoas sempre dizem que é tipo 80-20, mas acho que uma passarela realmente boa pode te salvar se você tiver tipo… no bottom 3? Eu acho que uma passarela realmente boa pode dar a você a vitória se você estiver entre as duas melhores. Eu acho que look serve para desempatar em vez de um peso real, a menos que todo o desafio seja sobre a passarela.

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Na semana passada, você quase se matou na pista! Eu pensei que você estaria salva, com certeza.

[Risos] Quando descobri que aquela pista seria ao mesmo tempo que o Snatch Game, fiquei tão aliviada porque pensei: ‘Pelo menos tenho algo legal para vestir e talvez me ajude a escapar’. Mas é um reality show, o que aprendi é que o elemento competição nem sempre é tão importante quanto o próprio programa.

Ao longo da sua passagem, você se tornou a favorita dos fãs – você esperava esse tipo de reação?

Quer dizer… não sei se isso é verdade!

É absolutamente verdade.

Tive muito amor e apoio, mas não sei se isso é realmente alguma coisa. As pessoas dizem que estão torcendo por mim e outras coisas, mas é difícil saber. A reação foi tão positiva e eu estava esperando muito mais merda e mensagens de ódio e todo tipo de coisa. Um monte de fotos de rola! Muitas fotos de pau não solicitadas. Duas por dia.

E como você responde a isso?

Faço várias capturas de tela e não respondo. Isso me faz rir.

Você foi a rainha gender-fuck dessa temporada, deu à franquia Drag Race algo que nunca vimos antes – era importante para você mostrar esse lado do drag?

Sim, com certeza. Eu não tinha certeza se os jurados me pediriam para raspar meu peito e não havia decidido de antemão se faria ou não. Felizmente, isso se tornou um ponto de discussão por um tempo e as pessoas ficaram tipo, ’Ok, legal. Tudo bem, tanto faz. Não é grande coisa’. Então, eu acho isso muito legal e que teve progressos. A idéia de que eu me tornei o pináculo do drag alternativo é meio risível, porque quando olho para as rainhas com as quais trabalho no leste de Londres, sou a rainha menos peluda que conheço. Tem cabelo nas costas e todo tipo de coisa, então não me vejo como uma rainha peluda, mas acho que no contexto da série eu sou. Para mim, não se trata de polidez, apesar de achar que minha aparência é polida. Do meu ponto de vista, não se trata de se passar por uma mulher.

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Houve algo no programa que não foi ao ar que você gostaria que o público visse?

Hmm… acho que eles mantêm as melhores partes. A única coisa, assistindo o quinto episódio… esse episódio foi provavelmente o mais divertido que eu participei no programa. Eu, Cheryl e The Vivienne, realmente trabalhamos muito bem juntas, nos divertimos e realmente nos curtimos. Portanto, mesmo que os comentários cheio de shnde tenham sido cortados, não acho que essa seja a realidade da situação. Estávamos todos realmente apoiando um ao outro e nos ajudamos. Acabou parecendo que eu estava incomodada pelo grupo, mas, na realidade, estávamos todas juntas. Foi um bom entretenimento!

Você acredita que a música está no top 20 do iTunes do Reino Unido?

[Risos] Sério? Impressionante! Mas não a versão do Filthy Harmony? Justiça para a Filthy Harmony [harmonia imunda]!

Você foi eliminada em sexto lugar, o que garante uma vaga no All Stars – você topa?

Obviamente eu faria. Claro que sim! Sabendo agora como é o show e como funciona, eu posso entrar com uma energia muito mais relaxada, divertida e descontraída. O que me impediu foi o medo e a ansiedade do desconhecido, e como eu iria me sair, e o que elas queriam de mim. Depois de fazer isso, você percebe: ‘Posso participar de novo e fazer um trabalho muito melhor’.

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Como você acha que a Drag Race UK mudará a cena de drag aqui?

Espero que não muito! Eu acho que isso criará mais oportunidades que não estão no programa também. A razão de eu ser capaz de trabalhar como drag queen é por causa do impacto do programa nos EUA, espero que isso crie mais oportunidades para todos.

Qual foi a melhor parte da sua experiência?

As fotos de rola. Não, o show me deu um nível totalmente novo de confiança e realmente me ajudou a evoluir minha drag. Sou um artista totalmente novo. Você não quer ir para o Drag Race para aprender a fazer melhor o drag, mas foi o meu caso. Foi uma experiência de aprendizado incrível.

Você vai seguir os passos de suas colegas rainhas com um single?

[Risos] Absolutamente não.


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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Sum Ting Wong

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“Vamos dizer se você tiver parecendo uma bosta. Nós lhe diremos se a sua drag está mingin [fedida]”.

Não estávamos prontos para Sum Ting Wong sair tão cedo, honestamente. Em apenas quatro semanas, a Brummie rapidamente se tornou uma das fanfavorite de Drag Race UK, graças ao seu senso de humor seco e à sua emocionante história; o último dos quais ressoou massivamente com os fãs, principalmente os da comunidade asiática.

“Teve crianças de 12 anos de idade, de origem muito religiosa em Birmingham, que me enviaram mensagens dizendo: ‘Sou como você. Eu me vejo em você. Obrigado por compartilhar sua história, porque agora eu sei que não estou sozinha’”.

No Snatch Game, Sum Ting assumiu um risco – possivelmente um dos maiores riscos da história de Drag Race – quando ela escolheu personificar (o tesouro britânico) Sir David Attenborough.

Embora sua representação fosse estranhamente precisa e diferente de qualquer outro personagem visto anteriormente, ela levou sashay away pela sister Crystal, depois de Alan Carr ter dito que seu desfile parecia “mingin”.

A Gay Times conversou com Sum para discutir sua passagem no programa, o amor que ela recebeu dos fãs e por que as artistas norte-americanas pensam que o Drag Race UK é “muito cru”.

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Oi Sum Ting! Como você está se sentindo?

Olá, bebê! Meu novo single CrossFire já está disponível no iTunes e no YouTube e pode ser transmitido no Spotify! O link está disponível no meu perfil do Instagram [risos].

É um estouro! É muito pop-R&B dos anos 90, o que eu amo.

Com a voz de Brandon Urie! Não acredito que me foi dada essa oportunidade, não apenas por participar de RuPaul’s Drag Race, mas por todo o apoio que tive. Eu não seria capaz de lançar isso sem o apoio e o amor de todos.

Um EP ou um álbum vem aí?

Eu tenho um EP chegando, um EP de três partes que estará disponível até o final deste ano! Há 20 anos, se você me dissesse que eu faria uma turnê pelo Reino Unido com minha própria música, eu pensaria que você estava mentindo.

Como você se sente por perder a participação de Jade Thirlwall [do Little Mix] na semana seguinte e também o desafio de cantar?

[Gritos] Eu fui para o programa pois meu forte é cantar. Eu arraso cantando. Eu sou boa em cantar. Me dê um desafio de canto! O programa mostrou tantas coisas que eu posso fazer, que eu não sabia, você entende o que eu quero dizer? Eu não sabia que era engraçada. É estranho, quando você ouve a si mesmo, pensa: ‘Eu sou um idiota absoluto’. Eu não sabia que era engraçada e não sabia que podia fazer um terno com cortinas! Eu não percebi todas essas coisas, e eu desfilava pela passarela em uma caixa de espuma… andando como uma idiota, achando que eu era A rainha. O show mostrou muitos lados de mim e eu pude compartilhar minha história, coisas assim. Então… não me importo de não ter enfrentado o desafio de canto, porque isso me mostrou tantas outras coisas que eu posso fazer, que eu nem sabia. De qualquer maneira, eu tenho meu single lançado agora! Você pode me ouvir cantar sobre isso! [Risos]

Você saiu em sétimo lugar! Essa é uma ótima posição.

Eu sei! Eu sou o icônico sétimo lugar. Eu falei com muitas drags americanas e várias delas ficaram tipo ‘Garota, você é top 7’. Eu fiquei tipo ‘O que isso significa?’ E elas responderam ‘Essa é a posição da Alyssa Edwards’. E eu reagi tipo, ‘O quêêêê?!’ Mas sim, existem tantas pessoas nesta posição, Alyssa, Shangela eu acho, Monét X Change, Trixie Mattel, Tatianna, Joslyn Fox… É uma posição icônica estranha no Fandom de Drag Race, então eu vou andar nesse bonde o máximo que puder… então: CrossFire, o novo single de Sum Ting Wong está disponível agora.

Sum Ting Wong criança

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Bem, você então tem certeza de que voltará para o All Stars?

Se for esse o caso, faço minhas malas imediatamente! Não sei onde, porém, não sei se farão o All Stars nos EUA ou aqui, entende o que quero dizer? Se fizermos isso em Marte… no espaço, seria fabuloso. Mas, com toda a sinceridade, se eu receber essa ligação – e não sei se conseguiremos porque estamos no Reino Unido – sim!

Espero apenas que a produção combine as concorrentes dos EUA e do Reino Unido em vez de uma versão apenas do Reino Unido.

Imagine se eu enfrentar minha gêmea Jiggly Caliente? Jiggly postou uma foto com Katya e num comentário escreveu, ’Sum Ting Wong parece grávida’. [Risos] Eu a amo muito. Algumas garotas americanas estão se aproximando e Ongina postou um belo post: ‘Você é tão amada’ blá blá blá. Isso me fez chorar, era tão bonito. Jiggly me mandou uma mensagem depois que eu falei sobre minha família e fiquei tipo ‘vadia, você me fez chorar’. Eu não fiquei tipo ‘eu tenho que contar todas essas histórias sobre mim’.

Scaredy Kat, Sum Ting Wong e Vinegar Strokes no segundo episódio da S1 de Drag Race UK

Isso aconteceu tão naturalmente e sinto que as pessoas viram isso. Para mim, pessoalmente, como alguém de ascendência chinesa e vietnamita indo a um programa e falando tão abertamente sobre meus problemas em ‘sair do armário’, foi representativo, o que é muito importante. Teve crianças de 12 anos de idade, vindas de uma origem muito religiosa em Birmingham, me mandando mensagens dizendo: ‘Sou como você. Eu me vejo em você. Obrigado por compartilhar sua história, porque agora sei que não estou sozinha’.

Eu sinto que esse foi o momento mais emocionante do Drag Race UK até agora.

Eu senti que nunca haveria um momento em que isso surgiria em uma conversa organicamente. Mas quando eu estava conversando com Vinegar [Strokes], eu não sabia que ela tinha uma formação semelhante à minha, então parecia o momento perfeito para conversar sobre isso com ela. Foi tão bonito que pudemos compartilhar isso, e é tão bonito que tanto amor e apoio vieram disso. Eu sinto que nada do que dissemos no programa é forçado, tudo saiu naturalmente e as pessoas podem ver isso. Sou eternamente grata por isso. A reação foi absolutamente incrível. Gostaria de estar no próximo episódio? Sim, claro, mas eu não poderia ter pago por uma recepção melhor.

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Eu acho que você se consolidou como a favorita dos fãs assim que desfilou pela passarela com sua roupa inspirada na rainha Elizabeth.

[Risos] Meus produtos agora estão disponíveis em sumtingwong.co.uk! Como eu disse, sou um idiota absoluto, no geral eu pensei que estaria no bottom. Quando eles disseram que eu estava no top, fiquei tipo, ‘O QUE? Eu sou apenas um bobão em uma caixa vestida como a rainha!’ Eles nos disseram para trazer uma roupa de rainha e eu fiquei tipo, ‘eu não conheço nenhum dos looks icônicos da rainha, tudo o que conheço é o carimbo’.

Você poderia ter vencido, você esteve tão perto!

Oh, obrigada, mas a Vivienne também foi incrível. Ela parecia muito com a rainha, foi estranho. Não tenho nada além de amor por ela, ela é tão talentosa. Desejo à ela tudo de melhor.

Como você está se sentindo hoje, depois de assistir o episódio quatro?

Muito bem. É como reviver as emoções novamente. O problema é que eu saí tão elevada. Quando vi Geri Halliwell, chorei porque ela era meu ídolo. Você sabe como não chora como coisas tristes, mas chora nos casamentos porque são tão adoráveis? Geri estava dizendo tudo para me fazer chorar: ‘Você é tão amado, você é a personificação da drag britânica, é tão quente e tão amoroso’. Assistindo, senti todo esse amor novamente. Eu não poderia ter pedido uma saída melhor. E eu dublei Spice Up Your Life na frente de Geri!

Você esperava que a Geri a visse depois?

De jeito nenhum! Escrevi minha nota no espelho: ‘Ok… vamos para casa agora, tchau’. Eu me viro e ela estava lá. Eu fiquei tipo, ‘Isso é uma merda de piada?’ Eu acho que ela escapou e disse: ‘Gente, eu vou ao banheiro’. Ela é um verdadeiro ícone britânico. O vestido Union Jack nunca mais será o mesmo.

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Como você se sentiu com relação ao comentário de Alan Carr sobre a sua runway?

[Risos] O babado é certo, eu sou abençoadamente desligada e estúpida. Quando me olhei de frente no espelho, fiquei tipo ‘Isso… parece… ótimo’. Eu não verifiquei minhas costas. Quando me virei e notei, pensei que parecia um saco de lixo vermelho. Ninguém está sendo duro por ser duro. Todos estão criticando porque querem que você seja melhor. Se as rainhas dissessem ‘Sum Ting Wong, você está absolutamente deslumbrante, você está linda’, eu ficaria tipo ‘Por que você está mentindo?’.

No Reino Unido, é assim que falamos um com o outro. Queremos que o outro seja o melhor, por isso diremos se você parecer uma merda. Nós lhe diremos se a sua drag está fedida. É assim que a nossa comunidade de drags é, parece realmente sombria! Por exemplo, se a Vivienne não gostasse de mim, ela não teria dito uma palavra. Não tenho nada além de amor pela Vivienne e ela me ama de volta. É uma coisa muito britânica, então quando os americanos veem isso parece realmente duro!

Havia algo no programa que não foi ao ar que você gostaria que os fãs vissem?

Sim, existem muitas, mas o Snatch Game foi muito mais curto. Havia tantos outros momentos incríveis que foram cortados, porque não eram tão bons quanto os outros momentos incríveis. Essa é a parte que me deixa estressada. Precisamos ver as cenas estendidas!

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Você disse anteriormente que estar no programa lhe ensinou muito sobre você, mas o que mais ele ensinou sobre o drag?

Comigo, eu sempre vejo o drag como uma máscara. Drag é uma persona que você veste, mas para ser um ótimo artista, você precisa se dar bem. Você não pode passar o tempo todo se escondendo atrás de uma máscara e sinto que o programa me mostrou isso. Com todo o amor e apoio que recebi online, percebi que sou capaz de ser 100% autêntica e eu mesma, e saber que as pessoas aceitam isso. Agora sou imbatível, simplesmente porque sei que pessoas gostam de mim. É uma maneira muito estranha de dizer isso, mas sinto que posso ser eu sem precisar me desculpar. Não preciso fingir ser outra pessoa. As portas se abriram para eu fazer absolutamente o que eu quiser. Eu digo para Ru: ‘Você mudou minha vida para sempre’, e ela realmente mudou.

Como você acha que a Drag Race UK mudará a cena de drag na Grã-Bretanha?

Em vez de todo mundo estalar a língua, todo mundo vai se chamar de escória. Em vez de dizer “Yaaas rainha!”, As pessoas dirão “Muito melhor!”. O Drag Race UK é autenticamente britânico, então acho que vai destacar o quão grande é o nosso drag britânico.

E como você acha que a Drag Race UK se compara à versão americana?

Eu realmente acredito que o Snatch Game foi o melhor episódio da história de Drag Race. “Muito melhor!”

Assista ao vídeo do single de estreia de Sum Ting Wong, CrossFire, abaixo.


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