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Crítica

MOONLIGHT, Melhor Filme do Oscar 2017

🕓 2 min de leitura

Ontem no Oscar Moonlight fez história ao se tornar o primeiro filme LGBT e segundo filme protagonizado por negros a vencer na categoria de Melhor Filme.

O longa-metragem de uma produtora independente e de baixo orçamento é sobre a hipermasculinização do homem negro e homofobia. Coisas que nós LGBTs entendemos muito bem.

A obra vai além do rótulo “filme gay”, pois trata de questões sensíveis a negritude e as opressões que pessoas negras sofrem tradicionalmente em nossa sociedade.

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Chiron é uma criança que cresce em meio a uma comunidade que o persegue por não estar dentro dos padrões de masculinidade impostas socialmente, a realidade de muitos LGBTs. Sendo assim conforme cresce se afasta de tal identidade por não vê-la como algo positivo, seja no âmbito sexual ou afetuoso. Dessa forma, a fim de evitar a homofobia que o cerca, Chiro encontra na violência uma saída para se “tornar o homem ideal” que é viril, bruto e sem sentimentos.

Soma-se a essa história o fato de que mesmo que Chiron se reconhecesse como gay, perceberia que sua etnia não encontra espaço dentro da comunidade LGBT. Moonlight mostra como é difícil ser negro e LGBT, sendo negado sua existência em ambas comunidades. Rejeitado pelos negros por ser gay e rejeitado pelos gays por ser negro. Conhecemos muito bem essa narrativa, pois é comum em nossa realidade.

Moonlight é uma obra-prima que retrata bem a crueldade que é a construção de identidade, especialmente de LGBTs negros, nos provando que é necessário rever a forma como entendemos a masculinidade.

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Fiquei muito feliz com o resultado de Melhor Filme do Oscar 2017. Que mais histórias assim sejam contadas, popularizadas e democratizadas. Arte revoluciona e a partir dela conseguiremos fazer com que mais pessoas revejam seus comportamentos problemáticos que oprimem aqueles que estão tentando sobreviver nesse mundo caótico. Representatividade importa muito. Esta vitória de Moonlight foi merecida e lendária e é toda nossa.

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