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Crítica

Asia O’Hara: o lado humano da competição

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Durante a entrevista de apresentação para a décima temporada, Asia descreve a si mesma como uma “queen camaleão”, que muda de estilo, se adapta e se recupera sempre que precisa. E parece não haver descrição melhor do que essa para defini-la, afinal, se teve alguém que soube se reerguer de algum problema com desafios foi a Asia.

Querida por todos e dona de um sorriso cativante, Asia se mostrou versátil, dedicada e persistente, vencendo adversárias numa temporada repleta de queens com potencial para chegar à final. Adicione a isso uma personalidade doce do tipo que dá vontade de assistir o dia inteiro e nós temos os motivos que a levaram a ser uma das finalistas.

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Se durante os episódios de Untucked, Asia se manteve fora de polêmicas, foi no workroom ao lado da The Vixen que ela protagonizou uma das cenas mais bonitas da temporada. Quando ninguém mais conseguia encontrar palavras para amenizar a fúria da Vixen, Asia a acolheu e com muita delicadeza explicou que a entendia, mas que o melhor para a colega era focar no próprio jogo ao invés de continuar na defensiva. As duas tiveram um papo sincero e necessário sobre racismo, amor e competição. É uma pena que nesse mesmo episódio ambas tenham ido para o bottom e nós não tivemos a oportunidade de saber se essa conversa afetaria o comportamento da Vixen no restante do jogo.

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Talvez o momento mais controverso de Asia tenha sido quando ela precisou mostrar seu lado perverso no desafio de Evil Twins. Um lado que ninguém imaginaria ver aflorando e que acabou pegando pesado com Miz Cracker, deixando mágoas a serem resolvidas fora do programa. Exceto por isso, Asia se portou como uma queen “mãezona” preocupada em ajudar as outras com seus figurinos, disposta a conversar, se abrir e ser mais humana do que competidora, tendo raros casos de shades pontuais, quase criando a famosa RuPaul’s Best Friend Race.

No último Untucked (episódio 12), Asia declarou sentir-se satisfeita com a influência que teve sobre o comportamento de Aquaria e a amizade que elas desenvolveram, e caso não vença o programa, ao menos sabe que marcou alguém. Isso talvez seja o que melhor define sua trajetória, uma pessoa que prestou atenção e solidariedade a todas sem deixar de focar em seu próprio jogo, sendo engraçada quando o desafio pedia e criativa nos looks mais elaborados. Seu legado é de amor, força, autoconfiança e respeito ao próximo. E caso coroada, Asia reinará como uma winner de liderança inspiradora e paixão pelo que faz.

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Giulianna Palumbo tem 25 anos, três livros publicados e uma paixão imensa por cultura pop. Escreve porque sente que se não tirar as palavras de si, elas a sufocarão. Ama literatura nacional e pode ser facilmente encontrada em festas drag ou comendo coxinha em bares do centro.

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