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Drag Queens

Who’s That Queen? Willam Belli

“Acho que a temporada quatro ainda se mantém porque nós tínhamos arquétipos tão fortes que fazem o reality show brilhar: o azarão, a vadia, a garota gorda, a loira burra”, afirma Willam Belli nesta entrevista exclusiva!

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🕓 6 min de leitura

O lema dela é: “Se eles tem um cheque, eu tenho o talento”. Ciente de que cada aparição, real ou virtual, é uma oportunidade única para entreter as pessoas, uma de suas metas é não perder o fator “novidade”, afinal, o entretenimento tem fome e ela sabe como matá-la. Estamos falando de Willam Belli.

Sim, você sabe que Willam foi a primeira participante da história de RuPaul’s Drag Race a ser desqualificada, por ter mantido relações sexuais com seu marido, na época das gravações da quarta temporada, exibida em 2012.

Neste período, no dia 19 de março, no episódio oito, o último com sua participação, Willam também protagonizou um momento que saiu da TV direto para a eternidade dos memes: como já sabia que seria eliminada, ela comeu muito mais do que deveria no hotel. Junto a mistura de comida, vodca e Accutane, um remédio para acne, o resultado foi a clássica cena de vômito no palco principal.

Ao participar de RuPaul’s Drag Race, Willam sabia que não venceria o programa. Como contou a imprensa, pessoas bonitas e bem sucedidas não rendem boa TV, a não ser que sejam más. Em paralelo a isto, era de seu conhecimento um certo favoritismo em torno de Sharon Needles, vencedora desta edição.

Sobre a quarta temporada, infelizmente ela traz consigo diversas questões delicadas, como racionamento de comida para o elenco de 13 pessoas durante as gravações com durações de 14 horas; problemas de segurança e violação de direitos humanos, além do uso de maconha nos bastidores, por parte de algumas drags do casting e produtores.

Por fim, ao final do dia, é como Willam gosta de relembrar: ela fez parte do programa porque a produção a convidou, eles tomaram iniciativa. Como não costuma dizer não para trabalho, o resultado é o que você viu na temporada dela.

Agora que eu saciei a sua sede de fofoca, quero dizer, conhecimento, vamos descobrir, de verdade, quem é a Willam? Afinal, participar de um reality show não diz tudo sobre você e esta coluna não se chama Who’s That Queen? à toa, caro leitor.

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Nascido na Filadélfia, cidade mais populosa da Pensilvânia, no dia 30 de junho de 1982, Willam Bart Belli é o que nós chamamos por aqui de pacote completo: ator, cantor, compositor, podcaster, comediante, YouTuber e, claro, drag queen.

A respeito desta última profissão, drag, Willam faz sempre questão de ressaltar que não é uma personagem fictícia, inclusive, seu nome artístico é o seu nome de batismo. Segundo ela, isto também facilita para conseguir papeis como ator/atriz, desejo mantido já a partir da infância.

Desde criança, Willam queria estar nos holofotes. Enquanto crescia, já evidenciava seu interesse por maquiagem, colorir, desenhar e arte no geral.

No ambiente escolar, o mundo artístico, movido pela criatividade, era seu único interesse, porém, aos 16 anos, Willam completa os estudos e para de ir à escola, o que é considerado cedo na América. Ele também já trabalhava desde os 12 anos, fator que lhe ajudou no processo de emancipação no tribunal, visto com naturalidade por seus pais.

A precocidade de Willam a ajudou no que viria pela frente. Hoje em dia, ela ostenta mais de 20 participações como atriz de cinema, entres eles o longa-metragem Hurricane Bianca, lançado em 2016, por sua irmã Rugirl, Bianca Del Rio; e o celebrizado “A Star Is Born”, de 2018, protagonizado por Lady Gaga e Bradley Cooper, um projeto que ela elege como o momento mais surreal de sua carreira.

Durante as filmagens, em um dia específico, Lady Gaga não conseguiu dar tanta atenção para Willam. O diretor assistente do musical entregou para ela uma rosa branca e um pedido de desculpas por isto, enviados pessoalmente pela cantora e compositora. Legal, não é? E não para por aí.

De 2002 a 2017, Willam emplacou diversos papeis na televisão, marcou seu espaço online, disponibilizou três álbuns, um livro que vendeu mais de 41 mil cópias quando lançado, muitos singles e dezenas de videoclipes, solo ou em grupos pop. É como ela mesma diz: “Posso não ter vencido Drag Race, mas venci na internet”.

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De fato, os números de Willam não a deixam mentir: são um milhão de seguidores no Instagram; 557 mil no Facebook; 408,8 mil no Twitter, 933 mil inscritos no YouTube e 60.920 ouvintes mensais no Spotify. Um império digital erguido por quem saiu de um programa no qual só existem duas possibilidades: perder ou ganhar. Esta drag contrariou a regra e transformou o que poderia ser uma péssima experiência em um caixa eletrônico.

Hoje em dia, Willam trabalha como ator em Hollywood há quase 21 anos, já fez show para um público de 20 pessoas e também performou para 50 mil, além de ter conseguido a façanha de usufruir de uma carreira musical sólida sem nunca a ter buscado, porque, em seu coração, considera-se muito mais comediante. Ah, o trabalho como drag queen segue adiante como sempre. E é sobre ele que falamos na entrevista que você confere logo abaixo.

Willam no segundo dia da DragCon NY 2019

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Já se passaram nove anos desde que a quarta temporada de RuPaul’s Drag Race foi ao ar. Se você tivesse que “defender” sua temporada em um tribunal, quais argumentos usaria a favor dela?

Acho que a temporada quatro ainda se mantém porque nós tínhamos arquétipos tão fortes que fazem o reality show brilhar: o azarão, a vadia, a garota gorda, a loira burra, etc…

A profissão de drag queen existe há muitas décadas. Ao longo dos anos, ela vem se adaptando às mudanças da sociedade, atingindo o mainstream inclusive. Considerando que drag chegou aonde nunca esteve antes, qual é o próximo passo, Willam?

Drag queens estão por toda parte! Conheço uma drag queen com restaurantes chamada Suzi Wong; drag queens com lojas, como a Rudeness, em Downtown Los Angeles (DTLA); e drag queens correndo para o escritório na América. Não vejo limites para aonde drag pode ir.

* Rudeness é a drag queen que possui a loja para drag e showgirls em DTLA.

Como foi o processo de criação do seu livro Suck Less: Where There’s A Willam, There’s A Way (lançado em 18 de outubro de 2016)? Até hoje não entendo por que ele não tem uma versão brasileira, traduzida para o português.

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Suck Less foi um livro divertido para mim porque parece uma revista extensa ao ler ele. Desculpe, não foi traduzido para o português, mas, ei, as fotos são universais.

Por que você foi excluída 40 horas antes do começo das filmagens da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race All Stars? O que aconteceu? Você se arrepende de não ter participado? 

Os produtores disseram que não viam “química ou apostas” entre mim e as outras garotas porque Phi Phi não estaria lá como estavam planejando.

Jiggly Caliente e Willam

>  Entrevista: Lala Ri fala de Drag Race S13
>  Who's That Queen? Alexis Michelle

Você já veio ao Brasil. Quando você pensa no meu país, qual é a primeira coisa que passa pela sua cabeça?

Quando penso no Brasil, penso em homens como Bruno do Pit Crew e no meu vídeo Es Una Pasiva. Também penso em Pabllo Vittar porque sou uma grande fã dela. Elas adoram fazer drag lá embaixo. Tem uma foto no meu livro de uma boate no Rio com todos os fãs enlouquecendo enquanto eu estou no palco. Olhe para os rostos deles na foto. Eles estão DENTRO disso.

Willam, eu não vou lhe pedir Rupaulogize [se desculpar] por encerrar esta entrevista da seguinte forma: há muita controvérsia sobre sua participação em RuPaul’s Drag Race, com diversos rumores e histórias. Independentemente disso, o que as pessoas não sabem até hoje sobre sua participação no programa que você adoraria nos contar agora?

Eles filmam um reality show com homens de perucas no verão em Los Angeles e não usam o ar condicionado porque fode com o som. Cruel e incomum.

Siga Willam no Facebook, Instagram, Spotify, Twitter e YouTube.

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