Relato | Show da Alaska em São Paulo

Modo Noturno

Já se passaram mais de 24 horas que eu conheci a Alaska pessoalmente e meu coração ainda está cheio de ternura. Confesso que tinha medo de encontrá-la, pois, por causa da música Meet&Greet das AAA Girls, eu pensava que ela odiava conhecer os fãs. Que bom que eu estava enganada! Claro que a experiência de um meet é única, cada um vivencia de uma forma diferente e deve ter gente que discordaria de mim, mas posso dizer que Alaska é muito mais doce e amorosa do que eu poderia imaginar. Eu sei que pra muitas pessoas uma drag queen é “só um homem de peruca”, mas para mim toda drag queen é uma obra de arte, e no museu do meu subconsciente Alaska é a Monalisa.  Tenho algumas histórias pessoais com ela e com suas músicas; o modo como ela lidou com algumas situações em público me fez analisar e lidar melhor com problemas semelhantes que eu enfrentei, por isso, a minha necessidade de lhe entregar um presente e dar um abraço (mesmo que ela nunca saiba o quanto me ajudou). Valeu a pena, sinto que fiz o que deveria e ainda tive a recompensa do sentimento bom que nos preenche ao abraçar alguém que a gente admira.

O show foi uma delícia! Ao toque de uma contagem regressiva de CINCO MISS VANJIES, o telão exibiu momentos da carreira da Alaska, a plateia gritou seu verso em Read u wrote u e ela entrou no palco cantando I Have Nothing da Whitney Houston (música que ela cantou na noite de sua coroação no All Stars 2 e a qual ela costuma dedicar aos fãs).

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Na sequência, Alaska cantou Hieee, Pussy, uma versão acústica de Anus, e então pediu para as pessoas escolherem quais músicas elas gostariam de ouvir num piano elétrico (isso depois de ter feito algumas gracinhas no piano). As escolhidas foram Diamond in the rough e Gayest thing you’ve ever seen, então o pianista Jeremy Mark Mikush entrou para tocar enquanto Alaska cantava.

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No decorrer do show, Alaska ainda jogou alguns shades para a Trixie Mattel, falou que não entende como a Shangela não chegou ao top 2 do All Stars 3 e perguntou para quem o público estava torcendo na final da temporada 10. Nessa hora, Aquaria foi muito aclamada, Eureka teve algumas vaias, Kameron também, e Asia não causou muita reação. Entregaram pra Alaska uma placa com a frase JUSTICE FOR MIZ CRACKER. Depois disso, ela ainda cantou Hair, The T, Valentina (com direito a um reveal de pétalas vermelhas num chapéu), Your makeup is terrible e novamente seu verso em Read u wrote u, dando a entender que o show estava encerrado.

O público começou a gritar CRACKUDA e COTADA, afinal seria estranhíssimo ela não cantar Come to Brazil. Então ela voltou ao palco e cantou. Antes fez um agradecimento aos fãs e se rasgou de elogios para as queens brasileiras, convidando algumas delas para o palco no final da apresentação.

Eu estava escondida ali atrás assistindo aos shows mais cedo e quero aplaudir a todas as queens que representam São Paulo e Brasil. Os EUA podem ter RuPaul’s Drag Race, mas é melhor eles ficarem atentos, porque o Brasil tem umas vadias doentias!

Confira no vídeo:

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Particularmente, eu achei esse show da Alaska ainda melhor do que o do ano passado. Ela me pareceu muito feliz de estar ali, muito descontraída e carinhosa com todos. Fiquei bastante comovida quando acabou a festa, não só por ela, mas por todos os artistas que passaram no palco e fizeram apresentações lindíssimas, pelo público que gritava animado, pela organização do evento e o clima de confraternização. É emocionante a sensação de viver momentos tão intensos. Repito: se você nunca foi a um show de drag, vá. E se gosta da Alaska, me adiciona.

Alguns dos show nacionais:

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