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DRUK S1 | Entrevista: Crystal

Para Crystal “a competição não é tão importante quanto o show”, a rainha fala sobre sua passagem em Drag Race, recepção dos fãs e muito mais. Confira!

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Depois de cinco semanas servindo gender-fuck realness com suas passarelas incríveis e de alta moda e quase se mutilando no palco principal, a rainha canadense Crystal levou sashay away no quinto episódio de Drag Race UK.

As seis participantes restantes foram divididas em duas equipes com uma batalha épica entre Girl Bands, auxiliadas pela cantor e compositor indicada ao Grammy MNEK, enquanto a estrela do Little Mix Jade Thirlwall, super fã do Drag Race, participou do painel de jurados.

Apesar de servir um dos looks mais icônicos na passarela de Drag Race (fatos são fatos!), Crystal recebeu críticas negativas por seu desempenho e duelou contra The Vivienne o hino pop “Power” da Little Mix.

“Quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim”.

A Gay Times conversou com Crystal para discutir sua eliminação, ser representante um drag alternativo e por que o “elemento da competição não é tão importante quanto o show”. Ah, e se ela voltará para o All Stars, é claro. Nós não vamos decepcioná-lo!

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Olá Crystal e parabéns!

Obrigado!

Como você está se sentindo após a sua eliminação?

Eu não acho que tive a chance de processá-la para ser honesto! Sinto-me exatsiada, excitada e triste.

Honestamente, eu pensei que você foi incrível no desafio? E aquele look!

Oh obrigado! Na verdade, estou muito orgulhosa de mim mesma, assisti o episódio – e, obviamente, sabia que fui para casa – e pensei: ‘Deus, eu devo ter realmente estragado tudo’. Mas ao assistir fiquei tipo, ‘Eu fui bem!’ Mas você sabe, duas pessoas precisavam estar no bottom 2 e quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim.

É difícil, porque neste momento ninguém vai mal…

Sim, com certeza. A única coisa que vou dizer sobre essa passarela é que, quando voltei para casa, a 11ª temporada estava no ar. Uma semana depois, eles fizeram o desafio de Facekini. Eu fiquei tipo, ‘Oh, talvez os jurados estivessem cansados disso porque acabaram de fazer um desafio inteiro sobre nesta última temporada’. Obviamente, eu não tinha visto isso ou conhecia, então foi apenas azar.

Você acha que o aspecto da passarela realmente desempenha um papel nas críticas dos jurados? Porque você forneceu dois dos melhores looks da história de Drag Race duas semanas seguidas.

Ah, obrigada! As pessoas sempre dizem que é tipo 80-20, mas acho que uma passarela realmente boa pode te salvar se você tiver tipo… no bottom 3? Eu acho que uma passarela realmente boa pode dar a você a vitória se você estiver entre as duas melhores. Eu acho que look serve para desempatar em vez de um peso real, a menos que todo o desafio seja sobre a passarela.

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Na semana passada, você quase se matou na pista! Eu pensei que você estaria salva, com certeza.

[Risos] Quando descobri que aquela pista seria ao mesmo tempo que o Snatch Game, fiquei tão aliviada porque pensei: ‘Pelo menos tenho algo legal para vestir e talvez me ajude a escapar’. Mas é um reality show, o que aprendi é que o elemento competição nem sempre é tão importante quanto o próprio programa.

Ao longo da sua passagem, você se tornou a favorita dos fãs – você esperava esse tipo de reação?

Quer dizer… não sei se isso é verdade!

É absolutamente verdade.

Tive muito amor e apoio, mas não sei se isso é realmente alguma coisa. As pessoas dizem que estão torcendo por mim e outras coisas, mas é difícil saber. A reação foi tão positiva e eu estava esperando muito mais merda e mensagens de ódio e todo tipo de coisa. Um monte de fotos de rola! Muitas fotos de pau não solicitadas. Duas por dia.

E como você responde a isso?

Faço várias capturas de tela e não respondo. Isso me faz rir.

Você foi a rainha gender-fuck dessa temporada, deu à franquia Drag Race algo que nunca vimos antes – era importante para você mostrar esse lado do drag?

Sim, com certeza. Eu não tinha certeza se os jurados me pediriam para raspar meu peito e não havia decidido de antemão se faria ou não. Felizmente, isso se tornou um ponto de discussão por um tempo e as pessoas ficaram tipo, ’Ok, legal. Tudo bem, tanto faz. Não é grande coisa’. Então, eu acho isso muito legal e que teve progressos. A idéia de que eu me tornei o pináculo do drag alternativo é meio risível, porque quando olho para as rainhas com as quais trabalho no leste de Londres, sou a rainha menos peluda que conheço. Tem cabelo nas costas e todo tipo de coisa, então não me vejo como uma rainha peluda, mas acho que no contexto da série eu sou. Para mim, não se trata de polidez, apesar de achar que minha aparência é polida. Do meu ponto de vista, não se trata de se passar por uma mulher.

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Houve algo no programa que não foi ao ar que você gostaria que o público visse?

Hmm… acho que eles mantêm as melhores partes. A única coisa, assistindo o quinto episódio… esse episódio foi provavelmente o mais divertido que eu participei no programa. Eu, Cheryl e The Vivienne, realmente trabalhamos muito bem juntas, nos divertimos e realmente nos curtimos. Portanto, mesmo que os comentários cheio de shnde tenham sido cortados, não acho que essa seja a realidade da situação. Estávamos todos realmente apoiando um ao outro e nos ajudamos. Acabou parecendo que eu estava incomodada pelo grupo, mas, na realidade, estávamos todas juntas. Foi um bom entretenimento!

Você acredita que a música está no top 20 do iTunes do Reino Unido?

[Risos] Sério? Impressionante! Mas não a versão do Filthy Harmony? Justiça para a Filthy Harmony [harmonia imunda]!

Você foi eliminada em sexto lugar, o que garante uma vaga no All Stars – você topa?

Obviamente eu faria. Claro que sim! Sabendo agora como é o show e como funciona, eu posso entrar com uma energia muito mais relaxada, divertida e descontraída. O que me impediu foi o medo e a ansiedade do desconhecido, e como eu iria me sair, e o que elas queriam de mim. Depois de fazer isso, você percebe: ‘Posso participar de novo e fazer um trabalho muito melhor’.

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Como você acha que a Drag Race UK mudará a cena de drag aqui?

Espero que não muito! Eu acho que isso criará mais oportunidades que não estão no programa também. A razão de eu ser capaz de trabalhar como drag queen é por causa do impacto do programa nos EUA, espero que isso crie mais oportunidades para todos.

Qual foi a melhor parte da sua experiência?

As fotos de rola. Não, o show me deu um nível totalmente novo de confiança e realmente me ajudou a evoluir minha drag. Sou um artista totalmente novo. Você não quer ir para o Drag Race para aprender a fazer melhor o drag, mas foi o meu caso. Foi uma experiência de aprendizado incrível.

Você vai seguir os passos de suas colegas rainhas com um single?

[Risos] Absolutamente não.


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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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