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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Scaredy Kat

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Scaredy Kat pode ter durado apenas dois episódios na Drag Race UK, mas ela oficialmente marcou seu território na franquia. Depois que a artista de 20 anos de idade, nascida em Wiltshire, invadiu a sala de trabalhos (a mais jovem da história do programa), ela deixou suas colegas boquiabertas quando anunciou que tinha como parceira, uma mulher cis que dá vida a drag Pussy Cat.

Embora a reação tenha sido “mista”, Scaredy e Pussy foram inundadas com comentários positivos de fãs que não sabiam que poderiam praticar essa arte, seja por causa de idade, gênero ou sexualidade.

“Não achei que fosse uma possibilidade. Se eu posso ajudar as pessoas a fazerem isso e sentirem que podem, isso é incrível. Obviamente, houve coisas controversas também, mas no fim das contas acho tudo muito divertido”.

A Gay Times conversou com Scaredy sobre sua eliminação, subvertendo as expectativas dos artistas contemporâneos de drag e o momento nos bastidores que ela deseja que tenhamos assistido. Ah, e Pussy Cat faz uma aparição surpresa também …

Estou tão triste por vê-la ir embora! Como você está se sentindo depois do episódio 2?

Obrigada! Isso é muito fofo. Eu gostaria de ter ido um pouco mais longe, isso teria sido divertido. Mas tudo bem, aconteceu agora, é o que é, e estou muito de boa com isso. Eu estou me sentindo bem. Eu me diverti muito!

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Como foi assistir o episódio de sua saída?

Eu ainda não vi o segundo episódio! [Risos] Eu tinha coisas mais importantes para fazer ontem à noite. Eu já vi o primeiro e acho que foi muito bom, Pussy me contou o que aconteceu e parece muito bom! Parece muito drama de alto nível, talvez maquiagem alto nível também … mas tudo bem. Eu tentei o meu melhor.

A dublagem foi a primeira vez que você realizou – o que estava passando pela sua cabeça na hora?

“Não vomite, não desmaie, não caia do palco, não olhe para o RuPaul” e “apenas se jogue ao redor, pode ser engraçado”.

Fiquei completamente emocionado com o seu desempenho, isso me deu vibrações de Tammie Brown.

Sim, ela é esquisita e eu gosto disso.

Foi frustrante para você participar desse episódio, principalmente porque foi subestimada pelas outras rainhas?

Sim, quero dizer, sempre será frustrante e o medo de estar perdida na competição é surreal. Mas também é uma oportunidade muito boa de mostrar o que eu e Pussy, minha namorada, podemos realmente fazer, e o que fazemos é arte. É o que sempre fizemos e é o que sempre faremos. Drag é apenas uma parte de nossa arte.

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Você concordou com os comentários dos jurados neste episódio? Especialmente a crítica de Michelle à sua maquiagem?

Bem, eu definitivamente poderia ter esfumado um pouco mais… eu não percebi quando estávamos fazendo o desafio de atuação, seria bom se uma das meninas me dissesse, mas aqui estamos nós! Eu deixaria menos escuro, mas é isso que você ganha quando dorme confinada e com baixa auto-estima.

Bem, você conseguiu a aprovação de Arya Stark…

Exatamente! É tudo o que você precisa e, se alguém disser algo diferente, ela esfaqueará você.

Havia algo que não foi ao ar que você gostaria que o público tivesse visto?

Obviamente, você filma e grava muitas coisas, então apenas um pouquinho entra na edição. Coisas que eu gostaria de ver… Eu defendi Cheryl no Untucked, isso teria sido bom. Todo mundo meio que me ignorou de qualquer maneira, então… Além disso, eu estava feliz, gosto do que aconteceu no programa, está tudo bem.

Como você se sentiu com os comentários das outras rainhas sobre Cheryl?

Eu realmente não entendi no momento, só percebi que eles começaram a pensar que era o Untucked. Eu fiquei tipi… “Que porra é essa? O que estamos fazendo? Vamos apenas atacar Cheryl sem motivo, quando alguns de nós não estão evoluindo?”. Eu achei que ela realmente foi engraçada, eu adorava ficar perto dela, eu adorava vê-la e acho que ela é uma das mais divertidas… Outras podem ter se sentido um pouco ameaçadas, talvez… Ela não muda a personalidade na frente ou longe das câmeras liga e sai da câmera, ela é barulhenta o tempo todo.

Você falou sobre seu relacionamento com a Pussy Cat assim que entrou na werkroom – foi importante para você falar disso no programa?

Com certeza. Eu tenho que representá-la também, atrás de cada mulher há uma mulher que é ainda maior. Ela tem um papel a desempenhar em tudo o que faço, toda decisão passa por ela, fazemos tudo juntos, então é claro que quero falar sobre isso e deixar as pessoas saberem disso. Caso contrário, é clássico, não é? O cara recebe toda a porra do reconhecimento enquanto a mulher está lá [sobrando]. Somos uma dupla. Na verdade, ela está aqui agora!

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Bem Olá! Você pode participar também. Que tipo de reação vocês dois receberam dos fãs?

Pussy Cat: Muito boa. Não acredito em quantas mensagens recebi de garotas me dizendo que elas não achavam que podiam fazer dragr e eu as inspirei a fazê-lo, o que é incrível. Eu nunca imaginei que isso rolaria, mas é realmente incrível, tão adorável.

Scaredy Kat: Tem sido muito misto, mas há muitas coisas positivas dizendo: ‘Eu não sabia que podia fazer drag porque sou bi, hetero, porque sou mulher, porque sou muito jovem’. Não achei que fosse uma possibilidade. Se eu puder ajudar as pessoas a fazerem isso e sentirem que podem, isso é incrível. Obviamente, houve coisas controversas também, mas é tudo muito divertido, eu acho. Alguém me chamou de “inventor arrogante”, o que eu poderia colocar em uma camiseta.

Você também pode usar os comentários negativos e transformá-los em merchandising, certo?

Scaredy Kat: Exatamente, isso tem uma boa pegada. Essa é a minha nova moda: ‘Scaredy Kat, a inventora arrogante’.

Pussy Cat, agora que você viu Scaredy no programa, você decidiu se gostaria de se candidatar algum dia?

Pussy Cat: Eu não sei se eu faria a inscrição porque sou o tipo de garota que fica em casa cuidando dos bastidores, esse tipo de artista, em vez de se apresentar diante de uma câmera. Não sei costurar, atuar ou cantar, sou muito mais criativa em segundo plano. Eu adoraria ver mulheres cis drag queens no programa, eu adoraria isso.

De verdade, você acha que veremos uma mulher cis drag queen no programa nos próximos anos?

Pussy Cat: Eu acho que sim! RuPaul disse em uma entrevista recentemente que ele definitivamente aceitaria, então espero que todos estejam se candidatando para a segunda temporada!

Você acha que o público está pronto para uma mulher cis competir em Drag Race?

Pussy Cat: Eu acho que seria polêmico.

Scaredy Kat: Claro que sim, muitas pessoas ficariam revoltadas, mas elas são as mesmas que ficam com raiva entre uma masturbação e outra enquanto navegam pelo YouTube. Eles sempre vão ficar chateados com algo que não é? Mas acho que muitas pessoas adorariam.

Pussy Cat: Isso mostraria diversidade e a verdade sobre como é a cena da drag.

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Scaredy, você voltaria para o All Stars?

Sim, me dê um pouco mais de dinheiro, um pouco mais de tempo, com certeza. Por que não? Seria engraçado, porque eu sei como tudo funciona agora, para que eu possa me infiltrar e fuder com tudo.

Quem foi a sua escolha para o Snatch Game?

Eu ia fazer Russell Brand, isso seria hilário, não? Ele é basicamente uma drag queen, antes de se tornar… Gandhi.

No geral, qual foi a melhor parte da experiência?

Eu acho que a idéia real de toda a plataforma, ser capaz de saber que as pessoas vão olhar para o que fazemos e as pessoas estão nos ouvindo. Talvez possamos fazer uma mudança no mundo com saúde mental, mídia social, meio ambiente e direitos dos animais. Isso seria incrível.

Como você acha que Drag Race UK mudará a cena de drag no Reino Unido?

Ooh. Obviamente, isso criará algum tipo de divisão, talvez um pouco de conflito, como ocorre nos EUA. Mas, novamente, chama muita atenção o que a arte drag do Reino Unido tem a oferecer e fará um bom trabalho em mostrar a diversidade. Pergunta assustadora essa.

Quem você gostaria de ver sair com a coroa?

Eu adoraria ver a Divina vencer. Seria muito incrível.


Para ler mais notícias sobre a S1 de Drag Race UK clique aqui.

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Saullete é preto, gay e comunicólogo que criou a Draglicious com o intuito de compartilhar com outros fãs seu amor pela arte drag e por Drag Race. Além de informar e entreter seu público, Saullete levanta discussões relevantes para amantes da arte drag e para a comunidade LGBT.

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Destaques

Série de RuPaul na Netflix, AJ and The Queen, estréia em janeiro de 2020

O primeiro teaser da série de RuPaul para a Netflix já saiu e sua estréia será em 10 de janeiro de 2020.

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Em maio de 2018, foi anunciado que RuPaul estrelaria uma nova série original de comédia na Netflix, “AJ and The Queen”. Embora tenha se passado um longo tempo, parece que agora temos uma data de lançamento que seria em 10 de janeiro de 2020. O tweet, no entanto, foi excluído, mas trabalhamos com prints.

Embora agora não saibamos exatamente por que o tweet foi excluído, pode haver uma chance de que a data esteja errada. Então, lembre-se disso e não briguem conosco se uma nova data for anunciada. A série contará com 10 episódios de 60min cada e foi escrita por Michael Patrick King e RuPaul Charles.

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AJ AND THE QUEEN

RuPaul é Ruby Red, uma incrível drag queen, mas sem sorte, que viaja pelos Estados Unidos de boate em boate em uma “turnê” da década de 90 com seu improvável companheiro AJ, um recém-órfão, durão e falante , clandestino de 11 anos de idade. Como esses dois desajustados, um alto e um pequeno, viajam de cidade em cidade, a mensagem de amor e aceitação de Ruby acaba tocando as pessoas e mudando suas vidas para melhor.

Ah, e RuPaul executa um número musical matador em todas as boates que passa. Confira o teaser legendado a seguir.

>  S2 | Divulgação
>  Gia Gunn | 30 Dias em Transição pt1

Atualização: A série vai estrear mesmo em 10 de janeiro de 2020. A confirmação veio da própria RuPaul que postou o teaser em sua conta oficial no Twitter.

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Babados

DRUK | Baga Chipz e mãe respondem aos fãs após repercussão de episódio

Os fãs não curtiram a forma com que Baga Chips tratou sua mãe no último episódio de Drag Race UK. Então a queen usou suas redes para se defender e sua mãe se manifestou a seu favor. Veja a seguir!

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Baga Chipz pediu aos fãs que fossem “gentis” após suas reações ao sétimo episódio da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race UK.

No episódio desta semana, as quatro rainhas finalistas – Baga Chipz, Cheryl Hole, Divina De Campo e The Vivienne – foram encarregadas de dar às mães e irmãs uma transformação incrível e desfilarem com toda opulência pela passarela.

The Vivienne e Divina foram elogiadas por suas transformações, enquanto Cheryl recebeu críticas mistas; A mãe de Baga recebeu uma recepção muito negativa, com Alan Carr dizendo que parecia que ela estava prestes a sair no Halloween para “fazer travessuras e gostosuras”.

No palco principal, Baga disse aos jurados – incluindo a atriz convidada especial Michaela Coel – que ela teve dificuldades com a transformação de sua mãe por ela ser uma “mulher de certa idade”, ter uma “barriga saliente” e também ser “cega como um morcego”.

Ao longo do episódio, a rainha revelou que o relacionamento deles não era tão íntimo quanto os outros pares na sala de trabalhos. No entanto, os espectadores de Drag Race – e suas colegas concorrentes – se sentiram incomodados com a forma que Baga falava com sua mãe.

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A princípio, a drag ignorou os comentários on-line, dizendo aos fãs que “ama” sua mãe e está “orgulhosa” do que realizou no programa. Mas após várias críticas negativas Baga postou um novo tweet:

“Ninguém conhece a história da minha vida. Eu não sou uma vítima, mas tem sido difícil. Seja gentil”.

Numa das interações que Baga teve com os fãs no twitter deu para entender um pouco da dinâmica da relação da drag com sua mãe que também se manifestou.

Baga: Eu amo muito minha mãe! Tão orgulhosas de você!!! 💖💖💖
Jonathan: Tenho o mesmo relacionamento com minha mãe, que é socialmente desajeitada e tímida, falo por ela em público e sei que isso parece ruim para os outros, mas ela me pede para fazê-lo… em casa, no sofá, quando somos só eu e ela… é uma história diferente.
Baga: O mesmo [aqui]. 💖
Kri: Lamento ver tantas pessoas dizerem que você é ruim com sua mãe quando elas não entendem a dinâmica de vocês… Fiquei emocionado ao ver vocês no palco, pois minha mãe é exatamente igual à sua e vi que você estava tentando ajudar ela se sentir confortável e o resto das pessoas na sala não entendeu 😕
Jo: Haters sempre vão odiar. Baga sabe que eu tenho muito orgulho dela e este é o jeito que somos uma com a outra. Team Baga, beijos”.
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Em outra tweet a mãe de Baga afirmou que não foi humilhada e que seu filho é a pessoa mais gentil que ela conhece.

Baga: Eu amo muito minha mãe! Tão orgulhosas de você!!! 💖💖💖
LJ: Senti tanta pena de sua mãe. Ela parecia humilhada. Se meus filhos me tratassem assim na frente das pessoas, eu ficaria de coração partido.
Jo: Não fui humilhada e meu filho é uma das pessoas mais gentis que conheço. Eu acho que ele estava arrasado porque sabia que estaria no bottom 2 e entrou em pânico. Por favor, não o julgue por conta de um episódio episódio. Eu o amo muito, abraços”.

Para ler mais sobre Drag Race UK clique aqui.

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Babados

Drag queen chama atenção em audiência de impeachment de Trump

A drag queen Pissi Myles fez uma aparição inesperada e bem chamativa nas audiências de impeachment de Trump, roubando a atenção de quem passava.

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Avistada no meio dos ternos cinza e azul no primeiro dia da audiência de impeachment do presidente Donald Trump, havia uma enorme peruca loira – a de Pissi Myles, uma artista de Asbury Park, Nova Jersey. A rainha declarou à NBC News:

“É um dia louco em Washington! Hoje, estou desfilando minha peruca em torno de processos muito importantes. As tensões são altas, e o nível para quem é permitido entrar na corte é muito, muito baixo”.

Myles, de acordo com sua biografia, é uma artista drag premiada, produtora de comédia e vencedora de Philly Drag Wars e Miss Fish NYC, que se apresenta regularmente na região de Nova York. Myles também atua regularmente em Fire Island Pines, um destino de férias de verão para homens, em grande parte gay, e tem um podcast “My Gay Spooky Family”.

>  As vencedoras de RuPaul's Drag Race refletem suas jornadas desde a vitória (pt1)
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A drag queen ficou no corredor do edifício Longworth enquanto as pessoas aguardavam a chegada das duas primeiras testemunhas para depor perante o Comitê de Inteligência da Casa para a primeira audiência pública de impeachment de Donald Trump em Capitol Hill em 13 de novembro de 2019.

David Ayllon, marido e parceiro de negócios da drag Pissi, disse à NBC News que Myles está cobrindo as audiências para um novo aplicativo chamado Happs:

“Eles a acompanharam em seu show Barracuda no domingo. Eu sei que eles estavam procurando por um comediante que pudesse dar uma melhorada na cobertura e divulgar as notícias de uma maneira divertida”.

A organização C-SPAN registrou Pissi passando pela segurança de Capitol Hill, onde um guarda passou um detector de metais ao redor de sua peruca.

>  Uma Década de Drag Race | S5 | Detox
>  Gia Gunn | 30 Dias em Transição pt1

Myles fez cobertura ao vivo das audiências no dia 13 de novembro via Twitter.

Para aqueles que afirmam que arte drag e política não devem se misturar, isso apenas prova que drag é um ato político constante!

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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Blu Hydrangea

Blu Hydrangea fala sobre Frock Destroyers, Eurovision, sua passagem em Drag Race e muito mais. Confira!

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“Eu estava confiante, estava devassa, eu era uma Frock Destroyer!”

A cada ano, quando o elenco de Drag Race do RuPaul é revelado, os fãs rapidamente classificam os competidores na categoria de ‘rainha da comédia’ ou ‘rainha do Instagram’, sem realmente saber o que elas escondem em seu repertório.

Para Blu Hydrangea, ela caiu no último. Ela ostentava o maior número de seguidores nas mídias sociais e foi elogiada por todos, graças às suas habilidades de maquiagem de tirar o fôlego e ao incrível e peculiar senso de moda.

A queen da Irlanda do Norte não nos decepcionou, servindo algumas das melhores passarelas da temporada. No entanto, ela provou que os pessimistas estavam errados quando mostrou seu talento cômico como ‘Dirty Mary Berry’ e suas habilidades performáticas como parte da girl band mais icônico da década: Frock Destroyers (Break Up Bye Bye está a caminho de estrear no topo 30 nos charts de singles do Reino Unido).

“Pode haver mais coisas aí para as Frock Destroyers, nunca se sabe“, ela revelou, logo após ser expulsa do quarto de hotel por ser – em suas palavras “fabulosa demais”. “Estamos em um bate-papo em grupo e estamos ansiosas para fazer mais!”

A Gay Times entrevistou Blu para discutir sua eliminação nas mãos da sua melhor amiga Cheryl Hole, sendo um farol de luz para a comunidade gay da Irlanda do Norte e se as Frock Destroyers representarão o Reino Unido na Eurovision do próximo ano.

>  DRUK S1 | Primeiro desfile de RuPaul no palco principal
>  Gia Gunn | 30 Dias em Transição pt2

Parabéns por estar no top5 da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race UK! Como você está se sentindo?

Eu me sinto ótima! Eu tenho com um pouco de ansiedade por não estar no próximo episódio. É o desafio makeover [transformação]! Mas, fora isso, eu estou bem. Eu não mudaria nada neste momento. Em primeiro lugar, quem pensaria que eu chegaria no top5?

Bem, seus looks foram incríveis e você surpreendeu a todos nós com seu talento cômico – você já recebeu uma ordem de restrição de Mary Berry?

Eu pensei que isso iria acontecer! Ainda não. Eu fui um pouco suja e coisas assim, então eu vejo por que as pessoas não aceitaram bem, mas eu fiquei muito orgulhosa disso. Eu não esperava entrar e fazer esse tipo de coisa no programa? Eu não esperava que eu fosse capaz de fazer isso.

Eu achei divertido! Eu acho que as pessoas precisam relaxar um pouquinho.

Obrigado! Ru disse: “Me faça rir”, e foi isso que eu fiz. Poucas pessoas recebem uma chamada de atenção da Ru no palco principal e são informadas de que estão salvas. Especialmente para mim, esse não era meu forte, não era meu porto seguro. Isso apenas prova que eu estava disposto a fazer qualquer coisa para durar e permanecer o tanto que fiquei.

Você sente que cresceu como drag queen por participar do programa?

Com certeza. Entrei tão tímido e reservada e não totalmente eu… Fui como Josh e não Blu. Obviamente, quando você coloca toda a drag em ação, você se torna uma pessoa completamente diferente, mas eu não conseguia sair da minha cabeça para fazer isso, para ser essa persona exagerada de drag queen. Mas eu estava confiante, fui, era um Frock Destroyer [destruidora de vestido]! Esse programa me ensinou a ser eu mesma, e as pessoas vão me amar pelo que faço.

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Você veio ao show e disse que queria representar a comunidade gay da Irlanda do Norte – como tem sido a reação do povo em casa?

Tem sido muito positiva. No bar em que trabalhei, temos uma pequena festa para acompanhar o show e sempre recebo os vídeos de reação, porque não aguento assistir [Drag Race] na frente das pessoas! Sempre há multidões enormes em pequenos bares, porque existem apenas dois bares gays em Belfast. É bom que a comunidade se reúna assim, principalmente depois de tudo o que passamos recentemente. Eu espero que eles se sintam orgulhosos e representados por mim da maneira que eles gostariam de ser representados. Talvez não com as Frock Destroyers e Mary Berry, mas com o resto… espero!

Como foi assistir o episódio da sua eliminação?

Não foi tão ruim quanto eu imaginei. Eu me preparei para isso na minha cabeça e assisti com Crystal e Cheryl, e elas foram tão amáveis ​​e solidárias. Sinto que não saí com uma desempenho ruim ou tendo eito um péssimo desafio. Eu não fui muito mal! Apenas foi coisa demais naquela altura [da competição]. Embora a dublagem não tenha sido tão boa para mim, Cheryl teve que provar a si mesma e estou tão orgulhosa dela como amiga, que ela teve esse momento.

Você chegou a imaginar que teria chance de continuar na competição, depois de ver Cheryl Hole dublando?

[Risos] Tipo, não depois do lipsync! Mas por um momento, pensei que seria eu contra Baga ou Cheryl contra Baga, então talvez eu tivesse uma chance de ficar. Ao mesmo tempo, quem quer enfrentar Baga? Ela tem sido tão boa, ótimo entretenimento.

É raro uma rainha ser eliminada usando o melhor look que ela á mostrou no programa, e acho que você fez isso.

Muito obrigada! Mesmo quando meu cabelo estava todo… Pelo menos eu não me segurei, era o que eu estava pensando quando vi isso porque, oh meu Deus… Sem shade para quem fez meu cabelo, o cabelo estava bem feito, mas eu não sei o que eu estava fazendo naquela passsarela.

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Não tenho certeza se você sabe a resposta para isso, mas por que eles escolheram um remix de Call My Name? O original é perfeito como é.

Eu sei! É ótima. Eu não sei, você sabe… Mas é claro, Cheryl tinha coreografia para essa versão da música! Quando chegamos na passarela, eles originalmente tinham cortado uma versão dela. Mas quando estávamos no palco, eles tocaram a versão completa. Cheryl fazendo Cheryl é ela em seu elemento e se era um remix ou não – eu ainda estava indo para casa! [Risos]

Você chegou ao top 5, por isso passou bastante tempo na tela. Mas havia algo que você que o público visse que não foi ao ar?

Na verdade, acho que eles editaram exatamente como eram os dias. Não há muita coisa perdida. Estávamos todas tão próximas, eu meio que gostaria que tivéssemos mais disso, porque sempre que eles nos mostravam na sala de trabalhos, eram as mesmas pessoas. Eu e Baga éramos muito próximos, eu e The Vivienne, eu e Crystal, eu e Sum Ting, mas você não viu isso. Todos nós queríamos deixar o Reino Unido orgulhoso.

Bem… você está programada para estrear no top 30 de UK Singles Chart esta semana como parte das Frock Destroyers. Como é ser uma estrela pop genuína?

Meu namorado é um grande fã de Marina e do Diamonds e ele diz: ‘Ela não tem num um top 10!’ Então é loucura. É insano. Espero que outras garotas, como Divina e Baga, agraciem as paradas com um single solo, mas se você me dissesse que uma música da qual faço parte estaria no chart… quero dizer. Eu riria na sua cara, é ridículo! Apenas mostra o alcance que Drag Race tem.

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É esta a confirmação de que você não será a próxima drag queen do pop da Irlanda do Norte?

Tipo… eu poderia ser a próxima Nadine Coyle do pop, mas acho que seria mais uma Sarah Harding, uma estrela pop medíocre.

O shade!

[Risos] Isso é tipo um shade, não é? Não coloque isso! Mas pode haver mais coisas para as Frock Destroyers, nunca se sabe. Estamos em um bate-papo em grupo e estamos ansiosas para fazer mais, por isso espero que isso aconteça!

Os fãs também fizeram campanha para vocês representarem o Reino Unido no Eurovision – você topa?

Claro! As pessoas cantam ao vivo no Eurovision ou fazem mímica? Eu posso dublar tão bem, mas cantar ao vivo…

Não tenho certeza, não ficaria surpreso se eles fizessem mímica…

Bom, melhor ainda!

Você voltaria para uma temporada futura do All Stars?

Oh meu Deus, com certeza! Num piscar de olhos. Se o programa pode fazer tudo isso por mim em apenas uma rodada, o que isso poderia me fazer em uma segunda rodada, com mais confiança? Você sabe? Definitivamente.

O que você faria diferente?

Tenha mais confiança que antes. É difícil dizer isso porque ser jogada em uma situação é o que me assustou – o que quer dizer que não acontecerá novamente? Só acho que descobri talento em coisas que achei que estavam fora da minha zona de conforto. Só posso começar a trabalhar nessas coisas, é daqui pra cima agora!

>  S2 | Divulgação
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E finalmente, o que vem em seguida para Blu Hydrangea?

Vou conhecer todos os meus fãs em todo o Reino Unido. Quero manter minhas mídias sociais para que as pessoas possam me seguir além do programa, para que seja onde eu vou focar a maior parte da minha energia. Felizmente, em algum momento, receberei uma parceira de maquiagem com uma marca. E os dedos cruzados para mais coisas das Frock Destroyers – é icônico!


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Drag Queens

Queen of Drags | Elenco oficial da Season 1

Conheça o elenco da primeira temporada de Queen Of Drags!

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Queen of Drags é um reality de competição de drags da Alemanha. Dez drag queens se mudaram para uma luxuosa vila e conviveram juntas por várias semanas, onde Heidi Klum, Bill Kaulitz e Conchita Wurst deram às rainhas uma nova tarefa a cada semana, desde realizar os desafios semanais, até realizar o melhor show de palco e encantar o público nos estúdios em Los Angeles. A emissora alemã comprou os direitos de RuPaul’s Drag Race e adaptou o formato, assim como foi feito com The Switch, do Chile. Conheça a seguir o elenco oficial da primeira temporada, que conta com a rainha brasileira Catherrine Leclery.

Elenco da S1 de Queen of Drags: Aria Addams

Elenco da S1 de Queen of Drags: Bambi Mercury

Elenco da S1 de Queen of Drags: Candy Crash

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Elenco da S1 de Queen of Drags: Catherrine Leclery

Elenco da S1 de Queen of Drags: Hyden Kryze

Elenco da S1 de Queen of Drags: Janisha Jones

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Elenco da S1 de Queen of Drags: Katy Bahm

Elenco da S1 de Queen of Drags: Samantha Gold

Elenco da S1 de Queen of Drags: Vava Vilde

Elenco da S1 de Queen of Drags: Yoncé Banks

>  Uma Década de Drag Race | S5 | Detox
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SOBRE O PROGRAMA

Queen of Drags é o novo reality em que Heidi Klum, Bill Kaulitz e Conchita Wurst estão procurando a melhor drag queen. A produtora ProSieben anunciou que as filmagens foram em Los Angeles. Um total de dez drag queens da Alemanha, Áustria e Suíça competirão entre si no estilo de RuPaul’s Drag Race. Os participantes são acompanhados semanalmente por uma estrela convidada diferente.

Apresentadores de Queen of Drags: Bill Kaulitz, Heidi Klum e Conchita Wurst

Bill Kaulitz, Heidi Klum, Olivia Jones (jurada convidada) e Conchita Wurst

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>  Pabllo Vittar será jurada na estréia de Queen Of Drags, Drag Race alemão

“Adoro drags, estou entusiasmada com o show e estou feliz que a Alemanha finalmente veja nossas melhores e mais coloridas drags”, diz o cunhado de Klum, Bill Kaulitz, sobre o novo formato. Acima de tudo, Conchita Wurst quer mostrar que Drag “tem muito mais a oferecer do que roupas, perucas e maquiagem deslumbrantes”. Heidi Klum promete que o show mostrará as “facetas criativas do mundo das drag”.

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Cultura

Pabllo Vittar será jurada na estréia de Queen Of Drags, Drag Race alemão

Pabllo Vittar faz participação especial no reality alemão Queen Of Drags, o Drag Race da Alemanha, que estréia esta semana. Laganja também aparece. Veja a seguir.

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Queen of Drags é o novo reality em que Heidi Klum, Bill Kaulitz e Conchita Wurst estão procurando a melhor drag queen. A emissora ProSieben anunciou que as filmagens foram em Los Angeles. Um total de dez drag queens da Alemanha, Áustria e Suíça competirão entre si no estilo de RuPaul’s Drag Race. Os participantes são acompanhados semanalmente por uma estrela convidada diferente.

“Adoro drags, estou entusiasmada com o show e estou feliz que a Alemanha finalmente veja nossas melhores e mais coloridas drags”, diz o cunhado de Klum, Bill Kaulitz, sobre o novo formato. Acima de tudo, Conchita Wurst quer mostrar que Drag “tem muito mais a oferecer do que roupas, perucas e maquiagem deslumbrantes”. Heidi Klum promete que o show mostrará as “facetas criativas do mundo das drag”. A emissora alemã comprou os direitos de Drag Race e adaptou o formato, assim como foi feito com The Switch, do Chile.

Bill Kaulitz, Heidi Klum e Conchita Wurst

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PABLLO VITTAR

Esta semana começa Queen Of Drags e o episódio de estréia conta com nossa rainha brasileira Pabllo Vittar como jurada convidada. Laganja Estranja (S6) também aparece no vídeo, confira a seguir.

Queen of Drags estréia em 14 de novembro na Alemanha. Conheça o elenco da primeira temporada clicando aqui.

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Babados

Aja denuncia fandom racista de Drag Race

Aja usou seu twitter para criticar atitudes problemáticas de Trixie e Katya e denunciar como o fandom de Drag Race é racista.

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Entramos no mês da Consciência Negra Brasileira com Aja denunciando o comportamento racista do fandom de Drag Race. Há alguns dias a rainha, que participou da S9 e AS3 de RuPaul’s Drag Race, usou seu Twitter para criticar as drags brancas do show que tem passe livre para fazerem o que bem entendem, mesmo que seja problemático, e são abraçadas pelo fandom, enquanto rainhas negras sofrem todo tipo de ataques, ameaças e racismo.

A princípio a irmã drag de Aja, Kandy Muse, fez um tweet criticando uma performance de Trixie, Aja respondeu com uma performance de Katya também problemática, em que a rainha dubla a palavra “nigga”, expressão racista nos EUA.

“Deixa eu ver se entendi… vocês atacam Aja por dizer que não é mais drag, mas não disseram nada de Trixe performando na porra de uma cadeira de rodas. [legal]”.

Um fã de Mattel deu print na interação de Aja com sua irmã drag criticando a rainha da S9. Aja então retrucou com vários tweets expondo a hipocrisia do fandom de Drag Race que deixa queens brancas fazerem o que bem entendem, enquanto fazem da vida de drags negras um inferno.

Scary: ”Bem, sim, Katya não teve nada a ver com a situação e é uma das pessoas menos problemáticas e mais legais do ramo, mas você a expôs para causar drama. Ela não tem culpa de nada”.
Aja: “Então, deixa ver se eu entendi, há um vídeo dela [Katya] dublando a palavra N [nigga] e é… minha culpa. Ok, não houve nenhum drama. Cancele as rainhas pretas/de cor de todos os lados e defenda as brancas com todas as fibras, certo? O objetivo do post era [mostrar] a desigualdade racial. Estava no tema.
Rainhas pretas e de cor trabalham 10 vezes mais nessa merda para conseguir algo. Não estou dizendo para crucificá-la [a Katya], mas situe-se aqui e perceba que rainhas negras são exigidas que se desculpem e expliquem questões pequenas, mas quando uma pessoa branca faz algo, vocês estão abertos ao diálogo. Justo não?”
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Mar: Eu concordo com a mensagem, mas há exemplos muito melhores, se formos considerar que nem parece que Katya está dublando.
Aja: Bem, para mim e muitas pessoas vemos isto de forma diferente. E nós temos todas as razões em ficar chateados ou sentir a necessidade de dizer algo, pois essa decisão não é algo que qualquer pessoa ou fã branco tenha o direito de decidir. Isso talvez deveria ter sido cortado da edição [final do lipsync].

O tweet a seguir foi outra interação de Aja com a @ que estava discutindo com ela, mas a mensagem não apareceu, pois a @ tornou sua conta privada antes das capturas serem feitas.

“Então… Rainhas negras são ridicularizadas por várias drags brancas e fãs em grandes plataformas o tempo inteiro pelas merdas que eles fazem. E eu deveria mandar uma mensagem de texto?… Foda-se para isso”.

A interação de Aja continuou com outra @:

Neve: Você postou este vídeo nem foi para expor a Katya, foi para dizer que drags brancas se livram de tudo… Claro que você obviamente curte a Katya, já que você estava zuando com ela numa transmissão ao vivo! As pessoas precisam parar já [risos].
Aja: As pessoas estão mais preocupadas em protegê-la [Katya] do que responsabilizá-la por algo que foi ofensivo, pela amor de Deus.
Neve: Eu amo a Katya e até eu posso dizer que foi errado ela apresentar aquela música. As pessoas precisam entender que criticar seus artistas favoritos por ações problemáticas, não quer dizer que deixou de gostar deles.
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Aja ainda compartilhou a seguinte mensagem encerrando o assunto

“Tipo, o ponto que Aja tentou trazer aqui foi que rainhas brancas conseguem se livrar de tudo neste fandom”.

Gosto assim, rainha que não tem medo de denunciar o racismo que é, infelizmente, uma característica forte do fandom de Drag Race.


Para ler mais notícias sobre racismo no fandom de RPDR clique aqui.

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Drag Queens

Blu Hydrangea faz emocionante agradecimento por participar de Drag Race UK

“Esta foi realmente a jornada de uma vida”, Blu fez emocionante depoimento  de agradecimento por ter participado de Drag Race UK, confira.

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Blu Hydrangea foi eliminada no sexto episódio de RuPaul’s Drag Race UK. O que seria motivo de tristeza, foi também um momento muito especial, em que a queen aproveitou a oportunidade para agradecer a chance de ter realizado “o sonho de sua vida”. Confira a seguir o depoimento de Blu.

“E com isso, minha jornada em Drag Race UK acabou! Esta foi realmente a jornada de uma vida, e algo que eu sonhei desde que eu era uma criança pequena apaixonada por todas as coisas brilhantes e bonitas.
Não fique triste porque eu fui embora, tive a chance e aproveitei cada segundo dela. Eu tenho muitas pessoas para agradecer, mas vou começar com meu fabuloso parceiro, que sem ele não teria chance, ele trabalhou ao meu lado para levar Blu onde ela está hoje e eu sou eternamente grata!
Eu tenho que agradecer a minha família e amigos por seu excelente apoio, eu gostaria de ter mostrado a Blu a eles mais cedo!”
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“E às lindezas que me fizeram parecer bonita toda semana! @callmesophia_ por trabalhar incansavelmente para fazer não só eu, mas todas as rainhas de Belfast parecem incríveis! Ela é uma pessoa linda, com mais talento do que a maioria das pessoas que eu conheço. @fiercewigs por criar perucas para mim de forma ligeira e por pentear qualquer cabelo maravilhoso e esquisito que eu queria sem piscar as pálpebras!
Para as rainhas e equipe de Drag Race, eu adoro todos vocês.

Por favor, sejam gentis com Cheryl Hole, ela é uma pessoa genuinamente adorável que está sempre me apoiou e ela merece continuar a provar seus talentos.
Irlanda do Norte, espero ter te deixado orgulhosa!
Pintei a cidade de Blu [azul] e espero que tenham gostado!”
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Drag Queens

DRUK S1 | Entrevista: Crystal

Para Crystal “a competição não é tão importante quanto o show”, a rainha fala sobre sua passagem em Drag Race, recepção dos fãs e muito mais. Confira!

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Depois de cinco semanas servindo gender-fuck realness com suas passarelas incríveis e de alta moda e quase se mutilando no palco principal, a rainha canadense Crystal levou sashay away no quinto episódio de Drag Race UK.

As seis participantes restantes foram divididas em duas equipes com uma batalha épica entre Girl Bands, auxiliadas pela cantor e compositor indicada ao Grammy MNEK, enquanto a estrela do Little Mix Jade Thirlwall, super fã do Drag Race, participou do painel de jurados.

Apesar de servir um dos looks mais icônicos na passarela de Drag Race (fatos são fatos!), Crystal recebeu críticas negativas por seu desempenho e duelou contra The Vivienne o hino pop “Power” da Little Mix.

“Quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim”.

A Gay Times conversou com Crystal para discutir sua eliminação, ser representante um drag alternativo e por que o “elemento da competição não é tão importante quanto o show”. Ah, e se ela voltará para o All Stars, é claro. Nós não vamos decepcioná-lo!

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Olá Crystal e parabéns!

Obrigado!

Como você está se sentindo após a sua eliminação?

Eu não acho que tive a chance de processá-la para ser honesto! Sinto-me exatsiada, excitada e triste.

Honestamente, eu pensei que você foi incrível no desafio? E aquele look!

Oh obrigado! Na verdade, estou muito orgulhosa de mim mesma, assisti o episódio – e, obviamente, sabia que fui para casa – e pensei: ‘Deus, eu devo ter realmente estragado tudo’. Mas ao assistir fiquei tipo, ‘Eu fui bem!’ Mas você sabe, duas pessoas precisavam estar no bottom 2 e quando percebi que seria eu e a Vivienne, pensei: ‘Sem chance de ficar, então…’ Me senti um pouco derrotada, mas também adorei a passarela. Na verdade, acho que os jurados disseram aquilo porque precisavam? Eu não sei. Eu continuo totalmente a favor da [minha] passarela, fazia sentido para mim.

É difícil, porque neste momento ninguém vai mal…

Sim, com certeza. A única coisa que vou dizer sobre essa passarela é que, quando voltei para casa, a 11ª temporada estava no ar. Uma semana depois, eles fizeram o desafio de Facekini. Eu fiquei tipo, ‘Oh, talvez os jurados estivessem cansados disso porque acabaram de fazer um desafio inteiro sobre nesta última temporada’. Obviamente, eu não tinha visto isso ou conhecia, então foi apenas azar.

Você acha que o aspecto da passarela realmente desempenha um papel nas críticas dos jurados? Porque você forneceu dois dos melhores looks da história de Drag Race duas semanas seguidas.

Ah, obrigada! As pessoas sempre dizem que é tipo 80-20, mas acho que uma passarela realmente boa pode te salvar se você tiver tipo… no bottom 3? Eu acho que uma passarela realmente boa pode dar a você a vitória se você estiver entre as duas melhores. Eu acho que look serve para desempatar em vez de um peso real, a menos que todo o desafio seja sobre a passarela.

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Na semana passada, você quase se matou na pista! Eu pensei que você estaria salva, com certeza.

[Risos] Quando descobri que aquela pista seria ao mesmo tempo que o Snatch Game, fiquei tão aliviada porque pensei: ‘Pelo menos tenho algo legal para vestir e talvez me ajude a escapar’. Mas é um reality show, o que aprendi é que o elemento competição nem sempre é tão importante quanto o próprio programa.

Ao longo da sua passagem, você se tornou a favorita dos fãs – você esperava esse tipo de reação?

Quer dizer… não sei se isso é verdade!

É absolutamente verdade.

Tive muito amor e apoio, mas não sei se isso é realmente alguma coisa. As pessoas dizem que estão torcendo por mim e outras coisas, mas é difícil saber. A reação foi tão positiva e eu estava esperando muito mais merda e mensagens de ódio e todo tipo de coisa. Um monte de fotos de rola! Muitas fotos de pau não solicitadas. Duas por dia.

E como você responde a isso?

Faço várias capturas de tela e não respondo. Isso me faz rir.

Você foi a rainha gender-fuck dessa temporada, deu à franquia Drag Race algo que nunca vimos antes – era importante para você mostrar esse lado do drag?

Sim, com certeza. Eu não tinha certeza se os jurados me pediriam para raspar meu peito e não havia decidido de antemão se faria ou não. Felizmente, isso se tornou um ponto de discussão por um tempo e as pessoas ficaram tipo, ’Ok, legal. Tudo bem, tanto faz. Não é grande coisa’. Então, eu acho isso muito legal e que teve progressos. A idéia de que eu me tornei o pináculo do drag alternativo é meio risível, porque quando olho para as rainhas com as quais trabalho no leste de Londres, sou a rainha menos peluda que conheço. Tem cabelo nas costas e todo tipo de coisa, então não me vejo como uma rainha peluda, mas acho que no contexto da série eu sou. Para mim, não se trata de polidez, apesar de achar que minha aparência é polida. Do meu ponto de vista, não se trata de se passar por uma mulher.

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Houve algo no programa que não foi ao ar que você gostaria que o público visse?

Hmm… acho que eles mantêm as melhores partes. A única coisa, assistindo o quinto episódio… esse episódio foi provavelmente o mais divertido que eu participei no programa. Eu, Cheryl e The Vivienne, realmente trabalhamos muito bem juntas, nos divertimos e realmente nos curtimos. Portanto, mesmo que os comentários cheio de shnde tenham sido cortados, não acho que essa seja a realidade da situação. Estávamos todos realmente apoiando um ao outro e nos ajudamos. Acabou parecendo que eu estava incomodada pelo grupo, mas, na realidade, estávamos todas juntas. Foi um bom entretenimento!

Você acredita que a música está no top 20 do iTunes do Reino Unido?

[Risos] Sério? Impressionante! Mas não a versão do Filthy Harmony? Justiça para a Filthy Harmony [harmonia imunda]!

Você foi eliminada em sexto lugar, o que garante uma vaga no All Stars – você topa?

Obviamente eu faria. Claro que sim! Sabendo agora como é o show e como funciona, eu posso entrar com uma energia muito mais relaxada, divertida e descontraída. O que me impediu foi o medo e a ansiedade do desconhecido, e como eu iria me sair, e o que elas queriam de mim. Depois de fazer isso, você percebe: ‘Posso participar de novo e fazer um trabalho muito melhor’.

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Como você acha que a Drag Race UK mudará a cena de drag aqui?

Espero que não muito! Eu acho que isso criará mais oportunidades que não estão no programa também. A razão de eu ser capaz de trabalhar como drag queen é por causa do impacto do programa nos EUA, espero que isso crie mais oportunidades para todos.

Qual foi a melhor parte da sua experiência?

As fotos de rola. Não, o show me deu um nível totalmente novo de confiança e realmente me ajudou a evoluir minha drag. Sou um artista totalmente novo. Você não quer ir para o Drag Race para aprender a fazer melhor o drag, mas foi o meu caso. Foi uma experiência de aprendizado incrível.

Você vai seguir os passos de suas colegas rainhas com um single?

[Risos] Absolutamente não.


Para ler mais notícias sobre a S1 de Drag Race UK clique aqui.

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Babados

Fantasia racista de KKK de drag queen brasileira gera revolta

Uma drag brasileira se fantasiou de KKK para uma festa e causou revolta com seu ato racista.

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Novembro é o mês da Consciência Negra no Brasil e como somos homenageados? Com drag queen fazendo performance racista!

No dia 26 de Outubro em Piracicaba (SP), durante a festa “A Paradinha – The Walking Drag” a Drag Verona, rainha brasileira, se fantasiou de KKK. Na performance ainda bebeu sangue de um boneco que representava um bebê negro. Quem foi ao evento fez registros da performance e expôs nas redes sociais o ato de racismo que pode ser conferido a seguir:

Denúncia de racismo pt1

Denúncia de racismo pt2

Denúncia de racismo pt3

Fotos da performance da Drag Verona.

A drag fantasiada de KKK.

A drag performando e bebendo sangue de um “bebê negro”.

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A drag até fez um pedido de desculpas para as pessoas “que se sentiram ofendidas”. Isso não é questão de se sentir ofendido, racismo é crime e merece punição.

A ONG Casvi responsável pela festa e pela Parada LGBT de Piracicaba emitiu um comunicado oficial sobre a performance da Drag Verona, “INFORMAMOS QUE A DRAG VERONA NÃO FAZ MAIS PARTE DO ELENCO DA PARADA DA DIVERSIDADE E ORGULHO LGBT DE PIRACICABA, POR NÃO TER AGIDO DE ACORDO COM OS VALORES DA INSTITUIÇÃO E DO EVENTO. Não compactuamos com qualquer prática discriminatória nem de conivência com as mesmas. Não compactuamos com qualquer prática discriminatória nem de conivência com as mesmas. Qualquer pessoa que conheça o trabalho que realizamos em prol das populações vulneráveis de Piracicaba conhece os valores que pautam nossa atuação. Reduzir 27 anos de história de luta social por um episódio que não estava sobre nosso controle não é a melhor forma de resolver o problema”. A nota d ONG foi postada aqui.

Mas nem todos aceitaram as desculpas da ONG.

Drag Verona se manifestou em seu facebook se desculpando: “EU NÃO SOU RACISTA E NÃO FIZ APOLOGIA AO RACISMO!!! Eu pensei numa performance satanista, onde eu traria o apocalipse, através de várias coisas; governos (Bolsonaro), igrejas (Universal e demais aproveitadoras da fé cega), rituais e etc, porém fugiu do controle ao colocar o KKK. ERREI??? SIMMMMM!!! e me arrependo amargamente a cada segundo.O bebê foi algo impensado, nada a ver com a ideia acima, porque foi a boneca mais barata que encontrei no centro pra poder usar na performance… EU PEÇO PERDÃO A TODOS QUE OFENDI E DECEPCIONEI!!!” (postado aqui)

>  S11E10 | Runway | Caftan Realness
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A queen Samantha Banks se pronunciou contra esse ato racista no Facebook.

Já não basta a gente ter que lidar com drag fazendo blackface agora isso? Parece que não evoluímos NADA! Brasil e sua falsa democracia racial. Estou enojada e revoltada.

APOLOGIA AO RACISMO NÃO É ARTE, É CRIME.

Peço que não ataquem ou façam ameaças a Drag Verona. Ela errou e tomara que aprenda com isso. Mas é importante que a gente não normalize essas atitudes. Pois foi por normalizar o racismo, machismo, LGBTfobia e muitas outras atitudes problemáticas de Jair Bolsonaro, que hoje ele está eleito presidente do Brasil, dando voz a todas essas opressões que fazem vítimas diariamente.

Infelizmente o fandom de Drag Race tem um grande histórico de racismo, se você quiser ler mais notícias relacionadas ao tema clique aqui.

O QUE É A KKK?

A Ku Klux Klan (KKK) foi uma organização racista secreta que nasceu no final do século 19 nos Estados Unidos. Ela foi fundada em 1866, no Tennessee, como um clube social que reunia veteranos confederados, ou seja, soldados que haviam lutado pelos estados do Sul, o lado derrotado, na Guerra Civil Americana (1861-1865). Na defesa da manutenção da supremacia branca no país, o grupo promovia atos de violência e intimidação contra os negros libertados.

Mais informações sobre a KKK podem ser lidas aqui e aqui.

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